Sergio Marchionne, antigo presidente executivo da Fiat e “pai” daquilo que é hoje o grupo FCA (Fiat Chrysler Automobiles) morreu esta quarta-feira aos 66 anos, depois de complicações médicas terem resultado de uma intervenção cirúrgica a um tumor no ombro, de que resultou uma embolia que o deixou em coma profundo no Hospital de Zurique, onde veio a falecer.

Apontado como um dos homens mais influentes no mundo automóvel da última década, ele que teve nas suas mãos o destino de marcas como a Fiat, a Lancia, a Jeep, a Maserati e a Alfa Romeo, tendo integrado ainda a Ferrari até 2015, e que retirou o grupo transalpino de um caminho descendente que chegou mesmo a colocar a Fiat à beira da falência em 2004, onde se encontrava quando Marchionne chegou ao construtor, era apontado por todos como um executivo exigente, meticuloso e determinado, tendo conseguido sempre bons resultados produzidos pela forma rigorosa como colocava em prática as suas ideias de gestão.

Nascido em Chieti, Abruzzo, na Itália, Sérgio Marchionne emigrou com a sua família bem jovem, logo aos 13 anos, tendo no seu percurso profissional funções de contabilista na Deloitte, diretor de desenvolvimento de grupo Lawson Mardon e quadro de diversas empresas até ter chegado a presidente executivo da Fiat, em 2004, quando o construtor italiano tinha perdas de mais de seis mil milhões de euros.

Sérgio Marchionne recuperou a Fiat, depois de uma parceria com a General Motors que se revelou particularmente proveitosa para o construtor italiano, acabando este por recuperar o seu fulgor, conseguindo mesmo comprar a Chrysler em 2009, com Marchionne a ser escolhido por aquela altura para liderar o fabricante norte-americano, passando a comandar marcas como a Jeep, a Dodge e a Ram.

Nos últimos tempos, a condição de saúde de Sérgio Marchionne ficou particularmente afectada depois de lhe ser diagnosticado um tumor no ombro, o qual viria a ser fatal na sequência de uma intervenção cirúrgica a que foi sujeito.

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