As mais de 86 mil unidades vendidas em Portugal desde que o primeiro Civic foi lançado em 1972 aumentam as responsabilidades para o novo Honda Civic que irá chegar em Março ao mercado luso
04-Dez-2011
Se é verdade que
todas as marcas têm o seu “modelo chave” que determina rumos comerciais e
design do construtor, mas também sucesso ou infortúnio de acordo com a
aceitação que esses modelos merecem por parte do grande público, o Civic é, sem
qualquer dúvida, o “modelo chave” da Honda. Não admira por isso que o
construtor nipónico esteja a colocar uma enorme expectativa na renovação do
Honda Civic, um modelo lançado pela primeira vez no longínquo ano de 1972 e que
chega agora à sua nona geração, a qual o LusoMotores foi conhecer a Espanha,
mais propriamente na bonita região de Málaga, a convite da Honda Portugal. Ao
mercado irá chegar apenas em Março, transportando o desenvolvimento que os
responsáveis da Honda consideram ser resultado do salto não de uma mas de duas
gerações.
Se dúvidas existissem quanto à importância colocada pela Honda no lançamento deste novo Civic, o convite feito a mais de três dezenas de jornalistas de outros tantos meios de comunicação social portugueses para a apresentação internacional realizada em Málaga, no passado mês de Dezembro, começaria por deixar claro que se tratava de uma apresentação de um produto determinante para a marca. Depois, o ênfase colocado na respectiva apresentação do produto, e mais importante do que tudo isso, a qualidade perceptível no novo Honda Civic que pudemos conhecer nas diversas motorizações disponíveis, só vieram confirmar a circunstância de estarmos perante o modelo sobre o qual assentam as melhores esperanças de um construtor que lutou em 2011 contra as calamidades climatéricas no Japão, mas também contra a crise económica internacional que afectou de forma particular o sector automóvel, e que pretende conseguir em 2012 uma recuperação global nas suas vendas que seja indiscutível.
Para a concepção do novo Honda Civic, a equipa de desenvolvimento liderada pelo "Chefe de Projecto", Mitsuru Kariya, começou por procurar entender as necessidades e os desejos dos clientes europeus, claramente interessados em veículos capazes de baixos níveis de emissões, e dotados das mais recentes tecnologias. Avançou então a Honda para a criação de um Civic tecnologicamente avançado, dotado de uma relação custo-eficácia ainda melhor do que aquela que é actualmente apresentado pelo Honda Civic ainda no mercado, e que pudesse ser um veículo ainda mais amigo do ambiente. Aproveitando o que de melhor apresenta o actual Honda Civic, e procurando dar resposta às necessidades sentidas pelos muitos clientes que a Honda fez questão de consultar a propósito do que pretenderiam para um novo Civic, este modelo agora apresentado resultou num veículo moderno, melhorado nos aspectos aerodinâmicos, nos materiais interiores, nas tecnologias usadas, na eficácia dinâmica apurada face à geração anterior, e até nas motorizações, capazes de melhorar performances e reduzir emissões de CO2.
Conforto e qualidade
elevados ao expoente máximo
Com os seus componentes novos, na maioria dos casos, ou melhorados relativamente à geração anterior, o novo Honda Civic vai chegar ao mercado em 2012 com uma nova configuração da suspensão, visando melhorar a condução e a maneabilidade, ainda com maior qualidade nos materiais usados no habitáculo, um novo design num veículo agora ainda mais aerodinâmico, para uma imagem rejuvenescida e de maior eficácia. De uma forma resumida, pode-se dizer que o novo Civic manteve os pontos fortes da geração ainda no mercado, conseguindo melhorá-los elevando-os a um nível superior. Nas motorizações, foi feita uma aposta na obtenção de melhores performances e menores emissões de CO2, para um veículo que, na versão diesel produz apenas 110g/km para 150 CV de potência e 350 Nm de binário.
A primeira impressão deixada por este novo Honda Civic foi permitida no contacto visual, sendo-nos dado a observar um carro mais redondo do que o modelo da anterior geração, transmitindo maior dinamismo com as linhas agora adoptadas. Atrás, o aileron colocado sobre o óculo continua a ser algo incómodo para a visibilidade do condutor para a retaguarda, ainda que a Honda tenha colocado aquele componente aerodinâmico num nível mais baixo, permitindo desse modo maior visibilidade do que a permitida nos Civic actualmente no mercado. Ainda no habitáculo, a forma como surge definido o painel frontal, com duas zonas de informação para o condutor, obriga a alguma habituação, mas após algumas dezenas de quilómetros percorridos qualquer condutor consegue assimilar aquilo que lhe é transmitido.
O volante, particularmente agradável ao toque, com um novo design e um conjunto de comandos de utilização fácil, completa os detalhes que conquistam o condutor quando aos comando de um automóvel que oferece uma identidade visual claramente bem definida, frisando onde passa a circunstância de estarmos perante um Honda Civic, desta feita numa geração em que surge mais baixo e mais largo, com uma aparência elegante e ininterrupta que se revela capaz de unificar todas as superfícies, incluindo as cavas das rodas e a carroçaria. A secção dianteira surge igualmente mais baixa e mais larga, ao mesmo tempo que, atrás, os farolins surgem alargados, permitindo também aqui uma impressão clara de dinamismo.
Motor mais pequeno
revelou-se o mais… honesto!
A chegada ao mercado deverá acontecer em Março do próximo ano, e a Honda, apesar da já referida crise económica que tem afectado o mercado automóvel, nomeadamente em Portugal, acredita que poderá vender um milhar de unidades no primeiro ano de presença deste modelo no mercado, inicialmente disponível com motores que, curiosamente, poderão ser o principal obstáculo ao sucesso deste modelo, não tanto pela sua qualidade, pois não é por aí que se encontra qualquer “defeito”na estratégia da Honda, mas porque este novo Civic vai chegar ao mercado com dois motores a gasolina – 1.4 iVtec 100 CV e 1.8 iVtec 142 CV – e apenas uma motorização diesel de grandes dimensões – 2.2 iDtec.150 CV. Já confirmada, mas ainda sem data de chegada ao mercado, está a inclusão de uma segunda motorização diesel 1.6 iDtec, a qual poderá permitir finalmente para o novo Civic preços verdadeiramente competitivos para o segmento C, sem dúvida o mais importante no mercado automóvel europeu mas também aquele em que a concorrência é mais acesa devido ao elevado número de propostas dos diversos construtores automóveis.
Curiosamente, dos testes de estrada que tivemos oportunidade de realizar na região de Málaga, o motor que melhor impressão nos deixou foi o bloco 1.4 iVtec de 100 CV, talvez porque era aquele do qual menos esperávamos e foi o que mais surpreendeu, pela resposta generosa que deu sempre a todas as solicitações, revelando-se sempre suficientemente elástico e com uma capacidade de resposta linear e muito agradável. Já o motor 1.8 iVtec de 142 CV, com um binário de 174 Nm às 4300 rpm, pecou pontualmente pela lentidão na resposta evidenciada perante a necessidade de deixar para trás declives mais acentuados, ou quando solicitado a um ritmo elevado para uma ultrapassagem mais vigorosa. Agradável com o motor em funcionamento em altos regimes, não conseguiu esconder alguma lentidão na sua capacidade de reacção sempre que deixámos baixar o ponteiro do conta-rotações abaixo das 2500 rpm.
Em qualquer dos casos, independentemente do motor escolhido, o Honda Civic surgirá equipado com transmissões manuais de seis velocidades que, a julgar pelo que pudemos verificar, surgem particularmente agradáveis e precisas. Poderá optar por uma caixa automática convencional, mas apenas na versão 1.8 a gasolina.
Preços competitivos
à espera do quarto motor
Particularmente importante, e porventura agora ainda mais em tempos de crise económica, são os preços a praticar para mais este importante produto da Honda no mercado automóvel português. Assim, e apesar de não estarem ainda totalmente definidos, os responsáveis da Honda adiantaram desde já intervalos de valores para a versão Sport nas três diferentes motorizações já conhecidas. Assim, para o novo Honda Civic equipada com o motor 1.4 iVtec, este terá seu preço colocado entre os 21.500 e os 22.500 euros, subindo o preço para o intervalo entre os 25.000 e os 26.000 euros se falarmos do Civic 1.8 iVtec, estando ainda disponível a versão diesel 2.2 iDtec, com preços entre os 30.000 e 31.000 euros. Naturalmente que estes valores agora indicados como meros indicadores, serão acertados no momento em que o novo Honda Civic da nona geração chegar ao mercado português, no próximo mês de Março.
Com aqueles motores e aqueles preços, o principal adversário do Honda Civic no mercado português poderá acabar por ser o próprio mercado, por força da tendência que o cliente português, não só no segmento C mas também, apresenta para os blocos diesel de baixa cilindrada. Ainda assim, o sucesso do bloco 1.4 iVtec de 100 CV poderá ser determinante para que o construtor nipónico consiga, em Portugal, atingir o desejado milhar de unidades vendidas no primeiro ano de comercialização. Para mais tarde, porém, a promessa da chegada deste novo Honda Civic equipado com um quarto motor, um bloco diesel 1.6 iDtec, capaz de debitar uma potência perto dos 130 CV, poderá permitir a democratização de um modelo apesar de tudo ainda elitista dentro do segmento em que se insere. Assim o mercado o entenda dessa forma!
Imagine que lhe fazem uma proposta a três tempos, em que numa primeira reacção irá ficar pouco interessado, depois irá desconfiar perante alguns factores que poderão despertar-lhe a curiosidade, e num terceiro instante será ainda mais tentado, aqui por um argumento convincente: o preço! Ficarão as suas dúvidas ultrapassadas, ou assumirá o papel de S.Tomé e quererá ver para crer? Nós optámos por esse caminho na apresentação do Ford Focus 1.0 Ecoboost Edition, equipado com aquele que os responsáveis da marca apontam como “o motor Ford a gasolina mais eficiente de sempre”...
Sébastien Buemi não ganhou para susto quando, em plena travagem no final da recta da meta no circuito de Xangai, viu as duas roda da frente do seu Toro Rosso desprederem-se em simultâneo do seu monoluar e saltarem, deixando o bólide a escorregar na pista assente com o nariz no asfalto. O acidente, que marcou o dia de sexta-feira, aconteceu durante a primeira sessão de treinos para o Grande Prémio da China de Fórmula 1, tendo ficado a dever-se, ao que tudo indica, a um defeito de fabrico no braço da suspensão frontal do monolugar.
A Mercedes-Benz
revelou o seu novo furgão compacto citadino, denominado Citan, cuja estreia vai
ter lugar em Setembro no Salão de Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha.
O Citan apresenta traços do Renault Kangoo, modelo em que se baseou o seu
desenvolvimento, no âmbito de uma parceira entre a marca alemã e o construtor
francês. No entanto, a Mercedes refere que se trata de um modelo praticamente
novo, devido ao elevado número de modificações e adaptações por si introduzidas.
A Honda promoveu um passatempo em vários países do continente europeu para o lançamento
da nova Integra, tendo como prémio a oferta deste novo modelo. Rui Antunes, fã
incondicional da marca nipónica, que acompanha assiduamente as novidades e a
dinâmica da Honda, participou nesta iniciativa e tornou-se o feliz contemplado
com este novo modelo.
A Galp
Energia, parceira do consórcio para a exploração da Área 4 na bacia de Rovuma,
no offshore de Moçambique, anunciou uma nova descoberta de gás natural de
grande dimensão no prospecto Coral-1.
A Vodafone lançou recentemente o Vodafone Protect, um
serviço que ajuda a encontrar e bloquear o telemóvel, assim como a limpar
remotamente o conteúdo pessoal do mesmo, a partir de um computador.
Sorcery, um dos mais esperados jogos exclusivos PlayStation Move para a
PlayStation 3, está, a partir desta quarta-feira, à venda nas lojas
portuguesas, por 39,99 euros e totalmente em português.
A cidade de Lisboa
recebeu, na passada segunda-feira, a primeira visita do MSC Divina, o 12º navio
da frota da MSC Cruzeiros, que tem capacidade para transportar 4.345
passageiros.
A primeira
edição do Cascais Music Festival foi, esta quinta-feira, apresentada, pelo
promotor Álvaro Covões, e vai ter lugar entre os dias 16 a 29 de Julho no
Hipódromo Manuel Possolo, em Cascais.