E se a FCA e a Renault formarem mesmo o trceiro grupo automóvel de maior dimensão!? A proposta partiu da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) que, esta segunda-feira, apresentou condições para se poder avançar para uma fusão com o grupo Renault em que cada uma das partes ficaria com exactamente metade do capital envolvido. De acordo com os responsáveis da FCA, esta fusão deverá permitir tirar o melhor partido em termos financeiros nas parcerias em áreas tão sensíveis como a investigação para a conetividade, eletrificação e condução autónoma, entre outras.

Em termos práticos, poderemos passar a ter um grupo que tenha a gestão de marcas premium como a Alfa Romeo e a Maserati, mas também outras marcas mais "populares" como a Dacia e a Lada, a Fiat e a Renault, ou ainda a Jeep e a Ram. A proposta da FCA defende que a nova entidade a criar desta fusão possa ser cotada em bolsa e negociar nas praças de Milão, Paris e Nova Iorque, devendo os benefícios daí resultantes ser partilhados em iguais montantes para os acionistas da FCA e para os detentores de capital social do grupo Renault.

Da parte do grupo Renault houve já a confirmação que está a analisar esta proposta, tendo o governo francês, detentor de 15,1% do capital deste grupo, dado conta do seu agrado com a perspectiva desta possível fusão não implicar fechos de fábricas nem quaisquer despedimentos.

De acordo com a imprensa nipónica, a FCA estará na disposição de permitir que a Renault mantenha a situação de aliança que possui com a Nissan Motor e a Mitsubishi. Porém, o novo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, que substituiu Carlos Ghosn, não vê nesta ideia propriamente uma prioridade. Por outro lado, a própria Nissan Motor, que controla a Mitsubishi, não é favorável a uma fusão com a Renault, tendo o presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, argumentado no passado dia 14 de Maio que uma possível fusão com a Renault poderia “minar a força da Nissan”.

Certo é que a Renault, cujo maior accionista é o Estado francês, com 15,1% do capital, possui 43,4% das acções da Nissan Motor, tendo a empresa japonesa, por sua vez, 15% do capital francês.

Terceiro grupo automóvel depois da Toyota e Volkswagen

Caso a fusão entre a FCA e a Renault avance de forma efectiva estaremos perante um grupo que os principais analistas apontam como capaz de gerar vendas anuais de 8,7 milhões de carros, tornando-se assim no terceiro maior fabricante automóvel, logo depois da Toyota e da Volkswagen. Se somarmos ao número de veículos a produzir pela FCA e a Renault, as unidades a produzir pelos seus aliados Nissan e Mitsubishi, estaremos perante um grupo capaz de vender, por ano, qualquer coisa como 15 milhões de veículos.

Em termos de receitas, as previsões apontam para que os respectivos valores anuais resultantes da fusão possam atingir os 170 mil milhões de euros, com um lucro operacional de mais de 10 mil milhões de euros e um lucro líquido de mais de 8 mil milhões de euros.

© LusoMotores

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