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A AFIA (Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel), organismo que em Portugal representa e congrega os fabricantes de componentes para a indústria automóvel, apresentou o seu lamento pela notícia do encerramento da LEAR, em Palmela, colocando no desemprego 210 trabalhadores e abandonando qualquer actividade de actuação no nosso país. Para a associação, “este é mais um sinal da evidente necessidade de Portugal definir uma estratégia concertada para o sector automóvel, envolvendo todos os parceiros no processo de reestruturação”.
A AFIA referiu, em comunicado, ter vindo a alertar o Governo para “o impacto negativo, senão catastrófico, que o “deixar andar” pode acarretar para Portugal”. “À semelhança do que aconteceu no mundo, em particular na Europa, a aposta na indústria automóvel é clara. Sendo um sector de alavancagem importa um olhar atento e uma actuação rápida de forma a garantir terem sido feitos todos os esforços para, nas mesmas circunstâncias, apoiar um sector estratégico, com grande impacto a nível macroeconómico e peso significativo na Balança das Transacções Correntes”, salientou a associação.
Segundo o último inquérito realizado ao sector, foi registada uma redução na ordem dos 30% da actividade empresarial do sector durante o ano de 2009, sendo por isso, para a AFIA, necessárias medidas urgentes de suporte a um sector que representa 7,7% das exportações nacionais, dando emprego a 40 mil pessoas.
A AFIA diz disponibilizar todo o seu saber para, “em conjunto com os diversos stakeholders, ajudar a construir um Portugal melhor e mais competitivo. Preocupada com todas as implicações que um enfraquecimento neste sector possa trazer para toda a economia, para a construção de valor e conhecimento, continua a aguardar audiência solicitada ao Ministério da Economia e ao Ministério do Trabalho. Exige diálogo concertado e reconhecimento do posicionamento estratégico do sector para a economia”.
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