Opel quer mudanças nas classes das portagens

Opel quer mudanças nas classes das portagens

Tendo em consideração as características actuais dos veículos, a Opel defende que a lei está desactualizada

Opel quer mudanças nas classes das portagensA Opel Portugal está em conversações com as concessionárias de auto-estradas com o objectivo de que se chegue a um consenso relativamente às classes das portagens , uma vez que a marca considera que a lei está ultrapassada, tendo em conta as alterações introduzidas a nível mundial nos veículos.

De acordo com João Falcão Neves, director-geral da General Motors (GM) Portugal, em declarações à agência Lusa, a tendência de as marcas desenharem viaturas mais altas está a prejudicar alguns modelos em Portugal que pagam classe 2 na auto-estrada, quando apenas são pequenos veículos "e não camiões". Exemplo disso é o mais recente modelo mini-SUV (Sport Utility Vehicle) da Opel, o Mokka que, por mais dois centímetros, é obrigado a pagar classe 2, "quando na prática o carro é um Corsa [pequeno utilitário da Opel] mais alto".

Na opinião do responsável da GM, "o correcto seria que a taxação da auto-estrada fosse em função do peso bruto e pneus, porque é isso que desgasta", mas, à falta de uma alteração radical da lei, João Falcão Neves pede "uma excepção" para todas as marcas que apresentem ou venham a lançar modelos deste tipo.

"Tem que haver uma excepção na lei que permita que um carro com determinadas circunstâncias pague apenas classe 1", frisou, acrescentando que a Opel já abordou a Brisa, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) e a associação das concessionárias de auto-estradas: "Não é fácil haver uma solução e, neste momento, estamos a fazer o passo seguinte, que é abordar as autoridades competentes".

Falcão Neves disse ainda que todos os intervenientes têm que "assumir que as marcas vão desenvolver carros altos de preços competitivos" e que, se não houver nenhuma alteração na lei, "este tipo de carros não se vão vender ou as marcas vão ter que rebaixar a suspensão".

Refira-se que a lei actual estabelece que qualquer veículo que tenha uma altura de eixo frontal acima dos 1,10 metros deve pagar classe 2 nas portagens das auto-estradas. Além do Opel Mokka, esta situação está a afectar alguns modelos de várias marcas, como a Chevrolet, a Hyundai e a Kia, que lançaram no mercado veículos que se assumem praticamente como carros ligeiros e familiares e pagam classe 2, como se fossem SUV de luxo, pequenos autocarros ou carrinhas comerciais médias.

No que diz respeito ao Mokka, João Falcão Neves revelou que a marca já não espera qualquer alteração e explicou que, para conseguir uma oferta competitiva, a Opel oferece aos clientes a diferença de preço entre as taxas de portagem de classe 1 e 2.

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