201600510239Com o objectivo final centrado na vitória na quinquagésima edição deste Vodafone Rally de Portugal, Kris Meeke limitou-se a controlar a vantagem acumulada até à vitória final . Considerando que o piloto britânico ao serviço da Citroën está apenas a ganhar experiência para o Mundial do próximo ano, enquanto vai participando na definição e evolução do futuro C3 que a marca gaulesa fará alinhar no seu regresso ao WRC já em 2017, e não pontuava nesta prova, levou a que Ogier apenas se preocupasse com as contas do Campeonato do Mundo que lidera.

Mas vamos à história do derradeiro dia da prova lusa, no qual os pilotos fizeram uma dupla ronda aos troços de Vieira do Minho (22,47 km) e ao icónico troço de Fafe (11,19 km). Fafe 2 era considerada a Power Stage, com o benefício de pontos extra para os três pilotos mais rápidos, e encerrava o programa.

Sébastien Ogier não foi feliz em Vieira do Minho. Um furo lento no pneu dianteiro direito acabou por o atrasar, permitindo a subida do seu colega de equipa, Andreas Mikkelsen, à segunda posição. Em Fafe o norueguês forçou o andamento e venceu a classificativa, não perdendo o lugar até Matosinhos. Ogier ainda tentou o ataque, mas acabou por pensar no Campeonato, garantindo o terceiro lugar da geral. Pelo meio ainda venceu a Power Stage, arrecadando os preciosos três pontos extra. Os restantes colegas de equipa, Latvala e Mikkelsen recolheram os restantes pontos, numa boa operação para a Volkswagen.

Para a dupla vitoriosa do Citroen DS3 WRC do Abu Dhabi Total World Rally Team: “Foi um fim de semana quase perfeito para nós. Quero dizer obrigado à equipa e especialmente ao meu engenheiro. Este ano é para ganhar experiência. Tivemos uma boa posição na estrada nos primeiros dias mas não podia fazer mais. O DS3 WRC continua a ser um carro muito bom”. Palavras de um feliz Kris Meeke ao terminar Fafe 2, a última classificativa desta quinquagésima edição do Rally de Portugal.

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Dani Sordo, em Hyundai, terminou em quarto. Eric Camilli deu à Ford um quinto lugar à frente de Jari-Matti Latvala. O melhor dos privados foi Martin Prokop, em oitavo da geral.

Pontus Tidemand ganhou de forma categórica o WRC2 deixando Nicolas Fuchs a 1m28,8s e Marius Aasen, no último lugar do pódio a 3m19,7s. Todos em Skoda Fabia R5.

Simone Tempestini venceu a categoria WRC3. Embora com problemas de suspensão e uma fuga de óleo, Koci ainda assegurou a segundo lugar. Terry Folb foi terceiro.

Com Bernardo Sousa a capotar já bem perto do final da última passagem por Fafe, a vitória no Drive DMack Fiesta Trophy acabou por pertencer ao britânico Osian Pryce.

Miguel Campos terminou como “melhor português”, um resultado que o deixou particularmente agradado até porque era um dos objectivos do piloto. Ainda assim, Campos admitiu que poderia ter ido mais longe, que o mesmo é dizer ter conseguido uma melhor classificação à geral.

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“Estou super-feliz com este resultado, mas tenho consciência de que poderia ter feito um pouco melhor. Ontem ainda cheguei a pensar na hipótese de acabar o rali no pódio dos WRC2 e estive perto, mas neste último dia ao errar na afinação do carro, que deveria estar mais macio, acabei por ser menos eficaz a nível de andamento. De qualquer modo, valeu a pena todo o esforço, porque esta prova é única a todos os níveis”, referiu Miguel Campos.

Um surpreso e extremamente feliz João Fernando Ramos veio a sagrar-se como segundo melhor piloto nacional, após Bernardo Sousa ter capotado, com a consequente desistência.

Cai assim o pano sobre mais uma prova do Mundial de Ralis, e naturalmente mais importante sobre a prova lusa do calendário WRC. Até para o ano!

texto: António Nelas

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