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Bernardo Sousa e António Costa estão
na Jordânia, prontos para enfrentar o rali que abre a época do Team
Quinta do Lorde no S-WRC da FIA, no primeiro de um total de sete
eventos em que vão alinhar até final do ano. Este rali já deveria
ter começado esta quinta-feira, mas dada a instabilidade na região
e devido a problemas com a logística, a FIA acabou por cancelar a
primeira etapa do evento, reduzindo a prova para dois dias de
competição efectivos, e apenas o shakedown já se realizou.
No ano passado, o piloto madeirense
averbou neste mesmo rali a sua primeira vitória numa classificativa
à geral no S-WRC, e andou na luta pela liderança até ter um
problema de falha de combustível que acabou por redundar numa
exclusão que o afastou dos pontos. Para este ano, o optimismo é o
sentimento latente no seio da equipa, no regresso às duras
classificativas de terra (e muita pedra) do Rali da Jordânia, de
novo com o Ford Fiesta S2000 totalmente revisto e renovado com as
últimas evoluções técnicas disponíveis, nomeadamente ao nível
do escalonamento da caixa de velocidades, na gestão do motor,
sistema de escape e novos amortecedores.
“Gosto muito deste rali, em 2010
adaptei-me bem, rodei regularmente na frente e podia ter chegado à
vitória, mas se no ano passado não deu, este ano volto a apostar
num andamento forte para andar na frente, pois o rali é praticamente
igual e só acrescentaram uma classificativa que ainda não conhecia,
mas que é espectacular e que gostei imenso de a fazer nos
reconhecimentos e não deverá levantar problema. A prova passou para
dois dias e isso vai ajudar a poupar um pouco mais as mecânicas,
obrigando a gerir o esforço dos carros de forma diferente do formato
de três dias, para não se perder pontos valiosos”, afirmou o
piloto luso.
“Os meus objectivos para este ano
passam por rodar consistentemente nos três primeiros lugares e ir
fazendo contas para o S-WRC prova a prova, sem correr riscos
exagerados. O rali é muito duro e aqui ser rápido não chega, e
quer os furos quer a resistência do material são decisivos e o
factor sorte desempenha aqui um papel muito importante, sorte que no
ano passado esteve do meu lado até ao problema que acabamos por ter
com o combustível. Espero que este ano o carro esteja pelo menos tão
fiável quanto no ano passado”, referiu Bernardo Sousa.
“O carro está melhor com as
evoluções recebidas, já fiz mais de 200 quilómetros de testes em
Inglaterra, e espero também capitalizar a experiência que tive com
o WRC no Rali de Portugal, que mesmo tendo terminado de forma
abrupta, me proporcionou tempo valioso de condução num carro mais
rápido e competitivo e parte dessa experiência pode sem dúvida ser
posta em prática agora na minha condução do Fiesta S2000”,
acrescentou.
O Rali da Jordânia terá a sua partida
simbólica nesta quinta-feira e terá as suas duas etapas sexta-feira
e sábado. Nesta quinta-feira, já se realizou o shakedown e Bernardo
Sousa fez o segundo tempo entre os concorrentes do S-WRC.
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