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O piloto português Bruno Magalhães, que se estreou este ano no Rallye Monte Carlo, primeira prova pontuável para o IRC- Intercontinental Rally Challenge, ao volante de um Peugeot 207 S2000 da equipa Peugeot Total, garantiu um excelente sétimo lugar final na prova monegasca, ganha pelo finlandês Mikko Hirvonen, em Ford Fiesta S2000. Refira-se que o piloto luso chegou a roda na nona posição, tal como o LusoMotores já aqui havia dado conta, mas nas classificativas finais, as duas últimas disputadas em gelo, recuperou e terminou a prova num tão honroso quando distinto sétimo lugar.
Na frente da classificação, Mikko Hirvonen venceu a prova com um total de 4h32m58,5s, logo seguido pelo seu compatriota Juho Hanninen, em Skoda Fabia S2000, que fez mais 1m51,4s, e ainda pelo francês Nicolas Vouilloz, também em Skoda Fabia S2000, que terminou a prova com mais 3m19,1s relativamente ao vencedor. Mais atrás então, na sétima posição, Bruno Magalhães pôde assim brilhar na recta final do Rallye de Monte Carlo, marcada pelas passagens no infernal Col du Turini, e em que garantiu os primeiros pontos no arranque da época 2010 do IRC, uma competição que irá passar este ano uma vez mais pela Madeira e Açores. Refira-se que esta foi a melhor classificação de um piloto português neste rali nas últimas décadas.
À partida para a 78ª edição do mais célebre rali do mundo disputado em solo europeu, as últimas quatro classificativas da prova seriam as mais exigentes e difíceis, pelo que os pilotos encararam com ansiedade a derradeira noite, enquanto o muito público aguardou o desenrolar do rali com grande expectativa. O resultado sempre imprevisível da passagem pelo Col du Turini e pelas estradas estreitas e encadeadas da classificativa (PEC 12 e 14), bem como da que se seguiu (PEC 13 e 15) deixou todas as equipas apreensivas, mas foi precisamente aí que os campeões portugueses desferiram um ataque, ao volante do seu Peugeot 207 S2000, e coroaram de êxito a estreia nesta prova, colhendo os primeiros pontos (2) da sua aventura internacional, além dos elogios da imprensa estrangeira.
Percorridos praticamente 330 km contra o cronómetro e quando faltavam quatro troços para o fim (75,1 km), a formação da Peugeot Total ocupava o 9º lugar da geral, a apenas 5,6s. de Kopecky (8º), a 12,7s. de Wittman (7º) e a 27,2s. de Sarrazin (6º). Querendo levar já para Portugal os primeiros pontos do ano, a opção da Peugeot Total foi atacar. Os frutos surgiram logo ao final da primeira passagem pelas duas especiais. Bruno Magalhães foi o 4º mais rápido da PEC 13 e ganhou 20,7s. a Kopecky e 46,4s. a Wilks, ficando respectivamente a 5,3s. do 7º posto e a 7,2s. do 6º. Já Wittman não resistiu à pressão nesta luta entre os quatro pilotos e numa descida rápida embateu violentamente contra um "banco" de neve e abandonou.
Na 8ª posição à entrada para a penúltima especial, os pilotos da Peugeot Portugal subiram então ao 7º posto, com o abandono de Sébastien Ogier, o vencedor da edição de 2009. Magalhães concluiu então o seu primeiro Monte Carlo com um 6º crono na última especial e o 7º lugar consolidado à geral, sendo ainda o 2º melhor Peugeot, atrás de Stéphane Sarrazin, piloto que costuma fazer equipa com o português Pedro Lamy em provas de resistência.
No final, Bruno Magalhães não escondia a siatisfação pelo bom resultado averbado: "Cumpri um sonho de criança ao vir correr a Monte Carlo! À partida interessava-nos ficar no ‘top 10’, pelo que estou muito feliz com este 7º lugar e sinto que os objectivos foram totalmente cumpridos. Se tivéssemos um pouco mais de experiência num rali tão difícil em termos de afinações e com tanta variedade na escolha de pneus, teríamos ido ainda mais longe".
Já Carlos Barros, o director desportivo da equipa lusa, destacou a forma como Bruno Magalhães e Carlos Magalhães levaram o carro até ao final da prova: "Estou muito contente com o trabalho de toda a equipa. O Bruno e o Carlos portaram-se lindamente, não houve um único erro nem um arranhão no carro, o que é notável num rali como estes. Fizeram uma prova muito inteligente e não podia ter sido melhor. Sentimo-nos orgulhosos e estou certo de que todos os nossos patrocinadores podem também orgulhar-se por esta aposta de trazer um português ao IRC".
Confira entretanto com o LusoMotores a classificação do Rallye Monte Carlo que ficará certamente na memória dos portugueses que gostam de automobilismo em geral, e de ralis em particular...
| Pos. |
Piloto/Navegador |
Carro |
Tempo |
| 1. |
Mikko Hirvonen / Jarmo Lehtinen |
Ford Fiesta S2000 |
4h32m58,5s |
| 2. |
Juho Hanninen / Mikko Markkula |
Skoda Fabia S2000 |
4h34m49,9s |
| 3. |
Nicolas Vouilloz / Benjamin Veillas
|
Skoda Fabia S2000
|
4h34m49,9s |
| 4. |
Stéphane Sarrazin / Jacques-Julien Renucci
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Peugeot 207 S2000
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4h40m24,0s
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| 5. |
Jan Kopecky / Petr Stary
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Skoda Fabia S2000
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4h41m47,2s
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| 6. |
Guy Wilks /Philip Pug
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Skoda Fabia S2000
|
4h42m23,0s
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| 7. |
Bruno Magalhães / Carlos Magalhães
|
Peugeot 207 S2000
|
4h42m43,9s
|
| 8. |
Jean-Sébastien Vigion / Stephane Prevot
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Peugeot 207 S2000
|
4h46m32,0s
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| 9. |
Jaroslav Orsak / Karel Vajik
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Skoda Fabia S2000
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4h54m15,1s
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| 10. |
Andrej Jereb / Miran Kacin
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Peugeot 207 S2000
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4h58m24,6s
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