Henrique Chaves e sua equipa não tiveram a sorte pelo seu lado na qualificação para a edição das 24 Horas de Le Mans deste ano, tendo uma bandeira vermelha e a chuva comprometido a posição do Aston Martin número trinta e três na grelha de partida para a corrida de sábado. O jovem português estreia-se esta semana na mais importante clássica de endurance do mundo e até à sessão que definiu a grelha de partida e permitiu aos seis mais rápidos de cada uma das classes passar à Hyperpole, tudo estava a correr bem.

Na sessão de treinos-livres da tarde Henrique Chaves continuou a sua adaptação ao selectivo traçado de La Sarthe, tendo Marco Sorenson, que com Ben Keating acompanha o português no carro número trinta e três, assinado a terceira marca entre os GTE Am, o que deixava garantias de competitividade. Inicialmente, a qualificação até estava a correr de feição aos homens do Aston Martin Vantage AMR da TF Sport, com o dinamarquês a assinar o segundo tempo. No entanto, pouco depois, a marca que garantia a passagem à Hyperpole foi retirada à equipa do piloto de Torres Vedras por ter sido violado os limites de pista durante a sua realização, o que atirou o carro inglês para o final da tabela de tempos.

Durante este processo, Henrique Chaves entrou para os comandos do Aston Martin, melhorando a marca da equipa, mas logo de seguida, a qualificação foi interrompida com bandeira vermelha, não lhe dando a oportunidade de continuar a sua progressão. Quando a sessão foi retomada, a chuva apareceu, o que impediu qualquer esforço para melhorar a posição do carro número trinta e três que, assim, não tomará parte na Hyperpole, arrancando para a corrida de sábado da décima nona posição entre os concorrentes da classe GTE Am, quinquagésimo quinto da geral.

O piloto português esperava mais da qualificação, admitindo que as circunstâncias não estiveram a favor da sua equipa. “Não tivemos a sorte do nosso lado. Claro que o facto de termos violados os limites da pista é responsabilidade nossa, mas depois a bandeira vermelha e a chuva impediram-nos de melhorar a nossa situação. Acabou por ser o meu tempo a contar para a nossa posição, que foi feito com pneus usados e com muita gasolina no carro, dado que o plano não passava por realizar tempos. Sabemos que tínhamos andamento para ir à Hyperpole, mas qualquer das formas, esta é uma corrida longa e a posição ao início não é assim tão importante”, sublinhou Henrique Chaves.

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Apesar da posição à partida aquém das expectativas, o jovem de Torres Vedras não desarma e mantém os objectivos ambiciosos para a sua estreia nas míticas 24 Horas de Le Mans. “Numa prova de 24 horas a posição à partida não é determinante para o resultado final, portanto, tudo está muito longe de estar perdido e a vitória continua a estar no nosso horizonte. Teremos de ser cuidadosos nos ‘stints’ iniciais para recuperarmos posições consistentemente e de forma segura. Continua a ser importante evitar problemas e penso que, se seguirmos o plano delineado no final da prova poderemos estar a lutar pela vitória”, sublinhou Henrique Chaves.

Na segunda sessão de treinos-livres, que foi realizada ao final da noite, os pilotos do Aston Martin Vantage AMR da TF Sport continuaram a trabalhar nas afinações de corrida, tendo o português realizado o décimo terceiro crono do serão, a 1,008s do mais rápido, o que diz bem da competitividade que se vive na classe GTE Am.

Esta quinta-feira realizar-se-ão mais duas sessões de treinos-livres (14h00 e 21h00) e a Hyperpole (19h00), sessão que definirá a pole-position de cada uma das classes. No sábado disputar-se-á o Warm-Up (9h30) sendo dado o início da grande corrida às 15h00. Toda a acção poderá ser seguida em directo nos canais do Eurosport.

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