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A nova Volkswagen Transporter já está em comercialização em Portugal, oferecendo à marca perspectivas muito optimistas, uma vez que, nos mercados em que foi lançada nos últimos meses, a Transporter tem registado um enorme sucesso. A nova geração do modelo adopta o design de família Volkswagen dos novos tempos, com faróis de maiores dimensões, mais rasgados, na continuação das lâminas horizontais da grelha, e um pára-choques mais integrado no design global da viatura, reforçando a sensação de robustez. O capot mais mergulhante contribui para uma aerodinâmica mais eficiente, enquanto que na traseira as ópticas têm também novas linhas actuais, os retrovisores são mais aerodinâmicos e incorporam as antenas de rádio ou GPS e as jantes têm novo design.
Sendo apresentada como uma verdadeira viatura dos sete ofícios, a gama alargada torna-a no veículo indicado para qualquer negócio, seja a construção, o comércio ou a indústria. Todas as variantes existem com duas distâncias entre eixos, enquanto que apenas as versões fechadas (furgão e kombi) estão disponíveis com três alturas de tecto. As versões em chassis estão disponíveis em cabina simples ou dupla de dois a seis lugares. Em comum todas as Transporter têm novos motores TDI, que podem ter até 180 cavalos de potência e caixa DSG de sete velocidades nas versões de 140 e 180 cv.
A versão furgão tem as suas capacidades de carga reforçadas, podendo ir até aos 1.058 kg, sendo que a versão curta com tecto baixo tem um espaço de carga de 5,8 m3 e a de tecto médio disponibiliza mais 27,6 cm de altura, passando o volume para 6,7 m3. Se o cliente optar pela distância entre eixos longa, terá mais 40 centímetros no comprimento do espaço de carga, que atinge 5,29 m. Com tecto baixo o volume de carga é de 6,7 m3, enquanto que com tecto médio o volume de carga sobe para 7,8 m3 e com tecto alto, exclusivamente disponível na versão longa, tem um volume de 9,3 m3.
Por seu turno, a versão Kombi está disponível de série com seis ou nove lugares, podendo no entanto ser encomendada em diversas configurações de bancos de dois a nove lugares. As carroçarias disponíveis são as mesmas do furgão, existindo portanto versões curtas ou longas, possíveis de combinar do mesmo modo com as três alturas de tecto possíveis. Sendo uma versão vocacionada para o trabalho, pretende conjugar na perfeição conforto com resistência a uma utilização intensiva. Os estofos têm um novo padrão e tecidos mais resistentes, enquanto o ar condicionado pode ser simples ou duplo, tendo neste último caso saídas individuais sobre todas as filas de bancos.
Em relação às versões versões chassis cabina, são ainda mais flexíveis em termos de possibilidades de utilização e adaptam-se aos mais diversos tipos de transformação. Têm igualmente duas distâncias entre eixos (3,0 m e 3,4 m), podendo a mais longa ser combinada com cabina dupla, com até seis lugares. Está ainda disponível uma versão só com a cabina, indicada para executar as transformações mais exigentes, como reboques ou viaturas blindadas.
Três níveis
de equipamento
A nova Transporter está disponível nas diversas versões de carroçaria em três níveis de equipamento standard – Entry, Extra e Extra AC - e duas séries limitadas – City e Sportline. De acordo com a marca alemã, para quem não dispensa uma viatura de qualidade, mas não precisa de muitos equipamentos de conforto, a Entry é a solução ideal. Disponível em furgão ou Kombi, tem airbag duplo, ESP, auto rádio de fábrica RCD 210 com leitor de CD e MP3, direcção assistida, indicador multifunções, vidros coloridos e volante regulável em altura e profundidade. Já a Extra acrescenta ao nível de equipamento da Entry o banco do condutor regulável em altura e apoio lombar, o fecho centralizado com comando na chave, o limpa vidros traseiro, os retrovisores eléctricos e aquecidos, bem como os vidros de comando eléctrico, estando também disponível em chassis cabina simples e dupla.
Logicamente, a Extra AC acrescenta ao nível de equipamento Extra o Ar Condicionado, sendo que na versão Kombi incorpora aquecimento do habitáculo traseiro e um segundo ventilador regulável separadamente no tablier. O nível City corresponde a uma série especial vocacionada para uma utilização urbana. Estando disponível em furgão com a motorização de 102 cv, acrescenta à versão Extra AC os sensores de parqueamento traseiros e o GPS portátil, para que todos os atalhos sejam facilmente encontrados. Por fim, a Sportline associa à motorização de 180 cv um nível de equipamento exclusivo, acrescentando ao equipamento da City os faróis de nevoeiro, as exclusivas jantes de liga leve Camberra, os pára-choques, os retrovisores e os punhos de abertura das portas à cor da carroçaria, retrovisores retrácteis e vidros blackout atrás, porém não inclui GPS.
Novas motorizações
com maior eficiência
A Volkswagen sublinha ter melhorado a Transporter em todos os aspectos, não tendo esquecido as motorizações, pelo que todos os motores são novos. Segundo a marca, os quatro cilindros com tecnologia commonrail de injecção directa TDI permitem atingir patamares recorde de consumos e nível sonoro. Montado transversalmente, o novo motor de 1968 cm3 está disponível na Transporter com 84, 102, 140 e 180 cv. Até à versão de 140 cv, um turbo de geometria variável assegura toda a potência necessária, enquanto que o motor de 180 cv é bi-turbo. A insonorização dos motores TDI foi melhorada graças ao novo sistema common-rail, como é exemplo o novo motor de 180 cv, mais silencioso 4 dB(A) face ao equivalente na gama anterior, atingindo os 70 dB(A). A motorização com 140 cv reduz o nível de ruído em 5 dB(A), sendo que o ouvido humano reconhece esta redução como um corte para metade do nível inicial.
Comparados com os motores de quatro e cinco cilindros da versão anterior, os consumos são agora reduzidos até 20%, enquanto que as emissões de CO2 são reduzidas em média cerca de 10%. Os consumos anunciados da versão com tracção dianteira vão dos 7,2 l/100 km com motor de 84 e 102 cv, até aos 7,5 l/100 km da 180 cv em circuito misto. Estes valores representam uma redução de 0,9 l a cada 100 km face à versão anterior. Estas reduções são mais evidentes com a opção pela caixa DSG de dupla embraiagem, oferecida pela primeira vez na Transporter. Em comparação com a versão anterior, o motor de 180 cv com caixa DSG reduz os consumos em circuito misto para 7,8 l/100 km ou seja menos 1,9 l.
Além das reduções de ruído e emissões, durante o desenvolvimento do modelo, a marca germânica centrou-se em atingir uma resposta mais ágil, afirmando ter atingido em pleno este objectivo, alterando-se completamente as curvas de binário do motor. A curva de binário sobe rapidamente, mantendo-se depois nos valores máximos numa larga faixa de rotações. O motor de 102 cv atinge 250 Nm logo às 1.500 rpm, mantendo esses valores até às 2.500 rpm, enquanto o motor de 140 cv atinge 340 Nm das 1.750 rpm às 2.500 rpm. Já o motor de 180 cv disponibiliza 400 Nm a partir das 1.500 rpm, sendo que 90 % deste binário está disponível até às 5.000 rpm. Estas características permitem recuperações mais rápidas em qualquer velocidade, implicando menor necessidade de recorrer à caixa de velocidades para aumentar a velocidade.
A estrela da nova gama de motores é o 2.0 l BiTurbo com 180 cv, sendo os 180 cv atingidos às 4.000 rpm, com a velocidade máxima anunciada da Transporter com este motor a atingir os 191 km/h. Com esta motorização, os 100 km/h e os consumos andam pelos 7,5 l/100 km. Este motor está disponível com caixa DSG, com tracção total 4Motion ou, pela primeira vez, com a combinação das duas. O segundo motor mais potente atinge os 140 cv às 3.500 rpm, tem velocidade máxima de 173 km/h e vai dos 0 aos 100 km/h em 12,2 s, com consumos de 7,4 l/100 km em circuito misto. Esta motorização está também disponível com caixa DSG e 4Motion, que podem ser combinados. As emissões de CO2 são reduzidas em 40g/km face ao anterior motor de 130 cv.
Por seu turno, o TDI de 102 cv combinado com a caixa manual de cinco velocidades é ainda mais frugal, permitindo ainda assim uma velocidade máxima de 157 km/h, com 7,2 litros de gasóleo para percorrer 100 km, uma redução de 0,4 l face à versão anterior. Já o TDI de 84 cv combinado com a caixa manual de cinco velocidades é também extremamente eficiente. Com uma velocidade máxima de 146 km/h, pede 7,2 litros de gasóleo para percorrer 100 km, uma redução de 0,8 l em comparação com a versão anterior.
Nova geração de ESP
e sistemas de segurança
De acordo com a Volkswagen, a nova Transporter atinge níveis recorde de segurança, com o ESP de série em todos os modelos e a disponibilização pela primeira vez neste segmento de opcionais como o Side Assist, o Rear Assist, faróis de curva e monitorização da pressão dos pneus. Relativamente ao Side Assist, este opcional avisa quando os piscas são activados quando estão veículos no ângulo morto traseiro ou que se aproximam a alta velocidade. Para esse efeito, um radar de 24 GHz monitoriza as laterais e a traseira da viatura, pelo que se um carro for detectado em movimento nessas zonas uma luz de aviso acende no retrovisor do lado respectivo, sendo sistema activado a partir dos 30 km/h.
Os faróis de curva estão integrados nos faróis de nevoeiro e são particularmente úteis em cruzamentos ou quando se estaciona, sendo o seu sistema activado pela movimentação do volante ou pela activação dos piscas a velocidades inferiores a 40 km/h, se os faróis estiverem acesos. O sistema ilumina a área da curva com um ângulo de 35 graus, facilitando o reconhecimento de peões, ciclistas ou de uma berma alta ou um passeio. Em relação à monitorização da pressão dos pneus (TPM), serve para comparar o diâmetro dos pneus e detecta desvios na pressão do ar, providenciando um sinal de alarme no tablier, de modo a evitar furos ou um nível de pressão errado.
Pretendendo oferecer mais conforto e segurança, a câmara de marcha atrás está disponível em opção em todas as versões em conjugação com o rádio RNS 510 com sistema de navegação. O Rear Assist é activado quando a marcha atrás é engrenada e complementa os sensores de parqueamento com uma imagem no visor do rádio, apresentando linhas dinâmicas que indicam o percurso ideal bem como o percurso com a posição actual das rodas.
Fazendo parte do pacote “Luz & Visão”, que inclui também os sensores de chuva, retrovisor anti-encadeamento e sensores de luzes, a função “Coming home” ilumina a área em redor do veículo parqueado quando anoitece, activando as luzes médias, os stops, as luzes de matrícula e as luzes interiores durante algum tempo após trancar o carro. Aquando da abertura das portas com o comando remoto, esta funcionalidade é também activada.
De série em todas as versões é também o programa de estabilidade electrónico (ESP), no qual as capacidades de travagem em todo o terreno foram substancialmente melhoradas. Adicionalmente, numa travagem de emergência, as luzes de travagem piscam intensamente para avisar as viaturas que nos seguem. A nova estabilização de reboque é também mais eficiente, sendo que o ESP também actua de modo a contrariar o perigo de capotamento durante manobras agressivas com mudança de apoio. A unidade de comando compara também o binário do motor com a aceleração, de forma a identificar o nível de carga da viatura, permitindo ao ESP o ajuste da sua intervenção conforme o carro esteja cheio ou vazio. O ESP da Transporter conta com ABS, EDS, e pela primeira vez com Brake Assist e Hillholder.
Ao nível dos valores de custo, a nova Transporter vê os seus preços reduzidos face à versão anterior na generalidade dos modelos. As versões Kombi beneficiam também de uma redução nos valores a pagar de Imposto Sobre Veículos (ISV) por via da redução de emissões e nas motorizações mais potentes de 140 e 180 cv pela redução da cilindrada de 2.500 para 2.000 cc. Assim sendo o modelo está disponível a partir de 18.145 euros mais IVA e custos de preparação e entrega.
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