Herbert Diess, o CEO do grupo Volkswagen, referiu que até ao final de 2020 irá anunciar “importantes passos” para encaminhar o grupo rumo a um lugar de destaque na nova era da eletrificação e da digitalização. “A Volkswagen precisa de mudar! De evoluir de uma coleção de marcas valiosas com fascinantes motores de combustão interna que impressionam devido à sua engenharia de topo, para uma empresa digital que está focada na mobilidade sustentável.” Foi isto que Diess disse aos acionistas do grupo na reunião anual virtual.

Para o grupo VW, os novos veículos têm de estar em contacto com os clientes, oferecer novos serviços e funções de conforto numa periodicidade semanal, idealmente, diária.

Por isso, “vamos tomar importantes decisões e importantes passos para reorientar o grupo no final de 2020.” O rumor de uma reorganização andava no ar há muito tempo, mas alguns executivos séniores, citados pela revista Automotive News Europe, dizem que o papel das marcas desportivas como a Lamborghini, Bugatti e a Ducati, vai ser revisto, precisamente porque o grupo quer encaminhar-se para o amanhecer da mobilidade elétrica, digital e autónoma.

Volkswagen futuro

O gigante alemão tenta identificar os recursos para acelerar os investimentos no desenvolvimento de plataformas elétricas para as marcas menos impactantes do grupo, numa altura em que já está a gastar milhares de milhões de euros nas marcas mais poderosas como a Volkswagen.

Herbert Diess não quis responder à pergunta sobre a possibilidade de vender a Lamborghini. A marca de Sant’Agata Bolognese acaba de perder o seu CEO, Stefano Domenicalli (que será o novo presidente da Fórmula 1), pelo que o grupo VW pode querer aliviar “carga” e desembaraçar-se da marca italiana.

Igualmente na corda bamba está a Ducati, marca que se destaca por produzir motos de elevadas performances com motores poluentes e barulhentos e que, ainda hoje, não se percebe o que faz no portfólio de marcas do grupo VW. Mas, curiosamente, o CEO da Audi, Markus Duesmann (ex-BMW), que tem a responsabilidade sobre a Ducati, anunciou que o futuro será elétrico.

“Não demorará muito até vermos uma Ducati elétrica!” O que não deixará de ser algo verdadeiramente estranho. Porém, este anúncio tem uma condição: será assim desde que a moto consiga ter uma autonomia comparável à versão de motor de combustão interna. Mas Duesmann está confiante “que o avanço na tecnologia das baterias acabará por tornar isso possível.”

Veremos! 

JMC

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