Renault Fluence ZE e Kangoo ZE chegam com vontade de liderar
O construtor francês apresentou esta semana em Portugal os seus novos modelos eléctricos, para um segmento que o construtor pretende liderar, obrigando isso a um investimento de 4 mil milhões de euros
09-Nov-2011
Após a chegada dos pequenos citadinos, com o Mitsubishi i-Miev à frente de um pelotão onde encontramos as “cópias” Peugeot iOn e Citroen C0, mas também o smart fortwo eléctrico, a fasquia das capacidades dos veículos eléctricos foi elevada com o lançamento do Nissan Leaf, naquela que surgiu como a primeira aposta da Aliança Renault Nissan para uma solução de mobilidade com “emissões zero”, com mais autonomia do que as anteriores propostas no mercado e capacidade para cinco passageiros. Contudo, o Leaf foi apenas a primeira investida da Aliança franco-nipónica neste novo mundo dos automóveis eléctricos agora continuada pela Renault com o lançamento dos modelos Fluence ZE e Kangoo ZE.
Pralelamente às apostas nos eléctricos puros, outros construtores foram apresentando outras soluções de mobilidade, como a Toyota ou a Honda com os seus híbridos Prius e Insight, respectivamente, ou mais recentemente a Opel, com o Ampera, e a Chevrolet, com o gémeo Volt, dois automóveis eléctricos que surgem ainda assim equipados com motores térmicos, funcionando estes como “extensores de autonomia”. Agora, porém, é chegada a hora da Renault, que lança não um modelo, mas uma gama alargada de propostas, iniciadas com o Renault Fluence ZE, um familiar distintivo de cinco lugares perfeitamente ajustado aos conceitos tradicionais de um modelo do segmento C, e o Kangoo ZE, um comercial ligeiro que chega ao mercado em três variantes, com dois lugares e caixa normal, ainda com caixa longa, e também com uma versão de cinco lugares. Para mais tarde está já anunciada a chegada do Renault Twizy ZE, um pequeno citadino de dois lugares, e o Zoe ZE, um modelo para o segmento B… dos eléctricos.
Estamos assim perante uma aposta estratégica da marca gaulesa que, segundo Carlos Tavares, o português Vice-Presidente Operacional da Renault que acompanhou a apresentação dos eléctricos da marca aos jornalistas portugueses, significa qualquer coisa como quatro mil milhões de euros de investimento feito pelo construtor, com o propósito de permitir uma posição forte num segmento que deverá significar, ainda segundo a Renault, um décimo do mercado automóvel mundial em 2020. A título de curiosidade, na apresentação destes modelos eléctricos os responsáveis da Renault mostraram-se mesmo convictos de que esta tecnologia estará presente em breve de uma forma global em todo o mercado automóvel, e até no desporto motorizado, tendo sido feita a referência à capacidade que os motores eléctricos terão para entrar num futuro não muito distante também na Fórmula Um.
Em redor dos novos Renault Fluence ZE e Kangoo ZE, na apresentação realizada esta segunda-feira no Hotel Onyria, na Quinta da Marinha, o COO da Renault destacou o facto destes dois modelos terem a sua chegada ao mercado agendada para Janeiro, e com um preço que será inferior ao praticado pela marca para os modelos Fluence e Kangoo nas versões convencionais com motores de combustão.
Sem querer adiantar expectativas relativamente a possíveis volumes de vendas para os veículos eléctricos, Carlos Tavares afirmou-se confiante no sucesso da aposta da Renault nos modelos eléctricos, acreditando mesmo que o construtor francês, no momento em que tiver os quatro modelos eléctricos no mercado, poderá ser “líder no segmento dos veículos eléctricos, não somente em Portugal, mas também na Europa e, provavelmente, no mundo”.
Parcerias fundamentais
Determinante para o sucesso da colocação dos veículos eléctricos no mercado é o estabelecimento de parcerias que permitam criar infra-estruturas adequadas às necessidades deste tipo de veículos. Afinal, garantir uma mobilidade elevada implica, nomeadamente, a disponibilização de uma rede de postos de carregamento de baterias para os automóveis eléctricos, mas também a criação de condições para que os proprietários deste tipo de veículos possam carregar as respectivas baterias nas suas casas em condições ideais. Para que isto possa acontecer, a Renault assinou diversas parcerias em todo o mundo que deverão ser determinantes para o sucesso deste programa. Em Portugal foi criada a Rede de Mobilidade Eléctrica, uma rede integrada entre vários postos existentes em território nacional, dinamizada pela entidade gestora Mobi.E, que tem como propósito permitir o abastecimento dos veículos eléctricos mediante um cartão de carregamento.
Em Portugal existem actualmente quase um milhar de postos já instalados e em funcionamento, pretendendo a Mobi.E conseguir a operacionalidade até ao final do ano de 1300 postos em todo o território nacional e 50 postos de carregamento rápido, números que estarão integrados num total de 50 mil postos que a Renault estima que se encontrem disponíveis em toda a Europa já em 2012.
Outras parcerias, porventura menos “óbvias” mas estabelecidas de uma forma “inteligente”, foram conseguidas com algumas grandes empresas de rent-a-car, como a Europcar ou a Avis, que permitirão tarifas reduzidas no aluguer de veículos “convencionais” aos proprietários de veículos eléctricos quando estes precisarem de uma mobilidade que não esteja limitada pelas questões próprias da autonomia dos veículos eléctricos. Em Portugal estas parcerias estarão igualmente activas pelo que quem apostar na aquisição de um Fluence ZE ou de um Kangoo ZE poderá em qualquer altura equacionar o aluguer de um veículo “normal” se pretender fazer uma grande viagem e ter para isso tarifas especiais estabelecidas pelas empresas de rent-a-car.
Mais autonomia, menos preço…
Sem ser expectável que os automóveis eléctricos consigam apresentar nos próximos anos uma autonomia muito diferente da que é possível actualmente, a Renault coloca-se na linha da frente no que à autonomia diz respeito com a apresentação do Fluence ZE, um modelo para o qual anuncia a capacidade de percorrer 185 km entre cada operação de carregamento total de baterias. Curiosamente, durante a apresentação destes primeiros modelos eléctricos da Renault foi colocada a questão a Carlos Tavares sobre a possibilidade do construtor francês poder apostar num futuro veículo com extensor de autonomia, como acontece como o Opel Ampera ou o Chevrolet Volt, mas a resposta do executivo português foi rápida e concisa: “Para nós, zero emissões é sem tubo de escape!”.
Se em termos de autonomia a Renault coloca a fasquia num nível superior, já que no diz respeito ao preço a aposta é em valores mais reduzidos se comparados com os preços das propostas já existentes no mercado. O Fluence ZE será assim colocado à venda por 21.600 euros para a versão menos equipada (Expression), e por 22.700 euros para a versão mais completa (Dynamique), tendo em conta já, em ambos os valores, os 5000 euros que o Governo português oferece como incentivo à compra de carros eléctricos e o IVA aplicado.
Por seu turno, o Kangoo ZE surgirá no mercado com uma primeira versão por 20 mil euros mais IVA (a colocação diferenciada do IVA no Kangoo resulta do facto de estarmos a falar de um veículo preferencialmente destinado a empresas que podem deduzir aquele imposto), subindo o preço para os 21.200 euros (+IVA) para a versão longa de dois lugares e 22.000 euros (+IVA) para a versão igualmente longa de cinco lugares. Para ambos os modelos, a Renault estabeleceu um programa de garantia de dois anos para o automóvel, estendendo-se a garantia de todo o sistema eléctrico aos 5 anos ou 100 mil quilómetros.
…e uma renda mensal para a bateria!
Para conseguir valores de preços altamente competitivos quando comparados com as demais propostas de veículos eléctricos existentes no mercado, a Renault encontrou uma fórmula que levará os seus clientes à aquisição dos automóveis eléctricos mas, em simultâneo, ao aluguer das respectivas baterias. Deste modo, o cliente Renault deixará de estar preocupado se as baterias do seu automóvel perderem capacidade de carga eléctrica ou acusarem qualquer outro problema. Perante um comportamento anormal da bateria, o dono de um Fluence ZE ou de um Kangoo ZE só terá que se deslocar até aos serviços da Renault para proceder, se necessário, à troca da bateria sem mais custos. Por outro lado, se a determinada altura forem colocadas no mercado baterias com outros níveis de autonomia o cliente Renault poderá fazer o respectivo “upgrade” sem grandes dores de cabeça.
Assim, na aquisição do Renault Fluence ZE por 21.600 euros, o cliente do construtor francês terá que estar preparado para o pagamento de uma mensalidade de 82 euros (+IVA) para um aluguer de 48 meses ou 15 mil quilómetros. Já para o Kangoo, a bateria estará associada a uma mensalidade de 75 euros (+IVA) nas mesmas condições, sendo que em qualquer dos casos a mensalidade associada à utilização das baterias pode variar de acordo com as condições estabelecidas para a respectiva utilização, quer em número de quilómetros, quer no período de aluguer acordado. Finda a vida útil da bateria, esta será substituída sem quaisquer custos para o condutor, sobrando ainda para a Renault a responsabilidade de reciclar a bateria velha, retirando do cliente a “ansiedade” que poderia resultar de estar a lidar com uma nova tecnologia da qual ainda não se conhecem todas as potencialidades mas também as fragilidades que possa apresentar.
Curiosamente, está em curso um primeiro programa de troca de baterias, para já estabelecido em Israel, o qual permite que um qualquer cliente Renault possa trocar a bateria sem carga do seu veículo por uma em pleno, numa operação que não demora mais de cinco minutos. Em Portugal ainda não será possível trocar as baterias, mas ainda assim a Renault fala em qualquer coisa como 120 encomendas já efectuadas, maioritariamente em redor do Fluence ZE. Segundo os responsáveis da marca, os eléctricos deverão ser adquiridos, a nível internacional, prioritariamente por frotas de empresas (70%) e num nível muito inferior (30%) por particulares. Contudo, no que diz respeito às operações de carregamento, o construtor francês acredita que 90% dos carregamentos da bateria dos veículos eléctricos venham a ser feitos em casa ou no local de trabalho, tendo desenvolvido por via disso um adaptador especial, uma “wall-box” que poderá ser instalada por técnicos especializados na instalação eléctrica convencional da garagem do proprietário do veículo para que possa assegurar um carregamento total entre 6 a 8 horas, tempo este inferior ao que é necessário se a ligação for feita directamente do carro a uma tomada convencional.
Menos poluição e mais tranqulidade
Ao passar por um Fluence ZE ou Kangoo ZE, como aliás acontece com os demais eléctricos no mercado, poderá não dar por ele em face do silêncio que permite. À parte disso, só dará conta que está perante um veículo eléctrico se olhar com alguma atenção para estes modelos. No caso do Kangoo, a tampa da tomada de carregamento na frente do veículo e alguns logótipos revelam as particularidades deste modelo eléctrico que aparentemente é em tudo idêntico ao Kangoo convencional.
Já em relação ao Fluence ZE as diferenças relativamente ao modelo equipado com motor de combustão são maiores. Desde logo, esta berlina equipada com um motor eléctrico é maior em 13 centímetros na comparação com o Fluence convencional, um aumento que visou permitir a colocação das baterias na parte posterior do veículo sem penalizar a capacidade da bagageira, que apresenta um volume de 317 litros.
Em termos dinâmicos, qualquer dos modelos apresenta capacidades condicentes com os pergaminhos de qualidade e conforto a que a Renault nos habitou já desde há muito. O Kangoo ZE, que o LusoMotores teve oportunidade de conduzir na zona do Guincho, apresentou-se como um “normal” comercial capaz de se assumir como um parceiro de negócio de qualquer empresa, enquanto que o Fluence ZE, nos percursos entre Lisboa e Cascais percorrendo o centro urbano da capital, revelou níveis de conforto e capacidade dinâmica que certamente poderão preencher os requisitos exigidos a um qualquer veículo familiar. Com um motor que em termos práticos permite uma potência de 90 CV, este Fluence ZE faz justiça à fama dos eléctricos ao conseguir um arranque particularmente performante, permitindo para o condutor todo um conjunto de informações através do qual é possível acompanhar os níveis de carga da bateria.
Se a autonomia estiver baixa, o melhor é aproveitar os declives e antecipar a necessidade de parar em semáforos ou filas de trânsito, para conseguir transformar a natural energia cinética do veículo gerada ao descer um declive para energia eléctrica acumulada nas baterias. Para que se possa ter uma ideia, no percurso feito entre Lisboa e Cascais, o Renault Fluence ZE conduzido pelo LusoMotores “gastou” apenas seis quilómetros de autonomia durante os cerca de 25 quilómetros percorridos. É claro que este valor foi possível com um estilo de condução descontraído e previsível, antecipando as acções dos carros da frente e viajando sem o stress e as pressas que marcam hoje em dia a realidade dos condutores das nossas cidades. Em condições reais, a autonomia será certamente menor, e o recurso ao sistema Tom-Tom para a indicação dos postos de carregamento será sempre uma possibilidade útil para um veículo que, acreditamos, poderá fazer mudar o ambiente, mas também os hábitos de condução dos seus proprietários.
Para um melhor conhecimento destas novas propostas da Renault para o mercado automóvel no segmento dos veículos eléctricos, deixamos aqui uma galeria de imagens recolhidas durante a apresentação destes modelos em Portugal, isto depois do LusoMotores terá deixado para aqueles que nos acompanham nas Redes Sociais uma galeria de imegens em redor do novo Renault Fluente ZE, que pode ser encontrada na página oficial do LusoMotores no facebook.
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Sébastien Buemi não ganhou para susto quando, em plena travagem no final da recta da meta no circuito de Xangai, viu as duas roda da frente do seu Toro Rosso desprederem-se em simultâneo do seu monoluar e saltarem, deixando o bólide a escorregar na pista assente com o nariz no asfalto. O acidente, que marcou o dia de sexta-feira, aconteceu durante a primeira sessão de treinos para o Grande Prémio da China de Fórmula 1, tendo ficado a dever-se, ao que tudo indica, a um defeito de fabrico no braço da suspensão frontal do monolugar.
A Mercedes-Benz
revelou o seu novo furgão compacto citadino, denominado Citan, cuja estreia vai
ter lugar em Setembro no Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha.
O Citan apresenta traços do Renault Kangoo, modelo em que se baseou o seu
desenvolvimento, no âmbito de uma parceira entre a marca alemã e o construtor
francês. No entanto, a Mercedes refere que se trata de um modelo praticamente
novo, devido ao elevado número de modificações e adaptações por si introduzidas.
A Honda promoveu um passatempo em vários países do continente europeu para o lançamento
da nova Integra, tendo como prémio a oferta deste novo modelo. Rui Antunes, fã
incondicional da marca nipónica, que acompanha assiduamente as novidades e a
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com este novo modelo.
A Galp
Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma,
no offshore de Moçambique, anunciou uma nova descoberta de gás natural de
grande dimensão no prospecto Coral-1.
A Vodafone lançou recentemente o Vodafone Protect, um
serviço que ajuda a encontrar e bloquear o telemóvel, assim como a limpar
remotamente o conteúdo pessoal do mesmo, a partir de um computador.
Sorcery, um dos mais esperados jogos exclusivos PlayStation Move para a
PlayStation 3, está, a partir desta quarta-feira, à venda nas lojas
portuguesas, por 39,99 euros e totalmente em português.
A cidade de Lisboa
recebeu, na passada segunda-feira, a primeira visita do MSC Divina, o 12º navio
da frota da MSC Cruzeiros, que tem capacidade para transportar 4.345
passageiros.
A primeira
edição do Cascais Music Festival foi, esta quinta-feira, apresentada, pelo
promotor Álvaro Covões, e vai ter lugar entre os dias 16 a 29 de Julho no
Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.