A notícia é adiantada pelo sítio online brasileiro Motor1 segundo o qual a organizaçção do Salão Automóvel de Genebra, durante muitos anos o primeiro e principal certame automóvel realizado a cada ano no velho continente europeu, poderá vir a desaparecer com a Palexpo SA, a entidade organizadora a equacionar o anúncio de falência pela inexistência de dinheiro para assegurar a respectiva organização do evento para 2021, isto depois da edição do corrente ano ter sido cancelada por via da pandemia de Covid-19.

Depois da edição de 2020 ter sido adiada enquanto foi possível, tendo sido cancelado a sua realização praticamente sobre o dia em que o certame deveria abrir as portas, Sandro Mesquita, o director do certame acabou por dar uma entrevista ao La Tribune de Genéve em que não tentou melhorar a situação deixando claro que se não houver uma solução estabelecida até Setembro existe o risco de liquidação da empresa, havendo mesmo a possibilidade de terem que ser vendidas a marca e as acções da Palexpo SA.

Em comunicado emitido no mês de Maio, a Palexpo SA revelou que tinha de recusar um empréstimo de 16,8 milhões de francos suíços (cerca de R$ 9,6 milhões), solicitado ao cantão de Genebra, pois as condições que o acompanhavam eram "contrárias aos seus estatutos e, em particular, da razão de existir Fundação por mais de 100 anos." Esta publicação pouco detalhada já parecia preparar o terreno para o cancelamento da edição de 2021 do Salão de Genebra, uma vez que o organizador também revelou que seus principais expositores o aconselharam a adiar a próxima edição para 2022.

Os expositores, que são principalmente as fabricantes de automóveis, também enfrentam uma forte crise após o coronavírus e Sandro Mesquita mais uma vez garantiu que seria muito difícil realizar o evento em Genebra em 2021, pois não sabe se a organização da feira irá sobreviver nos próximos meses.Para isso, não há muitas escolhas e as melhores soluções passam pela busca por investidores privados ou por um acordo melhor com o cantão de Genebra, para não ter que responder às condições desejadas pelas autoridades.

Mas o tempo está se esgotando e estamos torcendo para que a reunião feita no dia 22 de junho dê resultado para garantir a sobrevivência do salão dos superesportivos.

A título de curiosidade será importante ter em conta o movimento entretanto criado por alguns construtores de peso de vívulos desportivosnomeadamente a Lamborghini, que decidiram recentemente não terem qualquer interesse em estar presentes em eventos como os Salãos Automóveis como o de Genebra para apresentar os seus novos modelos, preferindo organizar eventos próprios mais particulares, com custos sbstancialmente mais reduzidos que premitirão outra sustentação e uma capacidade mais efectiva de fazer levar os seus novos produtos aos potendiais clientes.

Do Salão De Genebra fica em risco a indicação do Carro Europeu do Ano, nomeação que tem vindo a acontecer nos últimos anos no arranque do certame suíço e que poderá ter que encontrar outro “berço” caso 2221 seja um ano em falso na história do certame helvético.

Resta esperar para saber quanta água irá passar por baixo da ponte até ao início do próximo ano para se saber se aa corrente conseguirá ainda assim levar até ao espaço do Palexpo, em Genéve, os grandes construtores automóveis que pretenderão dar conta de conseguirem manter a melhor pujança posível apesar da pandemia que agora temos aí, havendo a possibilidade real de não haver condições financeiras para que os construtores possam elevar-se da crise que nem Fénix e tenha condições para estar senão na edição do próximo ano, pelo menos em Genebra em 2222. 

JR/LusoMotores

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