Brisa traz carsharing DriveNow para Lisboa

Brisa traz carsharing DriveNow para Lisboa

A partir de 12 de Setembro, a DriveNow irá dispor de 211 veículos automóveis na cidade de Lisboa para uma utilização partilhada

170830-DriveNow-01Começa a funcionar no próximo dia 12 de Setembro na cidade de Lisboa um novo serviço de carsharing, um conceito de mobilidade que dá pelo nome de DriveNow , apresentado esta quarta-feira à beira Tejo, em Lisboa, na zona de Belém, que resulta de uma parceria entre a BMW e a Sixt, e que chega à capital portuguesa pela mão da Brisa, entidade que investe neste projecto qualquer coisa como 5 milhões de euros.

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A DriveNow, apontada como uma das líderes mundiais na área do carsharing, nasceu na Alemanha e chega agora até nós com tecnologia germânica mas alma lusa, permitida exactamente pela influência da Brisa nesta primeira incursão da entidade alemã em cidades ibéricas e segunda para o sul da Europa depois de estar presente já na italiana Milão.

O serviço DriveNow chega assim a Lisboa através da parceria entre a DriveNow e a Brisa que irá permitir, numa primeira fase, colocar 211 automóveis das marcas BMW e Mini, incluindo veículos elétricos para utilização em Lisboa, por todos os clientes registados no site www.drive-now.pt. Estaremos assim perante uma nova solução de mobilidade urbana que proporciona uma alternativa ao transporte individual em viatura própria (especialmente, o segundo carro), e que vem contribuir para uma maior liberdade de escolha e maior eficiência do sistema de transportes de Lisboa. A DriveNow será assim um serviço aberto a todos os residentes e visitantes da cidade de Lisboa.

Em termos práticos, os clientes da DriveNow têm acesso a um serviço de carsharing, com tudo incluído (combustível, seguro e estacionamento), assente no conceito de “free floating carsharing”, em que é possível deixar ou apanhar o carro, em qualquer local dentro da área de operação, com pagamentos que variam entre os 29 cêntimos, 31 cêntimos e 34 cêntimos por minuto, sem custos anuais ou outras comissões.

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A utilização do serviço será permitido a partir de uma aplicação que o utilizador deverá instalar no seu smartphone, a “app” DriveNow, disponível nas lojas Google Play e iTunes. Os clientes Via Verde beneficiam de uma solução integrada para o registo e o pagamento da DriveNow, a qual tem já 960 mil utilizadores na Europa.

Em Lisboa, a área de operação inicial cobre 48 quilómetros quadrados, de Leste a Oeste e de Norte a Sul da cidade, assegurando serviço nas suas zonas mais movimentadas e mais procuradas. Ainda assim, alguns "buracos" ficam para já indisponíveis na cidade, nomeadamente a zona do Aeroporto Humberto Delgado — estão ainda a decorrer conversações com a ANA para que o estacionamento dos veículos DriveNow nos parques do aeroporto —, mas também os Olivais e Chelas, onde naturalmente os automóveis poderão circular mas não poderão ser "abandonados" no final dos contratos dos utilizadores. Algumas áreas de Benfica estão igualmente fora da zona operacional, a qual é "avisada" ao utilizador do serviço pelo sistema do próprio carro que reconhece as áreas permitidas para poder ser parqueado no final dos trajectos contratados.

O custo de cada viagem será calculado ao minuto, sendo que, a título exemplificativo, uma viagem do Saldanha a Belém custará entre 5 e 7 euros, e uma viagem de Alvalade ao Martim Moniz custará entre 4 e 5 euros. Mais tarde, logo que seja possível a ligação ao Aeroporto de Lisboa, uma viagem entre o Aeroporto e o Marquês de Pombal custará entre 4 e 6 euros, valores apontados pelo operador considerando condições de tráfegos tidas como "normais", isto porque um engarrafamento ou uma situação anormal, porque o pagamento é feito ao minuto, poderá implicar custos naturalmente mais elevados. Como curiosidade, o facto da operação em Lisboa para a DriveNow ser a primeira em que não será necessário um cartão para utilizar o carro, método que permanecerá necessário apenas nos 11 veículos eléctricos na frota total de 211 automóveis.

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A campanha de pré-lançamento deste serviço já está a decorrer, sendo possível descarregar a app para o telemóvel a qual só funcionará a partir do dia 12. Uma curiosidade em relação a esta app resulta do facto da mesma ter como elemento gráfico identificador o Cristo-Rei, elemento visível praticamente de toda a zona ribeirinha de Lisboa que, no entanto, pertence à cidade de Almada. Nesta fase, o registo, sendo gratuito, permite uma contrapartida para o utilizador de uma oferta de 20 minutos de utilização e um custo de 29 cent. por minuto.

O registo online através da internet pode ser feito no endereço www.drive-now.com/pt onde deverá carregar dados sensíveis como a identificação do utilizador, o número da carta de condução que deverá ter pelo menos um ano desde a data de emissão, e ainda os dados referentes ao cartão de crédito através do qual os pagamentos serão feitos automaticamente.

Refira-se que o registo nesta plataforma passa a permitir que qualquer utilizador da mesma a use em qualquer das cidades europeias onde a DriveNow está presente, sendo que os veículos desta plataforma poderão igualmente ser utilizados por estrangeiros que viajem até Lisboa e que, nas suas cidades de origem, estejam registados como utilizadores DriveNow.

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A DriveNow, enquanto entidade, resulta de uma joint venture do BMW Group e da Sixt SE para o carsharing, estando actualmente disponível em diferentes cidades europeias nas quais permite para utilização uma gama de veículos das marcas BMW e MINI, com base no princípio do free-float. Os veículos podem ser contratados e devolvidos dentro de uma área de atividade definida, sendo que mais de 960 mil clientes registados localizam e reservam veículos usando a App ou o website DriveNow, podendo usar este serviços em várias cidades.

Antes de Lisboa, a DriveNow opera já uma frota de cerca de 5700 veículos em Munique, Berlim, Düsseldorf, Colónia, Hamburgo, Viena, Londres, Copenhaga, Estocolmo, Bruxelas, Milão e Helsínquia. Segundo os responsáveis da DriveNow, estudos promovidos por esta entidade indicam que um veículo DriveNow substitui pelo menos três carros privados, tornando-se assim possível reduzir o tráfego automóvel das cidades.

Em Portugal a entidade que torna possível a entrada da DriveNow é o Grupo Brisa, fundado em 1972 actualmente a operar mais de 1600 km de autoestradas com portagem em Portugal.

A Brisa é hoje o maior operador privado de infraestruturas de transporte em Portugal sendo uma das referências mundiais do seu setor, nos domínios da eficiência operacional, das soluções tecnológicas de cobrança de portagens e de gestão ativa do tráfego, bem como no domínio da inovação nos serviços de mobilidade. O Grupo Brisa foi pioneiro, a nível mundial, na cobrança eletrónica de portagens, através da Via Verde, que hoje está a construir um ecossistema de serviços de mobilidade, focado nas cidades e na mobilidade partilhada.

Questões como o estacionamento na capital mas também o abastecimento de combustível será permitido através das plataformas da Brisa já existentes nessa área, com esta entidade a fazer assim mais uma aposta na mobilidade como destacou Pedro Rocha e Melo, o vice-presidnete da Brisa: “Percebemos rapidamente que, além de gerir infra-estruturas, era necessário olhar para a mobilidade das pessoas e bens. (...) Acreditamos ainda na integração de diferentes formas de mobilidade e pretendemos oferecer alternativas para que as pessoas possam escolher no seu dia a dia opções eficientes e sustentáveis."

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Curiosamente, Lisboa surge como a terceira cidade em que a DriveNow irá funcionar em regime de "franchising", como já acontece em Copenhaga e Helsínquia. A opção pela Brisa, a julgar pelas palavras de Nico Gabriel, CEO da DriveNow, resultou do facto da Brisa ter já uma larga base de clientes, mas principalmente porque "a Brisa e a DriveNow partilham a mesma visão de mobilidade.”

"Temos de criar cidades orientadas para as pessoas e não para os carros, permitindo uma mobilidade mais sustentável, libertando espaço nas cidades para outras utilizações e para a presença de mais espaços verdes e de lazer”, afirmou Nico Gabriel.

Feito o registo do utilizador e descarregada a aplicação para o smartphone, disponível para IOS e Android, poderá através desta encontrar, reservar e desbloquear o carro, operação que poderá realizar num período de 15 minutos antes de chegar junto do automóvel. Acedendo finalmente ao interior deste, para que possa conduzir terá apenas que introduzir um "pin" previamente definido durante o registo, devendo no final da utilização do automóvel deixar este estacionado dentro da zona de serviço de 48 kms quadrados em Lisboa.

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Este serviço DriveNow chega a Lisboa numa altura em que se encontram em funcionamento já outras propostas de partilha de veículos, nomeadamente a Citydrive, criada em 2014 e actualmente a operar com 40 carros, pretendendo os seus responsáveis aumentar a frota para 250 automóveis e 100 "scooters". Este serviço custa 29 cêntimos por minuto na primeira hora, baixando a partir desse período para 25 cêntimos por minuto. No caso da Citydrive encontram-se como modelos disponíveis Opel Adam e Skoda Fabia, havendo a intenção da empresa de adquirir unidades do eléctrico Nissan Leaf.

Há algum tempo também a Hertz passou a permitir o funcionamento de uma frota de veículos BMW i3, aqui com um conceito de bases de estacionamento a partir de três pontos, nomeadamente o aeroporto, a zona do Marquês de Pombal no centro de Lisboa e o Lagoas Parque em Oeiras, onde se encontram as sedes da Hertz mas também da BMW. Curiosamente, porventura por ser muito limitada a frota disponível neste serviço, nem sempre se torna fácil o acesso do utilizador ao mesmo, ou porque não existem carros disponíveis, ou porque os mesmos não possuem as baterias carregados ficando por isso inoperacionais.

Ainda a propósito de soluções de mobilidade na cidade de Lisboa, nota ainda para aquele que é apontado como o maior operador em veículos de duas rodas ou "scooters", a eCooltra, possuidora actualmente de 170 motociclos disponíveis na cidade de Lisboa. Também aqui o conceito passa pelo acesso às “scooters” através de uma app descarregada para o smartphone, através do qual, e após um registo prévio, poderá igualmente proceder à utilização do motociclo contra um pagamento automático taxado ao minuto.

reportagem: Jorge Reis

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