KrisMeeke-05No segundo dia de prova, o Vodafone Rally de Portugal rumou ao Alto Minho, com dupla passagem pelas classificativas de Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo, onde ficou a conhecer um novo líder . Kris Meeke saiu deste dia na frente da classificação geral tirando o melhor partido dos problemas de tracção sentidos por Sebastien Ogier, dificuldades que o próprio piloto francês da Volkswagen já havia antecipado que poderia ter. No intervalo para a segunda passagem nestes troços, os pilotos tiveram a oportunidade para reconhecerem a Porto Street Stage que teria lugar ao final da tarde encerrando o dia, após um total de mais de 132 Km de classificativas.

Kris Meeke/Paul Nagle, em Citroën DS3 WRC, ao saírem na 13ª posição para a estrada, aproveitaram o facto dos pilotos que os precediam limparem os troços permitindo-lhes competir nas melhores condições de aderência, assumindo a liderança da prova ao vencerem os 27,44 Km de Ponte de Lima, amealhando uma vantagem de 3,5 segundos sobre Sébastien Ogier. Ao final da manhã a equipa do Citroen DS3 WRC do Abu Dhabi Total World Rally Team já tinha recolhido um pecúlio de 11,5 segundos para Ogier, enquanto que os seus mais directos opositores: Sordo, Latvala, Paddon e Ostberg se iam queixando de vários problemas...

Contudo, a segunda passagem pelo troço de Ponte de Lima viria a ser madrasta para as aspirações de Paddon e de Tanak. Após uma esquerda rápida o Hyundai teve um ressalto e já não conseguiu fazer a direita, saindo de traseira para a ravina, incendiando o mato com o calor do escape. A equipa saiu ilesa, ao contrário do Hyundai que rapidamente foi consumido pelas chamas. Melhor sorte teve o Ford de Tanak, que se despistou no mesmo local, imobilizando-se um pouco ao lado, numa área já ardida, o que possibilitou o salvamento do Fiesta com a ajuda de um jipe de um espectador.

A classificativa foi prontamente neutralizada para permitir a entrada dos Bombeiros. Meeke, que ainda não tinha iniciado o troço, viu-lhe ser atribuído um tempo pela Direcção de Prova, que se baseou nos cronos obtidos antes da interrupção, mantendo-o na liderança do rali, reforçada com o atraso de Sordo, devido a furo e as problemas de direcção que Latvala vinha sentindo no seu VW Polo R.

Finalizada a dupla ronda pelo Alto Minho, foi tempo da caravana se dirigir ao centro da Cidade do Porto para disputarem a «Porto Street Stage», uma classificativa espetáculo desenhada na zona dos Aliados e arruamentos adjacentes até à zona da Ribeira. Com uma fórmula inovadora, permitiu, no mesmo espaço e praticamente em simultâneo, a realização de duas provas de classificação cuja vitória sorriu aos belgas do Hyundai New Generation i20 WRC, Thierry Neuville/Nicolas Gilsoul,  bastante aplaudido pelos milhares de espectadores, cerca de100 mil, segundo a Organização.

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Terminado este segundo dia do Vodafone Rally de Portugal, a dupla Kris Meek/Paul Nagle, com o Citroën DS3 WRC, chegou à Exponor com uma já confortável vantagem de 31,9 segundos sobre Ogier (VWPolo R) e 37,3 segundos de Sordo (Hyundai i20). No WRC2, Pontus Tidemand comanda com mais de 20 segundos de vantagem sobre Nicolas Fuchs e Elfyn Evans. No JWRC e no WRC3 Simone Tempestini comanda, seguido de Martin Koci e Terry Folb, todos em Citroën DS3 R3.

Campos lidera com Fontes e Salvi de fora

Entre as equipas nacionais, Miguel Campos terminou o dia como melhor piloto português, 21º da geral e 8º no WRC2, isto apesar dos problemas sentidos durante o dia no seu Skoda Fabia R5 devido à ruptura do rolamento da manga de eixo direita do Skoda Fabia, que acabou por provocar fortes vibrações no eixo dianteiro e dificultando as travagens ao piloto famalicense.

Bernardo Sousa manteve a liderança no Drive Dmack Fiesta Trophy, sendo agora o segundo melhor piloto português devido às desistências de Diogo Salvi com problemas no Skoda Fabia R5 e de José Pedro Fontes cujo Citroën começou a acusar problemas de embraiagem.

Contudo, Salvi conta regressar amanhã Prova ao abrigo do Rali 2.

Na prova dedicada aos Clássicos Desportivos os 15 mais rápidos em Lousada ficaram apurados para cumprirem a Porto Street Stage, em que a equipa José Freitas/Marta Neves levou Opel 1204 SL à vitória. Segunda posição para Joaquim Bernardes/Laurinda Alves, em Volkswagen Golf MK1. Filipe Barbosa, acompanhado por Joaquim Costa, em Ford Escort, subiram ao terceiro lugar do pódio. Os vencedores de ontem, em Lousada, Gonçalo Figueiroa/João Marques obtiveram a quarta posição com o seu Ford Escort RS.

Sábado o Vodafone Rally de Portugal terá seis especiais, com duas passagens nos troços de Baião (18,66 km), Marão (26,31 km) e Amarante (37,67 km), o mais longo desta edição 2016.

texto: António Nelas 

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