O mais novo elemento da exclusiva e distinta família DS foi apresentado aos jornalistas portugueses em Barcelona e o LusoMotores foi conhecer este novo modelo da marca do duplo chevron...
18-Mai-2011
Com chegada ao mercado nacional aprazada para a segunda quinzena do mês de Junho, o mais recente modelo da Citroen, o novo DS4, foi revelado à Imprensa nacional numa apresentação realizada em terras catalãs, em redor da bonita cidade de Barcelona onde o LusoMotores se deslocou a convite da Automóveis Citroen SA. Por lá fomos encontrar um automóvel diferente, com um estilo muito próprio, afinal de acordo com os pergaminhos reclamados pela nova família DS dentro da marca do duplo chevron.
Depois do lançamento do Citroen DS3, um modelo já bem conhecido do público que vê nele, com toda a justiça, o desportivo puro da marca do duplo chevron, ou não estivéssemos perante o porta-estandarte da marca no Mundial de Ralis, e após a estreia no longínquo Salão de Xangai, na China, do DS5, este modelo agora apresentado na cidade condal, que resulta de uma revolução de estilo exercida sobre o bem sucedido Citroen C4, vem dar à marca mais um produto capaz de responder aos requisitos de exclusividade e design que são pretendidos para a família DS que, ao que tudo indica, deverá continuar a crescer.
Curiosamente, ao contrário do DS3 que pode efectivamente ser apontado como o pequeno guerreiro do construtor francês, este novo Citroen DS4 não tem uma definição fácil. Com uma altura ao solo bem mais elevada do que o C4, poderá haver quem diga que estamos perante um crossover mas não é esse o caso, apesar da imagem musculada o aproximar desse conceito. As quatro portas, por outro lado, poderão levar observadores menos atentos a apontar o DS4 como uma berlina, mas também essa ideia cai pela base perante as linhas de design próprias de um coupé. Todavia, em relação a esta classificação, os mais puristas poderão recusá-la para o novo Citroen DS4 devido ao facto de estarmos perante um carro com quatro portas. De qualquer modo, e como referiram os responsáveis da Citroen na apresentação desta proposta automóvel aos jornalistas, o novo DS4, sendo um modelo híbrido no que diz respeito à sua classificação, passa por ser realmente um coupé, com a particularidade de oferecer como “bónus” suplementar mais duas portas para um acesso facilitado ao habitáculo.
Na verdade, as portas de acesso ao banco traseiro são interessantes pormenores de design que permitem uma afirmação de estilo muito própria para este DS4. Porque a ideia é estarmos perante um coupé que, sendo de quatro portas, não quer deixar de ser um coupé, os vidros das portas traseiras não abrem e os fechos do lado exterior surgem dissimulados no pilar C. Deste modo, a partir do exterior, estamos perante um veículo com o visual dinâmico de um coupé e a imponência de um crossover, dotado de um habitáculo capaz de transportar cinco passageiros com total conforto.
Modelo de nível superior
no conforto e nos materiais
Se as linhas exteriores do novo Citroen DS4 revelam o nível elevado em que os responsáveis da Citroen colocaram a fasquia da qualidade para este automóvel, o interior acompanha o mesmo plano de qualidade. Sentados a bordo do DS4 somos assim confrontados com o requinte e o estatuto próprios de um veículo ”premium”, que por via desta característica se pretende bem mais sofisticado e bem distinto do “normal” C4.
A posição de condução é facilmente perceptível num carro em que o comportamento dinâmico se revela particularmente agradável logo aos primeiros quilómetros. No banco traseiro encontramos três lugares efectivos, algo particularmente interessante se pensarmos que estamos perante um suposto coupé de que se aceitariam cotas menos generosas. E se juntarmos ao espaço no habitáculo uma vasta bagageira estamos perante um conjunto sem dúvida aliciante.
Regressando à análise dos materiais, dos assentos de couro rugoso aos feixes de luz à frente e atrás, passando pela presença de elementos cromados, verificamos uma coerência no conjunto capaz de conferir a distinção e o “status” pretendido por este elemento da família DS. Durante os quilómetros percorridos ao volante de duas unidades do DS4 constatámos a presença de um banco envolvente para o condutor, com este a beneficiar de um ambiente pleno de luz, muito por força do pára-brisas panorâmico que se estende para o tejadilho ao jeito do que o construtor francês já apresentara anteriormente em outros modelos como o C4 Picasso ou o novo Citroen C3. Este pára-brisas panorâmico permite uma visão vertical a 45°, revelando-se capaz de optimizar a visibilidade para uma condução mais dinâmica e eficaz.
Motorizações europeias… e as nossas!
Nos ensaios dinâmicos realizados em redor de Barcelona, com partida e chegada ao Hotel W, bem à beira do Mediterrâneo na zona de Barceloneta, testámos duas motorizações que dificilmente vamos ver em Portugal, nomeadamente a versão mais potente entre os blocos diesel, o HDI de 160cv de potência, e ainda a versão mais “raçuda” equipada com o novo motor THP de 200cv a gasolina.
Em ambos os casos o DS4 revelou sempre um comportamento irrepreensível, com um pisar acertado, curvando sempre a preceito mesmo perante estradas mais sinuosas e tráfego mais intenso. No caso particular da versão equipada com o motor THP de 200cv a gasolina, ficou a boa impressão permitida pelo seu binário máximo, de 275 Nm às 1700 rpm, um valor que permite, ainda assim emissões de CO2 limitadas a 149 g/km.
Para além das duas versões testadas pelos jornalistas que se deslocaram à cidade condal, o DS4 estará disponível com um segundo bloco diesel Euro V, equipado de origem com um filtro de partículas, o HDi de 110cv, o qual será também comercializado na versão e-HDi, havendo ainda mais dois motores a gasolina Euro V, desenvolvidos em cooperação com a BMW, nomeadamente o VTi 120 e o THP 155, que se juntam ao agora experimentado THP de 200cv. Todos estes motores estão associados a transmissões de seis velocidades, integralmente manuais ou manuais pilotadas.
Para já, ficámos ainda sem saber os preços que deverão ser aplicados já no próximo mês de Junho ao novo Citroen DS4, havendo ainda assim a indicação de que, em termos comparativos com a actual gama C4, o novo DS4 deverá chegar ao mercado com valores colocados cerca de 2500 euros acima nas versões equivalentes.
POSITIVO
NEGATIVO
- Uns pretenderão ver neste novo DS4 da Citroen um modelo raçudo mas familiar, e a verdade é que o conseguem ver desse modo. Outros, porém, irão procurar olhar para o DS4 como um verdadeiro coupé, apesar da sua capacidade para transportar três passageiros no banco traseiro, para o qual o acesso é facilitado pelas portas dissimuladas. A verdade é que realidade é completa e permite ao DS4 agradar a gregos e troianos.
- O conforto a bordo do novo Citroen DS4 revelou-se sempre de nível superior, tal como aconteceu com a prestação dinâmica dos motores testados. Nota ainda para o trabalho bem feito pela Citroen na busca pela insonorização do habitáculo deste DS4.
- Compreendemos que as portas de acesso ao banco traseiro tenham que ser dissimuladas para permitirem a imagem efectiva de um coupé. O problema é que, no momento em que abrimos a porta, o vidro obriga à presença de um bico porventura pouco estético que felizmente “desaparece” quando a porta se fecha.
- Um coupé, por definição, é um veículo com três portas em que apenas os vidros da frente podem ser abertos. Neste caso, porém, estamos perante um suposto coupé que pode não o ser, com cinco portas, no qual os vidros das portas atrás não abrem. É no mínimo estranho abrir-se uma porta em que o vidro é fixo sem possibilidade de abertura.
Imagine que lhe fazem uma proposta a três tempos, em que numa primeira reacção irá ficar pouco interessado, depois irá desconfiar perante alguns factores que poderão despertar-lhe a curiosidade, e num terceiro instante será ainda mais tentado, aqui por um argumento convincente: o preço! Ficarão as suas dúvidas ultrapassadas, ou assumirá o papel de S.Tomé e quererá ver para crer? Nós optámos por esse caminho na apresentação do Ford Focus 1.0 Ecoboost Edition, equipado com aquele que os responsáveis da marca apontam como “o motor Ford a gasolina mais eficiente de sempre”...
Sébastien Buemi não ganhou para susto quando, em plena travagem no final da recta da meta no circuito de Xangai, viu as duas roda da frente do seu Toro Rosso desprederem-se em simultâneo do seu monoluar e saltarem, deixando o bólide a escorregar na pista assente com o nariz no asfalto. O acidente, que marcou o dia de sexta-feira, aconteceu durante a primeira sessão de treinos para o Grande Prémio da China de Fórmula 1, tendo ficado a dever-se, ao que tudo indica, a um defeito de fabrico no braço da suspensão frontal do monolugar.
A Mercedes-Benz
revelou o seu novo furgão compacto citadino, denominado Citan, cuja estreia vai
ter lugar em Setembro no Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha.
O Citan apresenta traços do Renault Kangoo, modelo em que se baseou o seu
desenvolvimento, no âmbito de uma parceira entre a marca alemã e o construtor
francês. No entanto, a Mercedes refere que se trata de um modelo praticamente
novo, devido ao elevado número de modificações e adaptações por si introduzidas.
A Honda promoveu um passatempo em vários países do continente europeu para o lançamento
da nova Integra, tendo como prémio a oferta deste novo modelo. Rui Antunes, fã
incondicional da marca nipónica, que acompanha assiduamente as novidades e a
dinâmica da Honda, participou nesta iniciativa e tornou-se o feliz contemplado
com este novo modelo.
A Galp
Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma,
no offshore de Moçambique, anunciou uma nova descoberta de gás natural de
grande dimensão no prospecto Coral-1.
A Vodafone lançou recentemente o Vodafone Protect, um
serviço que ajuda a encontrar e bloquear o telemóvel, assim como a limpar
remotamente o conteúdo pessoal do mesmo, a partir de um computador.
Sorcery, um dos mais esperados jogos exclusivos PlayStation Move para a
PlayStation 3, está, a partir desta quarta-feira, à venda nas lojas
portuguesas, por 39,99 euros e totalmente em português.
A cidade de Lisboa
recebeu, na passada segunda-feira, a primeira visita do MSC Divina, o 12º navio
da frota da MSC Cruzeiros, que tem capacidade para transportar 4.345
passageiros.
A primeira
edição do Cascais Music Festival foi, esta quinta-feira, apresentada, pelo
promotor Álvaro Covões, e vai ter lugar entre os dias 16 a 29 de Julho no
Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.