Renault Master recebe nova geração no mercado já em Junho
O LusoMotores viajou até Nice (França) para conhecer o novo Master, um veículo comercial que se apresenta com tracção à frente ou à retaguarda dotado do novo motor 2.3l dCi com três níveis de potência
14-Abr-2010
Quando, no final do passado mês de Março, viajámos até Nice, no sul de França, a convite da Renault Portugal, íamos convictos de que teríamos a oportunidade de conhecer tão só a nova geração do Renault Master, uma gama que chegará a Portugal no próximo mês de Junho, e que entre os furgões de passageiros, furgões de carga, e ainda as versões chassis-cabina, simples ou dupla, irá esta gama ser composta por mais de três centenas de variantes. Em termos práticos, foram cumpridas as expectativas, já que conhecemos mesmo o novo Master da Renault, mas acabaram mesmo por ser superadas, isto porque o construtor francês acabou por apresentar aos jornalistas em Nice todo um conjunto de soluções para transportes em veículos comerciais, reunidas em redor dos modelos Master Trafic e Kangoo.
Em relação ao Renault Master, afinal o primeiro argumento que motivou a viagem até ao sul de França, apenas as versões de chassis curto e tecto baixo, bem assim como as versões de passageiros, irão chegar mais tarde ao mercado nacional, lá mais para o final do ano. Todas as restantes variantes do Master irão começar a ser comercializadas em Junho e com preços que, de acordo com Ricardo Oliveira, director de Comunicação da Renault Portugal, deverão surgir em linha com aqueles que são já hoje praticados para a gama actual do modelo. As notas de destaque em redor da nova geração do Master acabam assim por resultar da introdução de versões com tracção à frente ou à retaguarda, aqui com rodado simples ou duplo, mas também da formação e certificação por parte da Renault de carroçadores que irão permitir para este veículo as mais diversas utilizações, tornando-o um verdadeiro parceiro para o dia-a-dia de particulares, empresas e instituições.
Três distâncias entre eixos, igual número de alturas da plataforma ao tecto do compartimento de carga – baixo, médio e longo – e ainda quatro pesos brutos – 2.800 quilos, 3.300 quilos, 3.500 quilos e 4.500 quilos – formam assim o conjunto de ofertas em redor do novo Renault Master, um modelo que surge com um design que o procura aproximar dos comerciais ligeiros da marca francesa, onde as grandes dimensões dos grupos ópticos e do pára-choques dianteiro, o capot mergulhante e o novo desenho das superfícies vidradas para permitirem a bordo uma maior visibilidade, retiram algum do “peso” próprio da estética de um veículo comercial, permitindo uma imagem global mais ligeira e, por consequência, mais agradável. Na retaguarda, a terceira luz de stop surge agora no vidro das portas traseiras para uma maior visibilidade e, em consequência, uma maior segurança.
Um novo motor de 2.3 litros
Outro dado a reter da nova geração do Renault Master é a introdução na gama de um novo motor diesel – 2.3l dCi –, capaz de disponibilizar três níveis de potência diferenciados, nomeadamente 100, 125 e 145 cv. Para qualquer uma das motorizações consideradas para o Master, a Renault propõe de série uma caixa manual de seis velocidades, apostando na introdução de funcionalidades já comprovadas nos modelos ligeiros de passageiros como é o caso do indicador de mudança de velocidade que pretende contribuir também no Master para menores consumos de combustível.
Aliás, a opção pelo novo motor 2.3l dCi é anunciada pelo construtor como um trunfo que, garante, deverá permitir aos utilizadores deste furgão uma economia mínima de cerca de um litro de combustível a cada 100 quilómetros, quando comparados os valores com os que permitidos pela actual geração deste veículo comercial. Para veículos de tracção traseira, a Renault reclama mesmo uma capacidade de economia de combustível que pode ir até aos 2,7 litros de combustível por cada 100 quilómetros, o que pode ser um importante argumento a considerar por empresas que gerem frotas compostas por vários veículos onde as poupanças conjuntas podem resultar em verbas consideráveis. Se considerarmos que o construtor afirma ser possível níveis de autonomia de 1400 quilómetros com um único depósito de combustível para algumas variantes do Master, e tudo isto com custos de manutenção que foram reduzidos em 40% em relação à geração anterior, fica a convicção de que estamos perante um veículo comercial que é mais um… parceiro comercial.
Conforto e prazer de condução
À chegada a Nice, a primeira proposta feita pela Renault aos jornalistas foi no sentido de que pudéssemos conhecer em ensaio dinâmico o novo Renault Master. Aceitado o desafio, avançámos então para um percurso misto, percorrido entre auto-estrada, onde foi necessária alguma atenção para fazermos passar o Master na versão de tecto alto pelas boxes correctas nas portagens – em França existe diferenciação nas portagens conforme a altura dos veículos –, e estradas nacionais, com curvas consecutivas e níveis de tráfego mais elevados. Em qualquer dos casos, o novo Renault Master deu conta de ser um veículo agradável de conduzir, bem ao jeito de um qualquer ligeiro de passageiros sem nunca permitir que o tamanho exterior do veículo transmitisse qualquer sensação de desconforto.
Por falar em tamanho, o habitáculo do novo Renault Master foi completamente redesenhado e o comprimento foi aumentado em 5,7cm para maior conforto, nomeadamente para as pessoas de elevada estatura. A concepção do interior foi ditada pela obtenção da melhor ergonomia e utilização prática dos espaços de arrumação. Os materiais e os acabamentos na montagem permitem um habitáculo agradável com uma robustez que deixa clara a durabilidade do conjunto mesmo quando exposto a um uso profissional mais intenso.
A direcção precisa, apoiada por um motor suficientemente elástico, onde a relação de velocidades na caixa respondeu sempre na perfeição, permitiram que cumpríssemos sem qualquer sensação de fadiga a centena e meia de quilómetros determinada pelo ensaio dinâmico preparado pela Renault para os jornalistas. Pelo caminho pudemos ainda atentar nos diversos espaços de arrumos para pequenos objectos, na capacidade de transformação do banco central dianteiro numa excelente mesa de trabalho basculante orientada para o condutor, mas também na posição de condução ergonómica permitida. Neste capítulo, aliás, as costas do banco do condutor mais inclinadas, o volante do tipo "berlina" de diâmetro reduzido, e a posição mais vertical, tornam a posição de condução muito idêntica à de um automóvel ligeiro.
Chegados ao destino pudemos ainda dar conta da aplicação por parte da Renault no novo Master de itens de equipamento normalmente utilizados apenas em veículos ligeiros de passageiros como o acesso mãos-livres que permite o fecho e a abertura das portas sem utilizar a chave, accionando simplesmente os botões situados sobre os punhos das portas dianteira e traseira, um novo sistema de ar condicionado regulável para a rápida obtenção das temperaturas desejadas, com ventilação silenciosa e melhor distribuição dos fluxos de ar, ou ainda o equipamento áudio completo com 4 níveis de rádios, num modelo que, na versão topo-de-gama inclui um rádio CD MP3 com conjunto mão-livres Bluetooth, bem como uma ligação multimédia USB e iPod. Nota ainda para introdução do sistema de navegação Carminat TomTom, com o sistema IQ Routes, surgindo o ecrã colocado na parte superior do habitáculo, numa posição porventura a que não estamos habituados mas que permite libertar espaço no painel de bordo em proveito dos arrumos.
Mais adiante nesta viagem ao sul de França teríamos então a oportunidade de conhecer as demais propostas da Renault em termos de veículos comerciais, de que aqui falaremos no LusoMotores mais tarde, mas também a solução “Renault Pro +” destinada a clientes profissionais – em Portugal existem já três pontos onde esta solução pode ser encontrada, nomeadamente em Lisboa (Telheiras), Gondomar e Cantanhede. Para já, ficava para trás o primeiro contacto com o novo Renault Master, restando agora aguardar por Junho, altura em que este veículo comercial começará a ser vendido em Portugal, com condições para se impor num mercado em que dão cartas modelos como a Iveco Daily, a Volkswagen Crafter ou a Ford Transit, entre outras.
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Comentários
Quando vai chega aqui no BRASIL... Escrito por
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a 2010-05-31 16:50:32Olá amigos trabalho no turismo aqui no brasil, no estado do ceara, Capital Fortaleza, e gostaria de saber quando esse lançamento será lançado no mercado brsileiro...
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