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O piloto Bernardo Sousa (Ford Fiesta
S2000), que já tinha assegurado o título de Campeão Nacional de
Ralis, venceu, este fim-de-semana, o Rali Casinos do Algarve, última
prova da competição. Sousa, que alcançou o quarto triunfo do ano,
considerou que os objectivos da época foram totalmente conseguidos:
“Cumprimos o que nos predispusemos. Estamos satisfeitos com esta
magnífica temporada”.
O piloto referiu ainda que o Rali
Casinos do Algarve, no qual venceu seis das oito especiais, “foi
quase perfeito”, apesar de no sábado ter perdido algum tempo.
“Hoje, entrámos francamente melhor, ao ataque, conseguindo à
conta disso uma vantagem moralizadora. Depois, na quarta especial,
furámos, perdemos algum tempo para o Miguel, todavia voltamos a
impor o nosso ritmo, vencendo inclusive as restantes especiais”,
afirmou o madeirense Bernardo Sousa, que, aos 23 anos, tornou-se a 17
de Outubro, no Rali de Mortágua, o mais jovem campeão nacional de
sempre.
ARC Sport com
prestação positiva
Os Renault Clio R3 construídos pela
ARC Sport voltaram a ter nota alta numa prova do Campeonato de
Portugal de Ralis. Adruzilo Lopes, já Campeão Nacional de 2L/2RM
voltou a vencer as duas rodas motrizes, juntando a este resultado um
fabuloso terceiro lugar da classificação geral. O sucesso dos
Renault Clio R3 foi ainda maior, quando João Silva, o Bi-Campeão
Júnior da Madeira, alcançou o quarto lugar após uma prova isenta
de erros. O Rali Casinos do Algarve só não foi
perfeito para a ARC Sport, devido ao abandono de Ricardo Moura na
penúltima prova especial de classificação, devido a dois furos
consecutivos no Mitsubishi Lancer Evo IX.
Para o campeão Adruzilo Lopes, este
foi um resultado excelente para fechar mais uma época brilhante.
“Primeiro que tudo, gostaria de dedicar esta vitória ao Vasco
Ferreira, que por motivos graves da sua vida familiar não conseguiu
estar presente. Quero também dar os parabéns à ARC Sport pelo
excelente trabalho realizado ao longo de toda a prova. O Jorge
Henriques, que neste rali voltou a ser meu navegador, realizou também
uma prova excelente”, afirmou Adruzilo Lopes.
Mas para o piloto de Vizela este não
foi um rali nada fácil: “De manhã fiquei apreensivo devido à
chuva. Em conjunto com a ARC Sport definimos as afinações para
fazer frente às condições atmosféricas, um trabalho que se
revelou como uma aposta totalmente certa. De manhã as especiais
estavam muito escorregadias e não foi fácil andar rápido, e ao
mesmo tempo manter o carro na estrada. Os nossos objectivos voltaram
a ser alcançados, apesar de estar tudo decidido em termos de
campeonato. Penso que o nosso título foi absolutamente justo”.
“Lamento que o Francisco Barros Leite
abandone a sua excelente carreira, esperando que seja uma decisão
temporária, pois é um excelente piloto e o campeonato precisa de
valores como ele. Em relação ao futuro, existem alguns projectos,
mas de momento não tenho nada definido. Vamos aguardar com calma.
Mais uma vez quero felicitar a ARC Sport pela sua competência e
elevado grau de profissionalismo”, concluiu Adruzilo Lopes.
Dois títulos juniores alcançados na
Madeira (2009 e 2010) juntam-se ao título de duas rodas motrizes
conquistado este ano no Campeonato de Ralis da Madeira. João Silva é
um jovem piloto de 22 anos que deseja evoluir nesta vertente do
desporto automóvel. O piloto fez questão de estar presente na
última prova do Campeonato de Portugal de Ralis e assegurou o quarto
lugar absoluto e o segundo entre os carros de duas rodas motrizes.
“Correu melhor do que esperava,
embora tivesse apontado para terminar entre os três melhores 2L/2RM.
Perdemos algum tempo nos troços da manhã, devido à minha falta de
experiência neste tipo de pisos. Depois, nas segundas passagens
acabou por ser excelente, tendo mesmo obtido alguns segundos lugares.
Acho que acabámos em beleza a época de 2010, que também foi
brilhante. Para o próximo ano, ainda está tudo em aberto”,
afirmou João Silva.
Ricardo Moura, tri-campeão açoriano e
Campeão Nacional de Produção em 2010, acabou por não ter a sorte
do seu lado na prova algarvia. Dois furos praticamente seguidos
impediram o piloto de chegar ao fim. Aliás, esta foi a única prova
da época em que Ricardo Moura não somou pontos. “Era impensável sofrer dois furos
praticamente seguidos. Uma situação que também viria a afectar o
Vítor Pascoal e o Barros Leite. Foi uma pena, pois na altura
estávamos muito bem classificados em termos gerais, e confortáveis
no comando do agrupamento de Produção. De qualquer forma, os nossos
objectivos foram totalmente alcançados em 2010, e os Açores foram
condignamente representados em todas as provas do Campeonato de
Portugal de Ralis”, concluiu Ricardo Moura.
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