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Em termos de indústria automóvel, a liderança do mercado globalizado, pode-se considerar como tripartida! Os americanos continuam a liderar nos volumes de vendas e com o dinheiro mais barato do mercado; os europeus persistem em liderar nas exigências no tocante às emissões poluentes… e com os mais caros combustíveis; os japoneses lideram nas tecnologias e com as inovadoras soluções híbridas. Num futuro próximo, e sempre a pensar num mercado global, o mundo pode duplicar já na próxima década! Para que isso aconteça, é suficiente que entrem dois países: a China e a India, sendo que este último, até onde viajou o LusoMotores, é já hoje o segundo maior mercado mundial, no que diz respeito a parque circulante.
É verdade que o referido parque no mercado indiano, é essencialmente composto por veículos de duas e três rodas, e que actualmente a capacidade instalada para produzir estes veículos, é cinco vezes superior à registada para produzir ou montar veículos automóveis.
No entanto, os governantes indianos querem inverter a situação, e colocar a India no mapa mundial como um dos mais importantes pólos da indústria automóvel. E para que isso aconteça, iniciaram um plano a 10 anos, que em 2016 deverá representar 10% do PIB, conceder emprego a 25 milhões de pessoas, e facturar 130 biliões de euros. A título comparativo, as vendas do Grupo MAN ascenderam a 15,5 biliões em 2007, tendo sido 67% deste valor conquistado com a venda de veículos MAN.
Uma breve passagem por Bombaim, deixou-nos a ideia de um país em mudança. Aliás, falamos de uma cidade portuária com 12 milhões de habitantes, onde um trajecto de 20 km em direcção ao centro, pode demorar uma hora e um quarto… ou duas horas e meia, consoante a hora e o sentido de circulação. É evidente que ainda há muito por fazer. Basta comparar a forma como se processa o transporte aéreo, entre os voos internacionais e os nacionais, sendo estes últimos uma amostra do que ainda está por fazer. No entanto, na deslocação a Indore, também ficámos com a imagem do que duas transportadoras aéreas podem fazer, neste país que ainda funciona a duas velocidades. Uma de acordo com os padrões nacionais, e outra que acompanha as tendências internacionais.
A tecnologia alemã
Para a maior parte dos gestores indianos, a tecnologia e a qualidade de construção alemãs são uma referência mundial, daí que os fundadores da Force, tenham logo de início apontado para parcerias com as Bosch, ZF, Vidal & Sohn, Daimler-Benz e mais recente com a MAN.
Num país em que as restrições aos pesos a transportar e às emissões poluentes dos gases de escape, estão cada vez mais na ordem do dia, os indianos da Force Motors, levam muito a sério a evolução das soluções e a actualização dos produtos, e encaram a parceria com a MAN como uma mais valia ambiental, e um importante passo para melhorar a segurança rodoviária, que na India assume uma trágica dimensão.
Com os Euro 2 ou Euro 3 nos motores, os camiões MAN montados em Indore-India têm destinos distintos, sendo a maior parte da produção de 24.000 unidades por ano, destinada à exportação. A África do Sul é um dos principais destinos entre outros países africanos, mas a Indonésia e Marrocos também figuram na lista de destinos destes camiões configurados como rígidos ou tractores, e com pesos brutos entre as 16 e 49 toneladas.
Esta configuração de negócio, permite à administração da MAN Force Trucks encarar o futuro com algum optimismo, e de acordo com o filho do fundador, a previsão aponta na evolução de 22 milhões facturados o ano transacto, para 191 milhões no ano fiscal de 2008-2009.
De acordo com o actual presidente da MAN Force Trucks: temos agora a possibilidade de juntar dois parceiros fortes com uma visão comum. A de que é possível – depois de ter ultrapassados os desafios iniciais – construir camiões com qualidade europeia a preços indianos, sublinhou Abhay Firodia.
Texto: Fausto Monteiro Grilo
Fotos: FMG/MAN Force Trucks
(... em Bombaim - Índia)
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