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Com a realização da Baja de Beja – Montes Alentejanos à porta, já nos próximos dias 6, 7 e 8 de Setembro, sexta prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, o Team Consilcar está a postos para regressar à competição para lutar pela conquista do título nacional na categoria T2, na qual segue na segunda posição, embora numa posição de vantagem relativamente ao primeiro classificado que terá que eliminar a sua pior pontuação conseguida até aqui, o que coloca virtualmente o Team Consilcar à frente do campeonato.
Depois da vitória no Transibérico, e do excelente segundo lugar em Monchique, onde apenas foram suplantados pela Isuzu D-Max oficial de Rui Sousa e Carlos Silva, o objectivo agora para o Team Consilcar em Beja será chegar ao final e conseguir a melhor classificação possível, por forma a manter-se na luta directa pelo título final.
Nuno Silva, o co-piloto do Team Consilcar e líder da classificação de segundos-pilotos no Nacional de TT para a categoria T2, fez-nos o resumo das ambições da equipa para esta prova: “Avançamos para Beja com a ambição de lutarmos pelo campeonato. A nossa preparação poderá não ser a melhor em termos físicos, até porque acabámos de chegar de um período de férias, a última vez que tivemos contacto com o carro foi em Monchique, o que me leva a crer que estará bom com certeza, e vamos para Beja com o objectivo de lutar pela conquista do Campeonato Nacional”.
“Se a competição terminasse neste momento éramos campeões, com três pontos de vantagem sobre o Nélson Clemente, já que este terá que eliminar uma classificação. Assim, porque a prova prossegue, o objectivo é acumular pontos até ao final para não termos nenhum imprevisto, até porque no Todo-o-Terreno pode-se ganhar uma corrida ou perder essa mesma corrida a 200 metros da linha de meta. Assim, vamos a Beja, preparados para uma prova que normalmente apresenta algumas armadilhas, até porque, pelo facto de ser muito rápida, é muito fácil os pilotos perderem-se no grande número de trilhos feitos anteriormente, o que requer muita atenção.”
“Vamos tentar conseguir uma coisa em Beja que não conseguimos em Monchique onde, apesar da prova nos ter corrido bem, não se pode dizer que tenha sido uma prova que tenhamos feito com satisfação. A nível da inscrição fomos muito mal tratados pela organização, depois o prólogo não nos correu bem, e ainda tivemos, nós e todos os demais concorrentes, que andar num infindável comboio de pó, e constantemente a levar porrada. Aliás, acho mesmo que nunca levei tanta porrada numa prova como em Monchique, e espero que em Beja não se repitam nenhum destes pontos.”
“Além da organização estar a cargo da mesma entidade, espero que seja possível ir até lá, conseguirmos diversão em prova, e no final, ficando À frente do Nelson ou atrás, seja possível dizer que este ou aquele piloto foi melhor ou que nós fomos melhores que os demais, mas que tudo correu bem”, acrescentou.
Apontando o piloto Nélson Clemente como o “adversário directo”, Nuno Silva não deixou de referir que “estarão em prova outros pilotos de enorme qualidade”, assumindo que será pretensão da equipa “ir a Beja para uma prova em que seja possível diversão, e na qual tudo corra bem com a melhor classificação”. “No Transibérico, por exemplo, foi uma prova que nos correu muito bem mas em que tivemos que nos poupar no último dia para que não surgisse nenhum imprevisto, e confesso que esse dia foi particularmente difícil pois tivemos que usar um “chip” mental para andarmos devagar – nunca me lembro de ter andado tão devagar em prova. Desta vez isso não vai ser necessário, vamos a Beja dar o nosso melhor, andar aquilo que sabemos, e só esperamos que seja possível divertirmo-nos e fazer a nossa corrida. É claro que vamos ter em atenção os tempos nossos e os dos outros, mas vamos andar aquilo que pudermos andar sem quaisquer limitações”, explicou.
Sobre a realidade da Isuzu D-Max que uma vez mais esta equipa irá ter ao seu dispor na Baja de Beja – Montes Alentejanos, Nuno Silva não lhe poupou elogios: “O carro alinhou em Monchique depois do Transibérico apenas com uma revisão mínima. Por isso, se a Isuzu D-Max aguentou duas provas com aquela dureza e não acusou nenhum problema, podemos dizer que estamos perante um excelente carro. Se aguentou o Transibérico como aguentou, e se foi para Monchique quase saído do Transibérico, é porque o carro é mesmo indestrutível, o que nos dá enorme confiança também a esse nível. A Isuzu tem ali um argumento fantástico e deve continuar a apostar nele porque é realmente magnífico.”
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