A indústria de componentes automóveis registou um aumento de exportações no mês de Outubro de 3,6% em relação ao mesmo período de 2019, um valor que é interpretado pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) como a demonstração da capacidade de resiliência do sector, algo confirmado por este aumento registado afinal pelo quarto mês consecutivo.

Referente a Outubro, o volume das exportações de componentes automóveis, após este aumento de 3,6%, situa-se agora nos 964 milhões de euros. Contudo, e apesar do acréscimo, o valor registado não foi suficiente para compensar a queda no acumulado do ano. Aliás, entre Janeiro e Outubro as exportações de componentes de automóveis derraparam 14%, ou seja, o acumulado de Outubro ficou-se nos 6,9 mil milhões de euros, o que significa que foram vendidos menos 1,1 mil milhões de euros ao exterior, em comparação com o ano anterior.

No que se refere aos países de destino das exportações, de Janeiro a Outubro de 2020 e quando comparados com 2019, Espanha mantém-se na liderança com vendas no valor de 2.053 milhões de euros (-3,1%), à frente da Alemanha com 1.485 milhões de euros (-13,3%), da França com 833 milhões de euros (-26,7%) e do Reino Unido com 473 milhões de euros (-33,0%). Na totalidade, estes países representam 70% do total das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Ainda de acordo com os números apresentados pela AFIA, com base nas Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 10 de dezembro pelo Instituto Nacional de Estatística, a queda da produção automóvel na Europa (30%) é duas vezes superior à diminuição das exportações portuguesas de componentes automóveis (14%). Este facto, dá conta esta Associação em nota publicada no seu sítio online, “vem demonstrar claramente a competitividade e resiliência da indústria portuguesa de componentes automóveis.”

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