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Enquanto o mercado de vendas de automóveis novos surge praticamente estagnado, o sector de revenda, ou venda de veículos usados, consegue competir com os demais agentes desde que a oferta seja feita à base de veículos de qualidade e que, apesar de usados, sejam comercializados por operadores com créditos firmados no mercados no que diz respeito à qualidade dos automóveis que revendem. Entre estes encontramos, sem dúvida, a Consilcar, empresa desde há muito a funcionar na zona de Massamá-Norte, e que inaugurou na passada semana um novo espaço comercial, desta feita em Odivelas, na Loja A do número 14 da rua Antero de Quental, uma zona claramente em expansão e que foi vista pelos responsáveis da empresa como um bom local para fazer crescer o seu negócio de venda de usados.
Na cerimónia de inauguração, Nuno Silva e Edgar Condeço, os responsáveis máximos pela Consilcar, receberam diversos amigos que fizeram questão de lhes deixar os votos de maiores felicidades para este novo espaço, que assim puderam conhecer de uma forma mais pormenorizada, e antes mesmo de estar devidamente preenchido com todos os veículos automóveis que ali podem agora ser encontrados. O LusoMotores também teve oportunidade de visitar este espaço, amplo e decorado com bom gosto, onde algumas fotografias ocupam as paredes laterais com imagens a preto e branco, apresnetando assim uma imagem suave mas claramente conotada com o ambiente automóvel, que nos deixou bem impressionados e que será um excelente primeiro cartão de visita para quem entretanto já ali entrou, ou poderá entrar a partir de agora.
Em diálogo com Nuno Silva ficámos a saber as impressões deste responsável da Consilcar relativamente ao mercado automóvel em geral, e em particular ao sector da venda de usados, no qual alguns problemas têm justificados notícias na Comunicação Social, nomeadamente em redor da questão do registo de propriedade automóvel e do pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC) que tanta polémica tem provocado. Aliás, a este propósito, Nuno Silva afinou pelo mesmo diapasão daqueles que se têm mostrado apreensivos devido à forma como a legislação entrou em vigor, isto porque também a Consilcar procurou responder às exigências legais mas aguarda agora que as entidades oficiais permitam o cumprimento da lei da melhor forma.
Justificando a necessidade da abertura deste espaço pelo crescimento que tem vindo a ser conseguido pela Consilcar,
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Acompanhe aqui o diálogo mantido pelo
LusoMotores junto de Nuno Silva (à direita) |
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Nuno Silva lembrou que nos dois espaços comerciais da empresa, em Massamá e agora também em Odivelas, os seus potenciais clientes poderão encontrar "qualquer tipo de carro". Depois, e a propósito da realidade que atravessa o mercado de automóveis usados, o nosso interlocutor acrescentou: "O mercado está em crise e é claro que nós não fugimos a essa realidade. O mercado está efectivamente em crise, muito por culpa da área financeira, na qual as taxas de juro em crescendo têm complicado qualquer actividade comercial. Ainda assim, o automóvel usado será sempre a melhor opção, até devido ao preço dos carros novos e à sua constante desvalorização. Assim, a compra de usado permite numa relação preço/qualidade a posse de um bom carro, e com uma melhor qualidade daquele que compraria novo pelo mesmo valor".
Relativamente à questão do IUC, Nuno Silva procurou deixar a sua própria explicação para algo que, como frisou, o próprio Governo ainda não soube explicar como irá funcionar: "Este é um assunto cuja commpreensão ainda está difícil porque o próprio Governo não acautelou certas coisas. Foi publicada uma lei há cerca de três meses que permite que nós e os demais operadores possamos ter um bilhete de identidade digital, e desse modo termos os carros provisoriamente averbados, e seja imputada aos operadores a reponsabilidade sobre o IUC. O problema é que esta lei devia ter sido aprovada em Outubro para que a partir de 1 de Janeiro estivesse tudo pronto, mas a verdade é que, apesar de termos dado entrada com toda a documentação, não temos ainda o referido cartão nem sabemos quando é que o iremos ter. Por isso, relativamente ao IUC, ou paga o antigo dono e nós devolvemos o dinheiro vindo a ser pago pelo novo dono, ou o carro é vendido entretanto e passa a responsabilidade do pagamento do IUC para quem o comprar".
Esta situação é tanto mais complicada quando "quase todos os veículos que estão à venda na Consilcar, como nos demais operadores que comercializam com viaturas usadas, esses carros estão em nome dos antigos donos". "Nós já tratámos de toda a burocracia para a solicitação do necessário cartão de identidade digital da empresa, enviámos um cheque com a importância que nos foi pedida, mas não sabemos quando irá chegar esse mesmo cartão, nem tão pouco se irá realmente chegar!"
À margem desta questão, que afinal afecta todo o sector da venda de usados, Nuno Silva deixou-nos as suas estimativas relativamente ao volume de vendas de um espaço que poderá receber cerca de 24 carros em presença constante: "Neste espaço, tal como, aliás, no espaço de Massamá, acreditamos que podemos comercializar cerca de vinte e poucos carros por mês. Aliás, nos primeiros tempos não acredito que assim seja, mas com o decorrer do tempo acredito que poderemos vender mais unidades aqui do que em Massamá".
E em jeito de conclusão, até olhando a realidade do mercado, lançámos uma última questão a Nuno Silva sobre a expansão da Consilcar poder ser vista como "um risco", algo que o nosso interlocutor recusou de forma determinada: "Se entendêssemos este nosso passo como um risco não investíamos. Sabemos com aquilo que contamos, sabemos como trabalhamos, e só temos que chamar até nós os nossos clientes!"
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