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Os portugueses Bernardo Sousa e Paulo Babo iniciaram, esta
quinta-feira, a sua participação no Rali da Finlândia, prova em que procuram
recolher o máximo de pontos para o SWRC no Campeonato do Mundo de Ralis, mas
nem tudo corre de feição à equipa do piloto madeirense.
Já se sabia que as dificuldades do terreno e o facto de a
equipa fazer aqui a sua estreia numa prova onde os pilotos nórdicos dominam
seria um grande obstáculo, mas para complicar um pouco mais, os problemas com o
sistema de transmissão do Ford Fiesta cedo se fizeram notar e neste momento
Bernardo Sousa está relegado para uma posição pouco habitual na sua carreira.
Ainda antes de iniciar o percurso das três classificativas
previstas para quinta-feira, o Fiesta passou a ter apenas tracção traseira,
devido a problemas na distribuição de potência para o eixo dianteiro, e o
piloto pouco podia fazer para não perder tempo, ainda para mais num rali de
terra batida onde a tracção integral faz toda a diferença.
“É complicado sempre que surgem problemas, mas em parte
ainda bem que foi hoje [quinta-feira] pois as classificativas seguintes eram
pequenas, o tempo que perdemos para alguns dos nossos mais directos adversários
ainda é recuperável e temos ainda boas possibilidades de subir muitos lugares
no dia de amanhã, portanto, nem tudo é negativo. Teria sido pior se o problema
surgisse por exemplo na primeira classificativa de amanhã no início da etapa.
Assim temos um novo objectivo na nossa participação que é voltar amanhã a
ocupar um lugar dentro dos cinco primeiros”, afirmou Bernardo Sousa.
“Temos o parque de assistência final hoje, onde julgo que
será possível à minha equipa recolocar o carro em condições, e amanhã é outro
dia. Quero terminar no melhor lugar possível para não perder de vista o
objectivo dos pontos de que necessitamos”, acrescentou o piloto luso.
Em relação ao rali, o piloto foi peremptório: “Só quem já
fez o Rali da Finlândia poderá dar opiniões válidas sobre o mesmo. São muitos
quilómetros a fundo, com zonas de muito fraca visibilidade e sequências de
saltos incríveis. A concentração necessária e o trabalho de equipa são
colocados a níveis de exigência extrema. A minha opinião sobre todos os que
aqui vencem mudou radicalmente a partir desta minha participação. A Finlândia é
sem dúvida um dos mais difíceis ralis do mundo, se não, mesmo o mais difícil”.
O Neste Oil Rally of Finland 2011 está novamente em acção
esta sexta-feira, com mais oito classificativas em solo finlandês.
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