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Os números falam por si… e pela Red Bull Air Race, que este fim-de-semana bateu dois recordes ao reunir um milhão de pessoas nas margens do rio Douro. A popularidade deste campeonato é cada vez maior dada a espectacularidade de pilotos e manobras aéreas, tendo o público tido a oportunidade de assistir a verdadeiros duelos contra o tempo.
Embora o americano Kirby Chambliss tenha sido o
mais rápido nas qualificações, com 1m07,34s, a prova seria ganha pelo
piloto revelação da temporada: o austríaco Hannes Arch, que fez as
evoluções exigidas em 1m07s. O aviador austríaco de 40 anos, e que participa
neste campeonato há somente dois anos, ficou assim a um ponto de se
sagrar campeão, numa altura em quer falta cumprir apenas uma etapa.
“Fiquei tão feliz quando vi que tinha feito o tempo de 1m07s! Percebi
que tinha batido o Kirby e que tinha conquistado a minha 2ª vitória
consecutiva”, comentou o segundo mais novo dos 12 pilotos que correm o
Mundial. Refira-se ainda que Paul Bonhomme — líder do
campeonato até à etapa portuguesa —, acabaria por ser desclassificado
dado ter excedido o limite máximo de forças G (12) permitidas pelo
regulamento.
Apesar de motivado pela vitória em Budapeste e de
enfrentar a última prova do campeonato que decorrerá em Perth
(Austrália), como líder, Arch adianta que o título ainda não está
garantido.
“Em Perth espero estar tão tranquilo como estive aqui e
tentarei manter-me concentrado para evitar cometer os erros que alguns
dos meus colegas cometeram. Estou na frente mas ainda nada está
decidido.” Não escondendo o quanto gosta da etapa lusa, frisa: “Aqui
podemos sentir o apoio das pessoas, é um sítio fantástico e uma corrida
incrível!”
E se Hannes Arch está somente a um ponto para
levar o troféu para casa, já Paul Bonhomme, agora com um atraso de nove
pontos, tem a obrigatoriedade de vencer em Perth. Além disso, terá de
ter muita sorte para que Arch não fala melhor do que o 11º lugar.
Esta opinião é partilhada pelos outros dois
pilotos que preencheram o pódio Kirby Chambliss e Mike Mangold. “As
pessoas são fantásticas e o local também”, refere Chambliss, que só
lamenta a 2ª posição.
Por seu turno, Mangold salienta: “em Portugal
sentimo-nos como se fossemos gladiadores numa arena. É uma corrida
muito rápida e entusiasmante.”
Acerca de um fim-de-semana pleno de competição e
público, André Carvalho, da Red Bull Portugal, conclui: “Não há nada a
assinalar. Foi um evento tranquilo, que correu super bem, onde se notou
uma melhoria em determinados aspectos, como por exemplo, no caso do
trânsito, onde este ano não se registaram os engarrafamentos de 2007.”
Relativamente à segurança o balanço também é
positivo, já que não existiram situações graves. “Sábado tivemos 138
casos, com 10 evacuações, sendo que o mais grave foi uma suspeita de
enfarte. Hoje ficámos nos 33 casos, com seis evacuações, sendo a
situação mais grave uma fractura exposta.”
Recorde-se que a etapa portuguesa contou com os
patrocínios da Seat (um dois principais), e de marcas como a TMN, a
própria Red Bull ou a Breitling, as quais deram um colorido especial
aos aviões que voaram sobre as agues dourienses.
Posto isto, falta agora esperar dois meses para,
após a etapa de Perth que acontecerá a 1 e 2 Novembro, se conhecer qual
será o piloto que chamará a si o título de campeão.
Túlio Gonçalves
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