Miguel Oliveira confirma regresso em IndianápolisO piloto português Miguel Oliveira (KTM) confirmou, esta quarta-feira, que vai regressar à competição no Grande Prémio de Indianápolis de Moto3, agendado para o próximo dia 9 de Agosto , depois de ter fracturado o quarto metacarpo da mão esquerda, no passado dia 10 de Julho, na Alemanha.

“Estou a sentir-me melhor a cada dia. Neste momento, estou a seguir um plano de recuperação que me permite ganhar movimento na minha mão esquerda e força nos dedos. Com a fractura que eu tive, é um bocadinho cedo achar que estou em perfeitas condições para Indy, mas estou a trabalhar arduamente todos os dias para que possa abordar a corrida tão em forma quanto possível”, afirmou o piloto natural de Almada, que representa a Red Bull KTM Ajo.

Após ter vencido na Holanda e em Itália, Miguel Oliveira fracturou a mão nos treinos livres da nona corrida e ocupa actualmente o terceiro lugar do Campeonato do Mundo de Moto3, com 102 pontos, encontrando-se a 88 do britânico Danny Kent (Honda), que segue na liderança, e a 22 do italiano Enea Bastianini (Honda), segundo classificado.

“Enquanto for matematicamente possível, vou continuar a trabalhar com a minha equipa sempre com o título em mente. É verdade que tivemos alguma falta de sorte nalgumas corridas, mas acho que estivemos a muito bom nível em muitos dos grandes prémios e ainda temos nove corridas para lutar pela vitória”, sublinhou o motard luso.

Oliveira lamentou “alguma falta de sorte” por não ter conseguido completar todas as corridas, avaliando positivamente a primeira metade da época, durante a qual a sua KTM “tem estado sempre a rodar na sua performance máxima”: “Estamos todos a correr muito rápido, com tempos por volta mais velozes que os do ano passado. O Danny Kent tem tido vida fácil e agora nós temos que lhe complicar um bocadinho as coisas”.

Fazendo a antevisão das próximas nove corridas da competição, nas quais quer “estar na frente e ganhar”, Miguel Oliveira reconheceu que em alguns dos circuitos consegue “ser naturalmente muito forte”, nomeadamente Silverstone, Misano, Motegi, Phillip Island e Malásia.

“Ficarei muito feliz com a temporada se conseguir lutar pelo título até ao fim e der tudo. Se não ganhar, então pelo menos será porque o vencedor teve uma época brilhante”, concluiu o jovem piloto lusitano.

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