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"A Kia está bem e recomenda-se! Em 2009 o mercado particularmente, mas a verdade é que a marca conseguiu manter o mesmo volume de vendas que havia conseguido em 2008, aumentando por isso a quota de mercado, isto durante um ano em que o mercado caíu cerca de 25%". Assim, de uma forma claramente optimista, Francisco Morais, director de Marketing da Kia em Portugal, começou por fazer para o LusoMotores um retrato da realidade da Kia Motors em Portugal, actualmente em franco crescimento para o que também tem contribuído, como este responsável reconhece, a grande aposta feita pela Kia na renovação do seu produto. A nível nacional, a Kia cumpriu assim os objectivos a que se tinha proposto, isto num ano em que, ainda de acordo com Francisco Morais, cresceu 8% a nível europeu, e 20% a nível mundial.
O ano de 2009 terminou para a Kia com a chegada do novo Sorento, tendo a marca começado o ano de 2010 com a entrada do Kia Venga no mercado, um modelo que vem permitir à marca estar num segmento de particular importância para o mercado nacional como é o segmento B, no qual não se encontrava até aqui. Ainda assim, como deu conta o nosso interlocutor, e apesar de enorme entusiasmo que este novo modelo está a permitir na rede de concessionários da marca, Francisco Morais deixa o aviso de que a grande revolução a operar pela marca para o segmento B acontecerá mais tarde.
"A verdadeira revolução irá acontecer com introdução das carroçarias de três e cinco portas, essas sim já dentro de um outro nível de volumes", adiantou Francisco Morais, frisando que para um futuro próximo não está prevista a chegada de quaisquer "mini-Vengas", mas antes daquilo que se poderá definir como "mini-Cee'ds". Os novos modelos que aí vêm resultarão de um segundo ciclo de renovação da marca, depois do primeiro ciclo ter decorrido de 2007 a 2009. "Agora, em 2010, estamos a entrar num segundo ciclo de renovação, com uma maior dinâmica de produto e em que o segmento B surge como uma grande aposta da marca tal como foi a do segmento C com a introdução da gama Cee'd, hoje perfeitamente consolidada e aprovada pelo mercado", explicou ainda o nosso interlocutor.
A revisão da realidade de modelos como o Sorento, lançado em 2009, o Venga, já este ano, mas também o Sportage, que chegará no segundo semestre do corrente ano, foram temas abordados por Francisco Morais que deixou ainda uma antecipação dos novos modelos a apresentar pela marca em 2011, logo a partir do primeiro trimestre, mas também de novos motores, nomeadamente blocos 1.4 diesel, foi deixada nesta entrevista por Francisco Morais para quem a ambição da marca em querer duplicar a sua quota de mercado é perfeitamente realista e vai ao encontro daquilo que a marca tem vindo a conseguir. Para todos este modelos, a garantia de sete anos que recentemente foi alargada a toda a gama de modelos automóveis da Kia, e que surge como uma garantia efectiva e integral, transferível a novos proprietários, veio surgir como "mais uma intenção da marca em mostrar que os veículos automóveis que comercializa são produtos de excelência capazes de serem comparados com quaisquer outros".
E se é verdade que a garantia de sete anos vem deixar claro que a Kia acredita na qualidade dos seus produtos e não tem quaisquer problemas em deixar este benefício para os seus clientes, há outro factor, porventura menos conhecido por ter sido menos mediatizados, que aponta para a mesma realidade, e que tem a haver com o facto dos intervalos de manutenção dos veículos automóveis da Kia terem sido alargados, com consequências positivas no que diz respeito aos respectivos custos, menores para os dlientes Kia. A título de exemplo, para as gamas Cee'd e Venga com motores diesel é já possível efectuar manutenções com intervalos de 30 mil quilómetros.
Estes argumentos, e em particular a garantia de sete anos, são assim argumentos fortes para a conquista de novos clientes para a Kia, ainda que Francisco Morais destaque igualmente outros argumentos "claramente racionais" que são apresentados junto dos clientes ou potenciais clientes Kia, que irão continuar a encontrar uma marca assente num grande pilar que é a gama Cee'd, ou três pilares se quisermos considerar as principais variantes do produto, nomeadamente a berlina, a carrinha e a versão coupé.
O ataque ao segmento D, ao que tudo indica com uma possível nova geração do Magentis mas a lançar certamente com outro nome, ainda não é uma prioridade para a Kia, não sendo de todo prioridade para a marca se pensarmos na realidade do mercado nacional, mas também neste segmento a Kia está já a trabalhar, tendo a marca apresentado já um primeiro modelo no recente Salão de Nova Iorque. Todavia, Francisco Morais deixou a garantia de que as ofertas da Kia para o segmento D surgirão, mas apenas depois da marca ter coberto todo o potencial do segmento B claramente mais importante para a marca.
Acompanhe com o LusoMotores esta entrevista de Francisco Morais, responsável pelo marketing da Kia em Portugal, e perceba ainda porque é que a pretensão da Kia em conseguir uma quota de mercado de 3,5% contra os 1,8% com que arranca neste ciclo, é um objectivo tido pelos responsáveis da Kia como uma pretensão realista e não apenas uma ambição optimista. Conheça ainda um pouco da estratégia de comunicação da marca para um futuro imediato, nomeadamente quando estamos à porta do Mundial de Futebol FIFA 2010 na África do Sul, onde a Kia estará com uma grande aposta promocional, e saiba ainda o que está a ser feito para manter a motivação em alta da rede de concessionários para o sucesso da venda dos veículos Kia, indispensável a uma marca que pretende duplicar a sua quota de mercado.
Entrevista de
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