A correr em casa, Alexandre Camacho e Pedro Calado foram soberanos no Rali Vinho Madeira, garantindo o triunfo naquela que foi a 60ª edição da clássica prova madeirense. Assumindo desde cedo a liderança da prova, logo nas primeiras especiais, superando Bruno Fernandes que ganhara a Super-Especial e que por via disso foi o primeiro líder da prova, a verdade é que Alexandre Camacho apenas por uma vez foi batido pelo espanhol “Pepe Lopez”, recuperando a liderança da prova logo depois das especiais de sexta-feira de manhã, para não mais a largar.

Camacho iguala assim o recorde de Américo Nunes ao vencer pela terceira vez consecutiva a prova organizada pelo Club Sports Madeira, merecendo em absoluto os imensos aplausos recebidos do público madeirense que deu conta da paixão que mantém relativamente ao desporto automóvel.

Vencedor de 13 das 19 classificativas, Alexandre Camacho, em Skoda Fabia R5, dominou a 60ª edição da clássica madeirense, bateu vários recordes, e obteve um triunfo plenamente justificado, consolidando deste modo a primeira posição no Campeonato da Madeira de Ralis Coral.

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O maior opositor do piloto madeirense acabou por ser “Pepe” Lopez, piloto que, liberto de qualquer pressão em termos de campeonatos, pôde arriscar, apesar do menor conhecimento do percurso chegando mesmo a passar pelo comando do evento tirando o melhor partido das boas notas retiradas na preparação da prova, nomeadamente quando todos os pilotos tiveram como adversário o cerrado nevoeiro que “visitou” os troços do Rali Vinho Madeira, prova que uma vez permitiu para os pilotos o contacto com condições climatéricas particulares, vivendo em dois dias as quatro estações do ano sem que se possa falar das alterações climáticas do globo mas tão só da realidade permitida pelo clima na sempre magnífica ilha da Madeira.

O lugar mais baixo do pódio ficou na posse de Bruno Magalhães, em Hyundai i20 R5, o primeiro líder deste Rali Vinho Madeira que, por força de se ter debatido com várias dificuldades nomeadamente ao nível da prestação dos pneus, não conseguiu imprimir o mesmo ritmo que os dois pilotos da frente.

Todavia, este terceiro lugar para Bruno Magalhães tem um sabor muito especial já que o piloto de Lisboa conseguiu, apesar de tudo, a sua primeira vitória do ano no que ao Campeonato de Portugal de Ralis diz respeito, isto porque nem Alexandre Camacho nem “Pepe” Lopez pontuaram para esta classificação.

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Atrás dos homens do pódio, a quarta posição foi para Miguel Nunes que só se sentiu à vontade no último dia de competição, sendo que cedo se instalou numa posição que, com a desistência de Giandomenico Basso, um dos grandes nomes que estiveram à partida desta 60ª edição do Rali Vinho Madeira, acabaria por valer para Miguel Nunes o quarto posto final.

Na quinta posição da geral terminou José Pedro Fontes, em Citroen C3 R5, ele que realizou uma prova a pensar no campeonato nacional mas ainda incluiu o seu nome na lista de vencedores de provas especiais ao ganhar na derradeira especial da prova. Conseguiu deste modo José Pedro Fontes, com Inês Ponte como navegadora, o segundo lugar para o Campeonato de Portugal de Ralis.

Também em Citroen, e apesar das muitas dificuldades sentidas ao longo da prova, João Silva conseguiu terminar no sexto posto final, à frente do campeão nacional Armindo Araújo, presente na Madeira a pensar na recolha de pontos para o Campeonato de Portugal de Ralis. Miguel Barbosa cortou a meta no oitavo posto, usufruindo do infortúnio de Pedro Paixão que, após uma prova de recuperação após um furo na PE 2, ainda perdeu uma roda na última classificativa do rali. Pedro Meireles encerrou o "top ten".

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