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Outrora desconhecida, a Hyundai é hoje uma marca perfeitamente implementada no mercado nacional, com modelos que merecem a aceitação generalizada por parte do grande público, o qual reconhece na gama oferecida pelo construtor uma boa capacidade de resposta em vários segmentos. Também muito por força de uma estratégia de comunicação e promoção da sua imagem em cima de alguns eventos de clara visibilidade, como foi disso exemplo máximo o Euro'2004, a Hyundai construiu uma imagem de plena visibilidade, sendo hoje uma marca inegavelmente conhecida. Por tudo isto, assumir o lugar de rosto desta marca, que é, afinal, a missão do responsável pela área de Relações Públicas, na Hyundai ou em qualquer outro construtor, não é uma tarefa fácil, mas Solange Gregório, responsável por aquela área desde o último trimestre de 2007, aceitou o desafio com a vontade de quem acredita na marca, mas também de quem, estando desde há algum tempo ligada ao sector automóvel, procurava novos desafios agora proporcionados por esta marca coreana.
Proveniente da Renault, onde entrou com 23 anos, e ali se encontrava antes de chegar à Hyundai, Solange Gregório entrou na estrutura do construtor coreano com a responsabilidade de dar continuidade a um trabalho que, num passado não muito distante, foi desempenhado por Pedro Castelo, um nome incontornável no que ao automóvel diz respeito em Portugal. Todavia, ter que ocupar um lugar que no passado pertenceu a alguém que ficará como uma referência no sector, não assustou a Directora de Relações Públicas da Hyundai, que garante acreditar na marca e nos seus produtos, os quais tem vindo agora a conhecer.
O LusoMotores foi assim falar com Solange Gregório, um novo nome do mundo automóvel, que nos deu conta das suas expectativas e das ideias que possui sobre o sector. Formada na área de marketing pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), chegou a dar formação nessa área, numa altura em que acompanhou um projecto de certificação, algo que lhe deu conhecimentos em redor do negócio automóvel, como nos disse, "desde o A ao Z". Agora, recorda a sua passagem pela Renault com alguma nostalgia, que explica por todos os conhecimentos que ali adquiriu e pelos onze anos que passou no construtor francês, mas não hesita em afirmar a determinação de olhar para o futuro que, acredita, nos próximos anos será feita com a Hyundai.
Ao fim de onze anos procurou novos desafios, novas oportunidades, e entendeu que podia aplicar o seu "know how" numa nova marca em que ainda há muito a fazer como é a Hyundai. Aceita a ideia de que a mudança de uma marca líder de mercado, como a Renault, para uma marca ainda com muito caminho a desbravar, como a Hyundai, pode ser qualificada como "um risco", mas diz que "a vida é feita de riscos, e permanecer na Renault também poderia ser um risco".
"O mercado vai dar uma grande volta, em todas as marcas está a haver uma mudança muito grande, e essa mudança será interpretada por cada mercado à sua maneira. Ainda assim, acredito que os mais fortes, nessas grandes mudanças, são os que têm mais a perder, pelo que permanecer na Renault poderia vir a revelar-se um risco", explicou.
Ao chegar à Hyundai, encontrou aquilo que definiu já não como uma semente mas como "uma flor a crescer". "É uma flor que já abriu, mas tem ainda muito mais para mostrar. Veja-se o caso do Santa Fé, que quebrou com as convenções de pertencer a uma marca de carros baratos. E a verdade é que as convenções estão a ser ultrapassadas", garantiu.
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Separar a opinião
da informação...
Uma das questões colocadas a Solange Gregório ao
longo do diálogo com o LusoMotores teve a haver
com aquilo que a Directora de Relações Públicas da
Hyundai gostaria de ver mudar no jornalismo que
trabalha o sector automóvel. A nossa interlocutora
não fugiu à questão, destacando de imediato a
necessidade para os jornalistas destes conseguirem
separar claramente a objectividade da informação
da subjectividade da opinião. Curiosamente,
Solange Gregório afirma perceber que é difícil por
vezes separar as águas, mas entende que os
jornalistas que trabalham no sector deveriam olhar
para os automóveis de uma forma "mais fria e
objectiva", o que, segundo afirma, nem sempre
acontece!
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"A título de exemplo, hoje somos um país de carros cinzentos, mas a verdade é que nada está fechado no mercado e porque não haver uma marca que possa propor outras cores?"
E se o Santa Fé é, apesar de tudo, destinado a um segmento (SUV) que é ainda um nicho de mercado, o mais recente Hyundai i30 vem para construir volume no mercado, como Solange Gregório confirma: "Estamos com um carro que propõe uma nova nomenclatura, uma nova era, e que todos esperamos que permita um caminho diferente, que possa quebrar com as convenções".
"Não somos uma marca de descontos, somos antes uma marca de qualidade, com um bom nível de satisfação dos clientes, e os novos produtos, como o i30, mas também o i10 e mais tarde o i20, irão certamente permitir um bom futuro para a marca", disse.
O Hyundai i10, a lançar na Primavera de 2008, e o i20, a lançar no final do ano, irão permitir à Hyundai, de acordo com esta responsável, preencher as necessidades do mercado, criando a "era do i".
Depois, falando de estratégias, deixou claro que o caminho da Hyundai não passa pelo alargamento do período de garantia dos seus produtos, a exemplo que tem vindo a fazer, por exemplo a Kia, afirmando que "a Hyundai sente-se segura com os três anos de garantia dados aos seus veículos".
O futuro imediato de Solange Gregório passa pela Hyundai, mas recorda que, se no passado esteve 11 anos na Renault, o mercado evoluiu e a realidade hoje é outra, pelo que "falar do futuro com um prazo de 10 anos, em termos pessoais, é muito tempo". Ainda assim, garante que tem a ambição de fazer parte da construção da nova Hyundai.
No final do diálogo com o LusoMotores, e olhando para a gama da marca coreana, nomeadamente para os modelos mais recentes, não hesita em afirmar: "A geração i está mesmo a chegar".
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