A Michelin acaba de anunciar os resultados financeiros da sua actividade relativos ao primeiro trimestre, com vendas de 5.800 milhões de euros. Este valor resulta num aumento de 9,3% a taxas de câmbio constantes, graças a um efeito preço-mix importante e à a forte contribuição das novas atividades recentemente adquiridas pelo Grupo Michelin.

Confirma-se assim a tendência anteriormente anunciada segundo a qual, mesmo em mercados difíceis, a Michelin poderia garantir uma boa resistência, ainda que com uma ligeira descida dos volumes no 1º trimestre. Deste modo, em 2019 espera este construtor de pneus que os segmentos de turismo e comerciais ligeiros apresentem diferentes evoluções, com um crescimento moderado na substituição e uma diminuição em primeira montagem. Espera-se ainda que os mercados de pneus para camião se reduzam ligeiramente. Já os mercados de mineração, aviação e duas rodas deverão continuar a evoluir positivamente.

Com base nas taxas de câmbio de abril de 2019, o efeito esperado da paridade cambial sobre o resultado operacional seria ligeiramente favorável. O impacto estimado da matéria prima até à data é negativo em 100 milhões de euros, afetando, principalmente, os resultados do primeiro semestre.

Neste contexto, a Michelin confirma os seus objetivos para 2019: crescimento dos volumes em linha com a evolução do mercado mundial, resultado operacional dos sectores superior ao de 2018, excluindo o efeito das taxas de câmbio, sem considerar a contribuição adicional da Camso e da Fenner, estimado em 150 milhões de euros.

Michelin Bibendum

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