ElisabeteJacinto-01Elisabete Jacinto terminou esta terça-feira a sua participação no Rali Africa Eco Race 2017 devido a um problema mecânico que surgiu no motor do MAN TGS que foi impossível de solucionar e impediu os portugueses de continuar na prova. Depois de ter cumprido cerca de 70 quilómetros da especial de hoje, a qual era composta por 370 quilómetros cronometrados, a equipa Bio-Ritmo foi confrontada com um princípio de incêndio na zona no motor do MAN TGS de competição. Elisabete Jacinto parou antes de entrar nas dunas do Erg Chebbi para apagar as chamas e verificar os danos sofridos, acabando por verificar que não tinha condições para continuar.

Com efeito, apesar de terem extinguido rapidamente o foco de incêndio, a equipa lusa deu conta de imediato que não havia condições de continuar em prova como relatou a própria Elisabete Jacinto: “Já tínhamos feito cerca de 70 quilómetros de percurso e estávamos no oued que dá acesso ao Erg Chebbi quando a certa altura o Zé se começou a queixar de um cheiro a queimado dentro da cabine. O Marco percebeu que de facto havia qualquer coisa que ardia. Nesse momento, parámos e desligámos o motor.”

“Quando saímos percebemos que havia chamas sobre o motor que estava a derramar óleo. Pegámos nos extintores, apagámos o incêndio e constatamos que tínhamos um problema grave no motor. Chamamos a assistência que veio ter connosco para nos ajudar a resolver o problema. Ainda tínhamos esperança de poder continuar em prova mas passado algum tempo percebemos que de facto a avaria era grande e que não poderíamos continuar. Foi de facto uma grande desilusão para todos nós”, concluiu.

Jorge Gil, gestor da formação Bio-Ritmo, considerou ainda assim que a destreza e experiência da equipa foram essenciais para minimizar os estragos. “O que aconteceu no decorrer da etapa de hoje foi de facto preocupante. Felizmente todos os elementos estavam preparados e conseguiram rapidamente apagar o fogo que deflagrou. Foi o bom senso e eficácia nomeadamente do mecânico Marco Cochinho que permitiu que os danos no nosso MAN TGS não fossem maiores”, referiu.

Os portugueses já estão de regresso a Portugal e deverão, rapidamente, dar inicio à recuperação do camião para começarem a preparar a próxima prova do calendário desportivo de 2017, o Morocco Desert Chalenge agendado para o período entre 16 e 23 de Abril, naquela que será a próxima grande aventura da formação portuguesa.

Fica assim para trás uma prova em que esta equipa tinha grandes e justificadas ambições, assentes no facto de ter ao seu dispor um novo camião MAN TGS cuja preparação para esta prova foi cuidada e que apresentava justificadas capacidades para garantir bons resultados. O azar acabou no entanto por bater à porta da equipa liderada por Elisabete Jacinto, acabando ainda assim por se poder considerar que o desfecho terminou num mal menor já que o camião acabou por ficar a salvo das chamas.

Este episódio terá ainda assim feito recordar piores momentos a Elisabete Jacinto, nomeamente quando, em 2009 o camião então tripulado pela piloto lusa foi consumido pelas chamas na Argentina, naquela que era a 10ª participação de Elisabete no Dakar e que terminou na sequência de uma colisão com o buggy do piloto Yvan Muller, que também foi obrigado a abandonar a prova depois do seu carro ter ardido.

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