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Na passagem de hoje pelo Quiosque falamos de opções pessoais, como a opção defumar, mas também a opção de poupar e como o fazer, ou a opção de ser ou não figura pública, e o que daí pode resultar em termos de vantagens ou inconvenientes. Pessoalmente, assumo que não fumo, embora já o tenha feito em quantidade considerável no passado, confesso que não percebo todas aquelas pessoas que gastam rios de dinheiro a procurarem deixar de fumar quando essa terá que ser uma opção pessoal, fruto da força de vontade individual, e não de uma obrigação imposta por este ou aquele medicamento, nem tão pouco por esta ou por aquela lei. Agora vem aí a proibição do tabaco nos mais variados espaços, nomeadamente nos centros comerciais, como nos conta o Diário de Notícias, o que me leva a crer que uma vez mais irão surgir pessoas a gastar rios de dinheiro para deixarem de fumar. Afinal, quem quiser deixar aquele vício que é o tabaco, poderão ir até ao "shopping" mais próximo e por lá passar o tempo, adoptando certamente um novo vício, desta feita o do consumo, relativamente ao qual é tanto ou mais perigoso para o orçamento individual do que era o vício do tabaco. Mas também a propósito dos vícios, avançar e dar o primeiro passo para este ou aquele vício começa por ser uma opção individual.
Ainda a propósito da edição de hoje do Diário de Notícias, nota para a fotografia que ocupa grande parte da primeira página, com Sócrates a receber Robert Mugabe, o presidente do Zimbabwe que teima em manter um regime em que se faz "tábua-rasa" dos direitos humanos. Ainda assim, o primeiro-ministro português não acusou qualquer constrangimento na recepção a Mugabe, mesmo sabendo que foi por este ter vindo até Lisboa que o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ficou no número 10 de Downing Street, em Londres.
E já que começámos esta passagem pelo Quiosque a falar de opções pessoais, optamos, também nós, pela passagem para a análise da primeira página do Correio da Manhã, onde se fala nas vantagens, ou nem por isso, das poupanças individuais que passam agora a poderem ser encaminhadas para Planos de Poupança e Reforma do próprio Estado, que segundo o CM poderão aumentar as reformas.O único problema é que poupar também já não é hoje uma opção pessoal, mas é antes, infelizmente, uma impossibilidade da maior parte dos portugueses. E eu que o diga...
Do Correio da Manhã, passamos de imediato para o Jornal de Notícias, onde a manchete é feita a propósito da forma como um "Segurança da noite" terá "fintado" a Justiça com uma ida à TVI. É claro que ninguém o obrigou a ir ao canal de televisão de Queluz de Baixo, e se foi até lá tê-lo-á feito por uma opção pessoal. Conta o JN que a partir do momento em que o indivíduo que está a ser investigado por homicídio declarou, perante as câmaras da TVI, que está disposto a colaborar com a PJ, deixa de poder ser detido isto porque a nova lei, ainda de acordo com o que refere o jornal, só admite detenções em caso do perigo de fuga. É claro que se o indivíduo em questão optou por "jogar" com a lei, as autoridades também podem optar por não irem em cantigas, mas isso só saberemos nas cenas dos próximos capítulos.
Ainda no Jornal de Notícias, este diário portuense propõe-se a ensinar os leitores a poupar para ter uma "reforma mais segura". Uma vez mais sinto que estou a falar da opção de cada um, e uma vez mais sinto igualmente que para a maioria dos portugueses o espaço para optarem é cada vez menor pois o que ganham não dá nem para o que gastam, quanto mais para o que querem poupar!
Passamos para outro jornal, e mudamos também para outro tema, embora encontremos de imediato na primeira página deste jornal, que na circunstância é o Público, uma primeira opção, desta feita tomada pelo Estado, que, diz o diário da Sonae, irá ceder a privados a propriedade de todas as barragens eléctricas. Ainda no Público encontramos a referência ao lançamento por parte do Governo de complementos de reforma, e voltamos a ver a fotografia em que José Sócrates recebe Robert Mugabe. Afinal, até José Sócrates tem direito a opções pessoais.
No 24Horas, a primeira página é mais forte, com alguém a apontar um dedo acusador ao alegado responsável pelas mortes no Porto. Quem acusa é o irmão de Ilídio Correia, empresário da noite do Porto assassinado há algumas semanas, que garante que o culpado é Bruno Pidá, o homem que garantiu à TVI que está inocente, e que continua a ser apontado como o principal responsável por aquela morte. Diz o irmão do empresário assassinado que "há cinco pessoas que o viram a matar" o seu irmão. Falta saber se essas cinco pessoas estão dispostas a testemunhar, ou se irão preferir não engrossar a lista de possíveis alvos a abater na noite do Porto.
Ainda no 24Horas, notas para o treinador José Mourinho, que segundo este jornal já admite ser seleccionador de Inglaterra, algo que sendo uma opção pessoal do "sepcial one", será, caso se concretize, uma posição estranha para quem ainda há pouco tempo dizia que não se imaginava seleccionador de nenhuma formação de país que não fosse Portugal. Resta saber se a opção, a partir de agora, será pela integridade da palavra dada, ou pelo peso das libras oferecidas pela federação inglesa (FA).
E porque hoje é sábado, não poderíamos deixar de olhar para a primeira página do Expresso, onde um um professor catedrático de Direito Administrativo garante que o empréstimo à Câmara Municipal de Lisboa é ilegal. A opção pelo empréstimo foi tomada pelo presidente da autarquia, António Costa, e os diversos vereadores puderam optar por permitir esse mesmo empréstimo. É claro que todos podem optar por protestar, mas porque será que apenas depois das coisas estarem feitas é que aparecem os "arautos da desgraça" a falar em ilegalidades. Porque não o fizeram antes contribuindo para que se impedissem a opções por práticas ilegais? Não era apenas uma questão de opção pessoal vir a público atempadamente dar conta do que seria legal ou ilegal fazer? Também você pode optar por responder... ou comentar. A opção é sua!
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