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A tripla de franceses Padovani, Leichleiter e Pardigon acabou por sair vitoriosa após as oito etapas da prova, na qual a dupla Elisabete Jacinto/Álvaro Velhinho venceu três tiradas. No final, os portugueses do MAN gastaram mais 52m55s que os vencedores. Em motos e carros, confirmaram-se as vitórias esperadas, com o espanhol Marc Coma e o francês Jean Louis Schlesser a não darem quaisquer hipóteses à concorrência. Ainda entre os portugueses, e depois das desistências de Pedro Grancha, o campeão nacional de TT, e da dupla luso-brasileira formada por Paulo Nobre e Filipe Palmeiro, hoje foi a vez de Francisco Inocêncio abandonar a prova, não tendo sequer partido para a última etapa deste Rali da Tunísia.
Nas duas rodas, Marc Coma, em KTM, fez o terceiro melhor tempo na última etapa, este domingo, entre Matmata e Tozeur, com uma especial de 276 quilómetros, mas acabou por vencer o Rali da Tunísia, primeira prova a contar para o Mundial de Todo-o-terreno da FIA, com 22m40s de vantagem sobre o francês David Casteau.
Já nos automóveis, imperial foi a prestação de Jean Louis Schlesser, que venceu todas as seis etapas disputadas em solo tunisino. Venceu o Rali com uma vantagem de 49m29s sobre o seu compatriota Christian Lavieille.
De regresso à análise da prestação dos portugueses, nota então para o novo triunfo em exibição notável de Elisabete Jacinto, a quem apenas o furo sofrido no seu MAN ao longo da sexta etapa terá impedido de alcançar a vitória absoluta. Hoje, porém, na derradeira etapa do Rali da Tunísia, uma das mais importantes competições mundiais de todo-o-terreno, a piloto lusa esteve uma vez mais em evidência ao alcançar uma nova vitória em etapas, levando o MAN M2000 a gastar menos 15m15s que o líder da prova nos 276 quilómetros da especial que levou a caravana até Tozeur.
“É um excelente prémio ter alcançado três vitórias absolutas em etapas e creio que provámos que poderíamos ter vencido a corrida. É certo que furar faz parte da competição mas ficou claro, nestas últimas etapas, que éramos os mais rápidos. Hoje rolei muito depressa e o resultado está mais uma vez à vista. O que me dá mais alegria é saber que, não só consolidei o andamento evidenciado no Dakar, em especial nas pistas mais técnicas e rápidas, como o meu entrosamento com o Álvaro evoluiu de uma forma notável, ao longo desta semana. Só tenho pena que a prova não continue por mais outra semana. Seria excelente, tal a motivação que existe, o que é um bom prenúncio para o futuro. A nossa máquina já está muito próxima da afinação que consideramos ideal e foi óptimo ter tido um adversário deste gabarito, para poder fazer comparações”, explicou no final Elisabete Jacinto.
Depois desta excelente participação no Rallye da Tunísia, o regresso às competições de Elisabete Jacinto e da equipa Trifene 200/MAN Portugal está previsto para Setembro, no Rallye de Marrocos, a quarta etapa da Taça do Mundo de Todo o Terreno.
Azar para os pilotos portugueses
À margem do bom resultado conseguido por Elisabete Jacinto, pode-se dizer que esta prova foi madrasta para as cores lusas, isto porque mais nenhum pilloto português conseguiu terminar a prova. Depois de Pedro Grancha, o campeão nacional de todo-o-terreno, ter abandonado na sexa-feira, quando nem sequer chegou a partir, e do abandono da dupla luso-brasileira formada por Paulo Nobre e Filipe Palmeiro, também na sexta-feira, quando não conseguiu retomar a marcha com o seu BMW depois de um acidente o ter deixado apenas em três rodas, foi hoje a vez do Mitsubishi Pajero de Francisco Inocêncio ficar pelo caminho, não tendo mesmo partido para a derradeira etapa.
Recorde-se que ontem, sábado, Francisco Inocêncio viveu algumas dificuldades quando o seu Mitsubishi só muito a custo chegou ao final da etapa, com problemas na caixa de velocidades a exigir a sua substituição. Durante a noite era necessário proceder-se à troca da caixa, mas outro problema afectou a prestação do Red Line Off Road Team, com um acidente que afectou o camião de assistência onde seguiam exactamente as peças que teriam que ser montadas no carro de Francisco Inocêncio.
Para já ainda sem informações oficiais, sabe-se apenas que o piloto de Loures não chegou a partir para a derradeira etapa, podendo-se especular sobre a circunstância de ter sido impossível para o piloto português proceder à troca da caixa de velocidades do seu automóvel. Deste modo, e depois de ter andado entre os homens da frente, tendo mesmo ocupado o segundo lugar atrás de Jean Louis Schlesser, Francisco Inocêncio acabou por provar o amargo sabor do abandono neste Rali da Tunísia, porventura a prova mais importante de todo-o-terreno no continente africano logo depois do mítico Dakar.
Fique agora com as classificações nesta oitava e última etapa do Rali da Tunísia hoje concluído...
Camiões - 8ª etapa:
1 - Elisabete Jacinto/ Álvaro Velhinho (MAN), em 3h42m48s
2 - J. Padovani/ J. Leichleiter/ C. Pardigon (GINAF), a 15m15s
3 - M. Salvatore/ R. Louin (Mercedes), a 19m09s
Camiões - Classificação Final:
1 - J. Padovani/ J. Leichleiter/ C. Pardigon (GINAF), em 31h45m07s
2 - Elisabete Jacinto/ Álvaro Velhinho (MAN), a 52m55s
3 - M. Salvatore/ R. Louin (Mercedes), a 5h20m35s
Automóveis - Classificação Final:
1 - JL Schlesser / A. Debron (Schlesser), em 20h08m17
2 - C. Lavieille / F. Borsotto (Nissan), a 49m29
3 - P. Thomasse / P. Larroque (Nissan), a 2h04m44
Motos - Classificação Final:
1 - M. Coma (KTM), em 21h25m08
2 - D. Casteau (KTM), a 22m40
3 - M. Marchini (Yamaha), a 1h32m11
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