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Confrontado pelo LusoMotores com a ideia da sua carreira poder passar na próxima temporada pela nova liga automóvel em fase de criação, que porá em competição monolugares representando grandes clubes mundiais de futebol, Tiago Monteiro confirmou ter já havido “um primeiro contacto muito geral”, estando prevista uma “nova reunião nos próximos tempos”. O piloto assume mesmo estar “curioso”, dado tratar-se “de um campeonato que eu desconheço, que já foi tentado há uns anos, mas não funcionou”. Quanto às cores do clube que o gostaria de recrutar – apesar de “não ser um portista ferrenho e de não seguir o futebol” - reconhece que “seria uma honra”.
“Pedirem-me para representar as cores do FC Porto seria um bom desafio, mas vai depender da minha carreira”, esclarece o piloto portuense de 30 anos, que se encontrou com a imprensa na apresentação, em Lisboa, como elemento da equipa Seat Sport do WTCC.
Esta temporada, será o campeonato de Super-Turismo – onde se estreia dia 6 de Maio, na Holanda – que lhe está a proporcionar novas experiências e o vai levar pela primeira vez a correr na sua cidade natal.
“Será a primeira vez que corro no Porto. Não sou muito de bairrismos, porque acima de tudo sou piloto português, mas vou estar em casa, com a família e os amigos. Irei dormir à noite em casa e isso será o mais estranho, o facto de não voltar para o hotel”.
Depois de dois anos na Fórmula 1, Tiago Monteiro tem já definidas as suas metas para a presente temporada no WTCC, após a “proposta irrecusável de uma equipa de fábrica”. Pela Seat Sport, quer “ganhar corridas este ano, porque falar em vencer o campeonato é muito difícil”.
A realidade, segundo Tiago Monteiro, é que o WTCC “é feito para que ninguém lidere. Quando se ganha tem-se pesos de penalização, que vão sendo retirados conforme os piores resultados. Por isso, quem ganha a primeira corrida raramente volta a liderar, o que leva a haver sempre uma grande competitividade”.
O WTCC surge assim como a aposta assumida de um piloto que pretende, contudo, regressar à Fórmula 1. “Em dois anos de F1 tive de começar por baixo, mas queria tentar dar mais. Por isso, disse não à Spyker. Tentei outras equipas, mas não deu e há que esperar pelas oportunidades”.
O regresso à F1 tem assim exigências mínimas para Tiago Monteiro, porque “se não houver oportunidades em equipas mais competitivas do que aquela em que eu estava, não tenho necessidade. Quero voltar em condições boas”.
Acompanhando esta época a F1 como comentador da Sport TV, Tiago Monteiro mantém a sua aposta na vitória de Felipe Massa, na primeira época pós-Schumacher. “Apesar do início de campeonato muito complicado, pelo que já vi, a auto-confiança que ele tem e a maneira de abordar as coisas está muito melhor”.
Ou seja, “se tivesse que apostar num candidato seria no Massa” refere Tiago Monteiro, que não regateia elogios para a grande surpresa da temporada, o jovem Lewis Hamilton.
"É daqueles pilotos que estão sempre um pouco acima dos outros. Acho que vai ser mesmo um de topo, como Senna ou Schumacher. Não só é um super talento, mas tem também aquela estrelinha, que faz os super campeões".
Por isso, o português admite mesmo que a surpresa chamada Lewis Hamilton pode mesmo continuar até ao fim e levar o jovem piloto britânico à vitória no Mundial de F1, pois “está com capacidade para isso, pelo ritmo que mostrou nas três primeiras corridas”.
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