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Normalmente a oficina de pintura de Claus Wohlleben em Hof (Alemanha) pinta sobretudo automóveis e peças industriais. Agora teve de enfrentar um desafio literalmente enorme e duro como aço. Wohlleben que aposta nas tintas e vernizes da Glasurit, revestiu uma obra de arte da autoria do Professor Heinz Mack, artista com fama mundial. Esta peça com o título “Grande ritmo vertical“ pesa umas impressionantes 12,5 toneladas, é feita de aço, e tem 16,5 metros de altura. ”Este projecto foi realmente um desafio muito especial, sobretudo no que toca à logística. A superfície desta obra de arte sempre é vinte vezes maior que a de um automóvel ligeiro de passageiros“, diz Claus Wohlleben.
Entretanto a escultura encontrou o seu lugar numa praça no centro de Langenfeld, uma cidade situada junto do o rio Reno, entre Düsseldorf e Colónia. Com a ajuda de dois camiões-guindastes o pilar, encimado por um paralelípepedo de vidro que reflecte a luz do dia como um prisma, foi montado no centro da cidade e colocado na posição correcta. A obra brilha em luzente ouro metalizado. “A cor contrasta claramente com o cinzento geral do ambiente. O aço, muitas vezes, é percepcionado como sendo frio. Graças à pintura parece bronze“, explica Heinz Mack.
No entanto, o caminho percorrido até se chegar à sua inauguração solene foi longo. Quatro colaboradores da oficina Wohlleben investiram mais de 400 horas de trabalho no exigente projecto. Antes de se iniciar a aplicação do revestimento removeu‑se com jacto a escama de laminação e a crosta de óxido de ferro da superfície da construção de aço. “Estas impurezas surgem na produção do aço“, diz Wohlleben. Depois, os peritos em pintura iniciaram o programa completo da Glasurit para uma pintura resistente e à prova das intempéries. Em primeiro lugar aplicaram na escultura um primário epoxi para a proteger da corrosão.
Em seguida, os pintores revestiram-na com betume sólido. Um betume líquido serviu para tornar a superfície perfeitamente lisa. Por fim um mestre e três aprendizes trabalharam a escultura com grandes blocos de lixar. “Depois da aplicação com pistola de um guia de lixagem procedeu-se à mesma e aplicação do aparelho.“, explica o chefe da empresa Depois passou-se a uma nova lixagem do pilar.
Tons de ouro são
particularmente difíceis
Finalmente, os especialistas puderam iniciar a pintura propriamente dita – primeiro com branco. “Esta cor serve como base limpa e controlo“, explica Wohlleben. Aplicaram-se, enfim, duas demãos da Série 55 em ouro, a verdadeira cor desta obra de arte. “Uma pintura em tons de ouro é particularmente difícil. Esta cor tem uma tendência muito acentuada para formar núvens“, refere Claus Wohlleben. Mesmo assim, graças aos conhecimentos dos colaboradores e devido à qualidade da tinta, não houve problemas.
Cinco demãos de verniz (Série 45) e mais uma lixagem intermédia contribuiram para a perfeição do resultado final. “Deste modo, realça-se melhor o efeito de profundidade da tinta dourada.“, explica Claus Wohlleben que está muito contente com o resultado. “O artista apresentou-nos pessoalmente os seus agradecimentos “, diz o chefe desta empresa com tradição.
A tinta é para ele não só um meio de trabalho, mas também uma paixão. “Surgem constantemente novos desafios. É do que gosto nesta profissão.“ Wohlleben ficará feliz se puder acolher mais obras de arte na sua oficina no futuro. Em qualquer caso, agora está bem preparado.
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