A Prolama, entidade conhecida dos amantes do todo-o-terreno pelas conquistas das suas equipas nas provas de todo-o-terreno nacionais e além-fronteiras, com títulos nacionais e internacionais, promoveu no primeiro fim-de-semana de Outubro um passeio TT peculiar, com o propósito de ligar Mafra a Reguengos de Monsaraz. Desde a costa atlântica à zona fronteiriça permitida pela barragem do Alqueva, dois municípios ligados pela paixão pelo barro que acabam por ter um peso peculiar na actividade da Prolama desde há décadas.

Aposta cultural, conhecimento de um Portugal diferente e a afirmação da paixão pelo todo-o-terreno ainda que numa vertente de lazer, permitiu assim uma jornada de aventura e convívio.

Quarenta e cinco veículos com um total de cerca de 130 participantes puderam assim percorrer mais de 350 quilómetros entre Mafra e Reguengos, com 278 quilómetros no primeiro dia, e mais 77 km na manhã e início da tarde do segundo dia, num percurso aqui e ali mesclado com algum alcatrão.

Como nos deu conta Carlos Silva, “há algumas zonas no Alentejo em que as propriedades começam a estar muito fechadas e houve que ir ao alcatrão pontualmente, algo que até permitiu aligeirar o esforço dos participantes e dos próprios veículos.”

Carlos Silva, que com Rui Sousa surgiram desta vez à frente de um evento menos desportivo e mais cultural, em que a vitória de todos foi a criação de laços de amizade entre toda a caravana, quis assim concretizar o sonho de unir num passeio de todo-o-terreno os dois municípios, Mafra e Reguengos de Monsaraz, que em comum têm entre si a atenção que dedicam à arte de trabalhar o barro.

“A Prolama realiza já desde há alguns anos passeios TT para empresas, mas normalmente de curta duração, de 70 a 80 quilómetros. A determinada altura pensámos que faria sentido um passeio de longa duração, para dois dias, em que a caravana pudesse transformar-se de algum modo numa família, e para isso pensámos em ligar Mafra, a minha terra de origem, e Reguengos de Monsaraz, a minha terra por afinidade”, explicou Carlos Silva.

Olhando para o mapa de Portugal, o nosso interlocutor encontrou uma forma de atravessar o país desde a costa atlântica, bem perto da Ericeira, até praticamente à fronteira com Espanha.

“Com os apoios dos municípios de Mafra e Reguengos permitidos de imediato, rapidamente surgiu sobre a mesa um novo desafio: inverter o sentido do passeio ano após ano, motivo pelo qual estamos agora a falar de um Mafra-Reguengos e, muito provavelmente, em 2019 iremos estar a falar de um Reguengos-Mafra”, acrescentou.

Para Carlos Silva, o propósito é avançar para um grande evento anual: “Enquanto os municípios continuarem a apoiar esta iniciativa, num sentido ou no outro, não haverá razões para que termine a aposta neste passeio como a grande iniciativa anual para a Prolama-Aventura, alicerçada em valores culturais, paisagísticos e gastronómicos.”

reportagem: Jorge Reis
com a Consilcar Magazine

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