RafaelLobatoO Campeonato Nacional de Velocidade chegou ao final no Autódromo do Estoril, num fim-de-semana em que o azar bateu à porta da Speedy Motorsport impedindo a dupla Pedro Salvador e Rafael Lobato de alcançarem o título devido a um problema momentâneo na caixa de velocidades do Norma, quando se encontravam na liderança do CNV. Chegados à derradeira prova no comando e com vitórias em quatro das oito corridas disputadas, a dupla de pilotos previa uma corrida táctica já que esta teria características únicas. Tratando-se de uma corrida de 2 horas com classificação no final da 1ª e 2ª horas, a primeira parte seria determinante para o resultado final e qualquer problema condicionaria a totalidade da prova.

Nos treinos livres a Speedy Motorsport dominou os acontecimentos, o que era um bom prenúncio para a qualificação, também ela diferente do habitual. Tudo se decidia numa sessão única de uma hora com a classificação a ser determinada pela média dos melhores tempos dos dois pilotos. No final da qualificação eram os mais rápidos do CNV e sextos da geral. No entanto, algum tempo depois, a Direcção de Prova decidiu retirar o melhor tempo de Rafael Lobato por ter sido obtido sob bandeiras amarelas, tendo a equipa caído para o segundo lugar do CNV e oitavo da geral.

No arranque da corrida decisiva, Pedro Salvador colocou-se de maneira brilhante no seio do pelotão de 31 carros e chegou à curva 4 já no 3º lugar da geral. Pouco depois sobe para segundo e assim se mantém durante várias voltas, sempre com uma margem confortável para os seus perseguidores. Com apenas 10 minutos de prova acontece o golpe de teatro e o Norma entra nas boxes com a caixa de velocidades encravada em 4ª. Apesar de todos os esforços da equipa em reparar a avaria, nada do que tentam resulta e Pedro Salvador regressa á pista em condições de Safety Car.

Com um atraso de 7 voltas para os primeiros, o problema de caixa resolve-se espontaneamente algum tempo depois e Salvador regressa ao forte ritmo que o caracterizou no início. No entanto, já pouco havia a fazer e a classificação à primeira hora de corrida chegou com a equipa no 3º lugar do Campeonato.

Pouco depois é feita a troca de pilotos e Rafael Lobato passa para o volante, continuando a estratégia de ataque para recuperar o enorme atraso e esperar que os adversários tivessem algum problema que os atrasasse. Assim aconteceu com a desistência de um deles, mas não com aquele que era o mais directo adversário. Conseguiu assim subir para o 2º lugar e obter o ponto adicional da volta mais rápida da corrida, que no entanto foi insuficiente para alterar o desfecho final nas contas do Campeonato.

No final, o desfecho não foi o melhor mas a equipa assumiu-se orgulhosa pela performance alcançada nesta época de estreia em que esteve na luta pelo título até ao final da última prova.

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