A opção por veículos eléctricos é ainda hoje colocada em causa pela menor autonomia e o medo de ficarmos na estrada em longas viagens, mas no contacto com o Ampera encontrámos uma nova realidade...
24-Jul-2011
A semana agora finda foi marcada por uma viagem a Haia, na Holanda, para uma apresentação automóvel que permitiu, afinal, uma viagem ao futuro. É que, ao invés de ser apenas "mais uma apresentação", o convite, endereçado ao LusoMotores semanas antes pelo departamento de Comunicação da Opel Portugal, visava permitir conhecer o novo Opel Ampera, o primeiro modelo eléctrico da marca alemã que, pelo que pudemos confirmar, é bem mais do que apenas um automóvel eléctrico, retirando grande benefício da presença do extensor de autonomia da GM, um motor de combustão a gasolina que permite ao Ampera fazer a diferença, colocando-se à frente dos demais eléctricos. Afinal, o futuro está mesmo aí à porta e começa já em Janeiro de 2012, quando o Opel Ampera chegar ao mercado português.
Convém desde já chamar a atenção para o facto de não estarmos perante um
híbrido, como se poderia pensar depois de se ler que o Ampera possui um
motor de combustão a gasolina. Na verdade, este novo modelo da Opel não
é um híbrido, ou pelo menos não obedece ao princípio de funcionamento
dos híbridos convencionais já que o motor térmico apenas em
circunstâncias muitos excepcionais apoia à movimentação do Opel Ampera,
deixando essa tarefa praticamente em exclusivo para o motor eléctrico.
Assim, a missão do motor térmico é, tão só, a de carregar as baterias
eléctricas e, com isso, permitir que estas mantenham a mobilidade do
automóvel mesmo depois de terem esgotado a sua autonomia.
Antes, porém, de darmos conta da prestação dos motores instalados no
Opel Amper, as primeiras impressões permitida por este modelo à chegada a
Amsterdão foram transmitidas por um design agradável, numa berlina de
linhas curvas mais curta do que o distinto Opel Insignia, mas mais
comprida do que o bem mais democrático Opel Astra. Antes de entrarmos no
carro ficou assim a convicção de estarmos perante uma proposta situada
acima do segmento C, em face dos seus 4498 mm de comprimento, mas ainda
assim com dimensões reduzidas para um verdadeiro segmento D, não só no
comprimento mas principalmente na capacidade da bagageira, de 310
litros, um volume claramente "curto" quando comparado com os 500 litros
permitidos pelo já referido Opel Insígnia.
Acedendo ao interior do Ampera, o conforto, num habitáculo desenhado
para quatro ocupantes, muito por força da presença das baterias no eixo
central do veículo, surge um pouco penalizado para quem viaja nos bancos
traseiros, ainda assim num conjunto que impressiona positivamente pelo
requinte do nível de equipamento claramente futurista. Perante um painel
de instrumentos onde os botões foram substituídos por diversos
indicadores para uma acção táctil, a facilidade de controlo das diversas
funções surpreende.
Movimento silencioso
Para o arranque, propriamente dito, o botão
de start já conhecido de tantos outros automóveis com chave inteligente
poderia permitir pensar que estaríamos apenas perante mais um carro
dotado de equipamento premium e pouco mais. Porém, o som electrónico de
um jacto que acompanha o accionar do start lembra-nos, uma vez mais, que
este Ampera é, de facto, um automóvel diferente. Claro está que o
motor, por ser eléctrico, não se ouve, e para que os peões não sejam
surpreendidos com as duas toneladas de peso bruto do veículo no seu colo
surge disponível para o condutor um botão de "aviso de presença", que
mais não é do que uma buzina que se faz ouvir com um som mais discreto
do que a buzina convencional do carro.
Chega então o momento de
nos fazermos à estrada. E porque a Opel nos propôs um teste de consumo,
evitamos exageros, deixando para outra ocasião a possibilidade de
confirmar os 9 segundos que a Opel garante serem necessários para que o
Ampera chegue dos 0 aos 100 km/h, ou mesmo para verificar se é de facto
possível atingir os 161 km/ de velocidade máxima, prestações permitidas
pelo motor eléctrico capaz de conferir uma potência a todo o conjunto de
150cv. Ainda a propósito dos dados técnicos, fica a informação de que o
motor a gasolina apresenta-se como um bloco de 4 cilindros em linha
com 1.4 litros e 86 CV às 4800 rpm, com um binário de 130 Nm.
O
objectivo desta primeira viagem no Opel Ampera, neste caso, era
verificar a autonomia do motor eléctrico que, segundo o construtor,
permitiria entre 40 e 80 quilómetros antes da entrada em funcionamento
do motor térmico, pelo que tornava-se necessário optar por uma condução
inteligente, sem arranques inesperados nem travagens bruscas, apostando,
ao invés, em velocidades lineares e na antecipação das necessidades de
acção em estrada. Assim fizemos, acabando por rodar de forma confortável
em velocidades que variaram entre os 90 e os 110 km/h, com o rádio e o
ar condicionado ligados, baixando a velocidade para 70 km/h apenas
quando a sinaléctica na estrada a isso obrigava. No final, conseguimos
cumprir uns surpreendentes 86 quilómetros antes da entrada em
funcionamento do motor a gasolina que se fez finalmente sentir quando já
circulávamos de uma forma bem mais despreocupada.
Mais 500 quilómetros... a gasolina
A circular já
com o motor térmico ligado, sentimos finalmente a companhia da
sonoridade clássica de um automóvel, ou pelo menos perto disso, já que
pelo facto do motor a gasolina não funcionar em função das necessidades
do andamento mas antes de acordo com as necessidades de energia em todo o
conjunto surgem situações que tiramos o pé do acelerador e o motor
térmico continua num regime elevado com um ruído clássico de um veículo
em aceleração. Particularidades à parte, o conforto a bordo mantém-se, a
suspensão continua a absorver as irregularidades do piso, a direcção
mantém-se precisa e o acelerador continua a responder a contento com as
necessidades. Por esta altura, a rodarmos com o recurso ao apoio
energético do motor a gasolina, a autonomia passou a ser de 500
quilómetros graças aos 35 litros de gasolina no depósito.
No
painel de instrumentos, as indicações da eficiência energética
continuaram a ser preciosos auxiliares para uma condução acertada, sendo
ainda possível ficarmos a par da eficiência energética da nossa
condução ou dos fluxos de energia que, por esta altura, dão conta da
forma como as baterias vão sendo alimentadas por forma a manter o
conjunto em movimento. Mais curiosa é a indicação que nos é dada por uma
bola presente no monitor do tablier que, mantendo-se em movimento ao
meio de um gráfico, assegura que estamos a conseguir a melhor eficiência
energética com a nossa condução. Surgindo verde e a rodar, tudo vai
bem, e só acelerações mais bruscas ou travagens apertadas resultam na
deslocação vertical da bolinha que rapidamente pára de rodar, muda de
cor até ganhar tons mais rubros, e deixa claro que o melhor mesmo é
mantermos uma condução sem sobressaltos.
Concluído o ensaio, que
no total permitiu rodarmos durante quase centena e meia de quilómetros
entre Amsterdão e Haia, com tempo para uma visita ao fantástico Louwman
Museum, possuidor de um espólio surpreendente de automóveis de todas as
eras, das mais variadas marcas e dos modelos mais sonantes, ficou uma
boa impressão deixada por este Opel Ampera, um eléctrico diferente que
permite a tranquilidade de não ficarmos na estrada por falta de energia
ou devido a uma rede de abastecimento mais deficiente. O principal
problema, e porque não há bela sem senão, é que este mesmo Opel Ampera,
que pretenderemos testar de novo quando chegar a Portugal, o que deverá
acontecer no início do próximo ano, será colocado à venda por qualquer
coisa como 42.900 euros, um valor sem dúvida elevado que só poderá ser
relativizado se pensarmos na economia que o Ampera poderá permitir a
prazo no consumo de combustível. Resta saber se os portugueses, na hora
de comprarem este novo modelo da Opel, terão tempo, paciência, ou
dinheiro... para fazerem contas.Terão?
Imagine que lhe fazem uma proposta a três tempos, em que numa primeira reacção irá ficar pouco interessado, depois irá desconfiar perante alguns factores que poderão despertar-lhe a curiosidade, e num terceiro instante será ainda mais tentado, aqui por um argumento convincente: o preço! Ficarão as suas dúvidas ultrapassadas, ou assumirá o papel de S.Tomé e quererá ver para crer? Nós optámos por esse caminho na apresentação do Ford Focus 1.0 Ecoboost Edition, equipado com aquele que os responsáveis da marca apontam como “o motor Ford a gasolina mais eficiente de sempre”...
Sébastien Buemi não ganhou para susto quando, em plena travagem no final da recta da meta no circuito de Xangai, viu as duas roda da frente do seu Toro Rosso desprederem-se em simultâneo do seu monoluar e saltarem, deixando o bólide a escorregar na pista assente com o nariz no asfalto. O acidente, que marcou o dia de sexta-feira, aconteceu durante a primeira sessão de treinos para o Grande Prémio da China de Fórmula 1, tendo ficado a dever-se, ao que tudo indica, a um defeito de fabrico no braço da suspensão frontal do monolugar.
A Mercedes-Benz
revelou o seu novo furgão compacto citadino, denominado Citan, cuja estreia vai
ter lugar em Setembro no Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha.
O Citan apresenta traços do Renault Kangoo, modelo em que se baseou o seu
desenvolvimento, no âmbito de uma parceira entre a marca alemã e o construtor
francês. No entanto, a Mercedes refere que se trata de um modelo praticamente
novo, devido ao elevado número de modificações e adaptações por si introduzidas.
A Honda promoveu um passatempo em vários países do continente europeu para o lançamento
da nova Integra, tendo como prémio a oferta deste novo modelo. Rui Antunes, fã
incondicional da marca nipónica, que acompanha assiduamente as novidades e a
dinâmica da Honda, participou nesta iniciativa e tornou-se o feliz contemplado
com este novo modelo.
A Galp
Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma,
no offshore de Moçambique, anunciou uma nova descoberta de gás natural de
grande dimensão no prospecto Coral-1.
A Vodafone lançou recentemente o Vodafone Protect, um
serviço que ajuda a encontrar e bloquear o telemóvel, assim como a limpar
remotamente o conteúdo pessoal do mesmo, a partir de um computador.
Sorcery, um dos mais esperados jogos exclusivos PlayStation Move para a
PlayStation 3, está, a partir desta quarta-feira, à venda nas lojas
portuguesas, por 39,99 euros e totalmente em português.
A cidade de Lisboa
recebeu, na passada segunda-feira, a primeira visita do MSC Divina, o 12º navio
da frota da MSC Cruzeiros, que tem capacidade para transportar 4.345
passageiros.
A primeira
edição do Cascais Music Festival foi, esta quinta-feira, apresentada, pelo
promotor Álvaro Covões, e vai ter lugar entre os dias 16 a 29 de Julho no
Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.