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Um final “louco” na Volta à Córsega permitiu a Bruno Magalhães e Paulo Grave, a dupla portuguesa da Peugeot Sport Portugal, aos comandos de um Peugeot 207 S2000, terminarem no quinto lugar da geral num rali mítico, conhecido como o “Rali das 10.000 Curvas”. Com este resultado, a equipa lusa acabou por somar mais 10 pontos para as contas do IRC (Intercontinental Rally Challenge), sem dúvida importantes para as contas do campeonato mas, mais ainda para a moralização do conjunto.
Curiosamente, à entrada para a derradeira especial do rali, Bruno Magalhães era sétimo a 5,3 segundos do francês Julien Maurin (Ford Fiesta S2000) e depois de ter mantido uma interessante luta a três, juntando o finlandês Toni Gardemeister, primeiro pela 7.ª e depois pela 6.ª posição. Na primeira passagem pela classificativa que ditaria o final da prova corsa, Bruno Magalhães tinha ganho 5,8 segundos ao francês, o que deixava todas as esperanças de ‘roubar’ o sexto lugar. Mas Bruno Magalhães tinha, também, de ter em atenção aquilo que Andreas Mikkelsen (Fabia S2000) ia fazer, uma vez que o piloto do Skoda estava a recuperar o atraso provocado pelo furo e encontrava-se a somente 13,5 segundos do português.
Perante tudo o que se estava a passar na prova, o piloto da Peugeot Portugal entrou na especial totalmente ao ataque, acabando por conseguir um impressionante quarto ‘crono’ na classificativa, uma marca que acabaria por valer o quinto lugar final. Deste modo, Bruno Magalhães não só bateu Julien Maurin na especial, por 10,4 segundos, como acabaria por superar Bryan Bouffier, o piloto da Peugeot França que, ao volante de um Peugeot 207 S2000, saiu da estrada na derradeira classificativa e abandonou o rali. Quanto ao norueguês Mikkelsen, conseguiu ser mais rápido 11,6 segundos do que Bruno Magalhães, mas esta vantagem revelou-se insuficiente e, nas contas do rali, ficou 1,9 segundos atrás do 207 do português.
No final da prova, Bruno Magalhães deu conta do que se passou: “Forcei imenso o andamento porque estava a poucos segundos do Maurin e tinha o Mikkelsen atrás de mim com uma diferença de apenas 13 segundos. Tivemos que ser muito rápidos e correu tudo bem. Esta especial valeu duas posições”.
Bruno Magalhães ficou também a 29,1 segundos do quarto lugar porque Pierre Campana (Peugeot 207 S2000) furou na derradeira classificativa. Campana foi obrigado a parar para mudar o pneu do seu carro, mas conseguiu, apesar disso, segurar o quarto posto, ao qual ascendera em consequência da saída de Bryan Bouffier.
Para a formação portuguesa, este resultado foi alcançado depois de uma última etapa em que o piloto esteve a um nível superior, em consequência do acerto das modificações feitas na suspensão do 207. Sobretudo na tarde deste sábado, tal permitiu que Bruno Magalhães sentisse confiança para atacar, o que fez até final, para alcançar um quinto lugar, moralizador para o resto da temporada, assinando um resultado que qualificou como "fantastico": “Acabar em quinto foi fantástico! Trata-se de um rali mítico e o mais importante foi o resultado final. Estamos cada vez mais rápidos e foi por isso que fechámos com ‘chave-de-ouro’”.
Já para Carlos Barros, director da Peugeot Sport Portugal, este foi “um rali difícil mas com um final muito bom”. “O Bruno foi melhorando progressivamente e fez um excelente último troço que valeu o merecido quinto lugar final. Sabemos que temos muito trabalho pela frente, mas este resultado vem dar um ânimo adicional para melhorarmos e estarmos mais rápidos na próxima prova”, concluiu este responsável.
A dupla Bruno Magalhães/Paulo Grave voltou assim a pontuar no campeonato, obtendo 10 pontos neste rali. Os portugueses sobem assim ao 8.º posto na classificação de “Pilotos” no IRC 2011, campeonato em que contabilizam 14 pontos. Por seu turno, o promissor Thierry Neuville, piloto da Peugeot Bélgica-Luxemburgo, a rodar também num 207 Super 2000, conseguiu a sua primeira vitória no IRC e reforçou sobremaneira o destaque que está a assumir neste campeonato.
Confira com o LusoMotores a classificação final desta prova na ilha francesa da Córsega:
| Pos. |
Piloto/Co-Piloto |
Carro |
Tempo |
| 1. |
Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul
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Peugeot 207 S2000
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3.20.51,0
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| 2. |
Jan Kopecky/Petr Sray
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Skoda Fabia S2000
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a 15,5
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| 3. |
Freddy Loix/Frederic Miclotte
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Skoda Fabia S2000
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a 1.02,6
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| 4. |
Pierre Campana/Sabrina De Castelli
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Peugeot 207 S2000
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a 3.59,5
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| 5. |
Bruno Magalhães/Paulo Grave
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Peugeot 207 S2000
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a 4.28,2
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| 6. |
Andreas Mikkelsen/Ola Floene
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Skoda Fabia S2000
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a 4.30,1
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| 7. |
Julien Maurin/Olivier Ural
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Ford Fiesta S2000
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a 4.33,3
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| 8. |
Toni Gardemeister/Tapio Suominen
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Skoda Fabia S2000
|
a 6.33,3
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| 9. |
Patrick Sandell/Stefan Parmander
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Skoda Fabia S2000
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a 8.28,8
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| 10. |
Jean Leandri/Pierre Leonardi
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Peugeot 207 S2000
|
a 9.41,5
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