Na apresentação da Vision aos jornalistas, a Honda deu conta de uma nova proposta para um mercado que acordou sem qualquer dúvida com a chegada da PCX e promete agora manter-se ainda mais desperto...
15-Jul-2011
Num mercado que no mês de Junho reflectiu a evolução negativa que se tem registado na economia, a Honda continua a registar uma vitalidade invejável. Mesmo quando a evolução dos novos modelos, não é tão evidente quanto parece.
Ao analisar os números da ACAP para os motociclos
acima dos 50 cc de cilindrada, constatamos que a evolução negativa (8%)
em Junho, contraria os números de vendas no primeiro semestre, em
especial se avaliarmos os resultados da Honda. Com uma quota que
ultrapassa ligeiramente os 23% do mercado e face aos valores de período
homólogo, a marca japonesa evoluiu quase 77% no espaço de um ano.
É por demais evidente que esta evolução na marca
japonesa, segue a tendência do mercado que tem registado significativa
procura nas 125 cc, com particular destaque para as “scooter”. No
entanto e apesar do sucesso da única “scooter” que é apresentada com
sistema “start&stop”, a Honda coloca no mercado um novo modelo, com
menor cilindrada do que a PCX, sem caixa de velocidades como a Super Cub
ou inova e com preço diferente face à SH.
Numa altura em que a globalização continua a ser
uma palavra quase milagrosa, os japoneses, decidiram construir na China e
desta forma podem fazer frente aos coreanos, colocando no mercado a
Vision 110 com um p.v.p de 1.799 € acrescidos das despesas.
Conjugação de conceitos
Disponível em cinco cores e com alguns acessórios
(opcionais) como o pára-brisas, a protecção de punhos, “top case” entre
outros, a Vision 110 é apresentada com alguns argumentos interessantes,
como por exemplo, ser a mais leve (102 kg) das “scooter” com jante 14” e
de acordo com o construtor, consumir menos de dois litros de gasolina
por cada 100 quilómetros percorridos. Outra das características deste
novo modelo está na travagem CBS-Combined Brake System (Sistema
Combinado de Travagem). Ao accionar a manete esquerda, trava o tambor
traseiro e parcialmente o disco dianteiro, enquanto na manete direita,
trava apenas o disco dianteiro.
Neste novo modelo a produzir na fábrica de
Wuyang-China, na qual a Honda conta produzir sete modelos, os japoneses
agregaram quatro itens importantes: o preço de aquisição, o consumo de
combustível, o desenho e a funcionalidade.
Com a exportação prevista para 60 países, a Vision
110 – assim designada na Europa - poderá ser o primeiro modelo
verdadeiramente global da marca japonesa, apesar de nos mercado
asiáticos e japonês ter outras designações. Nestes, terá no entanto o
benefício de contar com o motor ‘europeu’ Euro 3, conseguidos no bloco
monocilíndrico a quatro tempos e com injecção de combustível.
Refrigerado por ar, o motor debita no regime máximo de 8.000 rpm 6,2 kW
(8,0 cv) e quanto a velocidade máxima, o número 110 é novamente
utilizado.
Utilitária por conceito
Com menos de dois metros de comprimento total e
pouco mais de um metro de altura, a Vision 110 concede uma posição de
condução do tipo ‘banco de cozinha’ com as pernas e tronco a ficarem em
ângulo de 90º face ao assento, que está a um pouco menos de 80 cm do
solo. Em termos práticos, temos uma “scooter” estreita e leve, dotada de
espaços para arrumos no avental interior e com uma razoável capacidade
sob o banco, onde só os maiores capacetes integrais têm dificuldade em
caber.
No tocante às prestações do motor, não podemos
reconhecer brilhantismo nas acelerações ou reprises, mas nesta avaliação
há que contar com o peso (100 kg) de quem fez o contacto com a Vision e
com outra característica importante deste modelo! As razões que levarão
as pessoas a procurar a Vision 110, não serão certamente as acelerações
ou reprises. O nosso prognóstico aponta mais para um público-alvo mais
sensível ao preço final, às cores e ao facto de esta “scooter” ser fácil
de conduzir e de ter uma frente leve, sem se perder eficácia na
condução. Para estacionar, o factor leveza volta a ser importante com
102 kg pronta a andar e para quem não quiser o descanso central, pode
utilizar o lateral que tem outra funcionalidade. Quando está aberto o
motor não funciona, evitando assim os inconvenientes resultantes do
esquecimento.
Num breve passeio pelas ruas de Lisboa, constatámos
um nível de conforto satisfatório e gostámos das protecções concedidas
através do pára-brisas e punhos, ambos em plástico transparente. Uma
nota final para a travagem, em nossa opinião eficaz quanto baste, mesmo
tendo em conta que a traseira está confiada a um tambor. Em termos de
consumos de combustível, não fizemos qualquer avaliação dos dados do
construtor, mas há algo que podemos confirmar. A Vision 110 é silenciosa
e as vibrações são pouco perceptíveis para quem conduz.
Imagine que lhe fazem uma proposta a três tempos, em que numa primeira reacção irá ficar pouco interessado, depois irá desconfiar perante alguns factores que poderão despertar-lhe a curiosidade, e num terceiro instante será ainda mais tentado, aqui por um argumento convincente: o preço! Ficarão as suas dúvidas ultrapassadas, ou assumirá o papel de S.Tomé e quererá ver para crer? Nós optámos por esse caminho na apresentação do Ford Focus 1.0 Ecoboost Edition, equipado com aquele que os responsáveis da marca apontam como “o motor Ford a gasolina mais eficiente de sempre”...
Sébastien Buemi não ganhou para susto quando, em plena travagem no final da recta da meta no circuito de Xangai, viu as duas roda da frente do seu Toro Rosso desprederem-se em simultâneo do seu monoluar e saltarem, deixando o bólide a escorregar na pista assente com o nariz no asfalto. O acidente, que marcou o dia de sexta-feira, aconteceu durante a primeira sessão de treinos para o Grande Prémio da China de Fórmula 1, tendo ficado a dever-se, ao que tudo indica, a um defeito de fabrico no braço da suspensão frontal do monolugar.
A Mercedes-Benz
revelou o seu novo furgão compacto citadino, denominado Citan, cuja estreia vai
ter lugar em Setembro no Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha.
O Citan apresenta traços do Renault Kangoo, modelo em que se baseou o seu
desenvolvimento, no âmbito de uma parceira entre a marca alemã e o construtor
francês. No entanto, a Mercedes refere que se trata de um modelo praticamente
novo, devido ao elevado número de modificações e adaptações por si introduzidas.
A Honda promoveu um passatempo em vários países do continente europeu para o lançamento
da nova Integra, tendo como prémio a oferta deste novo modelo. Rui Antunes, fã
incondicional da marca nipónica, que acompanha assiduamente as novidades e a
dinâmica da Honda, participou nesta iniciativa e tornou-se o feliz contemplado
com este novo modelo.
A Galp
Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma,
no offshore de Moçambique, anunciou uma nova descoberta de gás natural de
grande dimensão no prospecto Coral-1.
A Vodafone lançou recentemente o Vodafone Protect, um
serviço que ajuda a encontrar e bloquear o telemóvel, assim como a limpar
remotamente o conteúdo pessoal do mesmo, a partir de um computador.
Sorcery, um dos mais esperados jogos exclusivos PlayStation Move para a
PlayStation 3, está, a partir desta quarta-feira, à venda nas lojas
portuguesas, por 39,99 euros e totalmente em português.
A cidade de Lisboa
recebeu, na passada segunda-feira, a primeira visita do MSC Divina, o 12º navio
da frota da MSC Cruzeiros, que tem capacidade para transportar 4.345
passageiros.
A primeira
edição do Cascais Music Festival foi, esta quinta-feira, apresentada, pelo
promotor Álvaro Covões, e vai ter lugar entre os dias 16 a 29 de Julho no
Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.