Parente prejudicado por problemas técnicos em SpaO piloto português Álvaro Parente (McLaren) teve, no fim-de-semana, um início das 24 Horas de Spa-Francorchamps prometedor, tendo a dada a altura liderado a corrida , mas algumas contrariedades acabaram por o atrasar definitivamente, vendo a bandeirada de xadrez no 10º lugar da classe Pro Cup e na 18ª posição da geral.

Parente, que fez equipa com Bruno Senna e Adrian Quaife-Hobbs aos comandos do McLaren 650S número 59, arrancou bem para o enduro belga, assumindo rapidamente o segundo posto, no encalço do outro carro de Woking, mostrando-se ambas as máquinas britânicas extremamente competitivas nas condições difíceis que a pista apresentava devido à chuva que se abateu consistentemente sobre o majestoso traçado das Ardenas.

Álvaro Parente chegou mesmo a passar pelo comando da corrida, mantendo-se com os seus colegas de equipa na luta pelas posições do pódio durante longas horas. Contudo, de madrugada, algumas dificuldades técnicas acabaram por atrasar o carro número 59: primeiro um problema de travões que causou o despiste de Bruno Senna e depois uma contrariedade electrónica.

Com muito tempo passado nas boxes, a classificação final acabou por se ressentir, tendo o piloto luso e os seus colegas de equipa cruzado a linha de meta no 18º lugar da geral e 10º da classe Pro Cup.

“O McLaren 650S estava muito competitivo com a pista molhada e isso pôde verificar-se com a facilidade com que passámos para o comando e nos distanciámos dos nossos perseguidores. Mesmo com o asfalto seco, depois de alguns problemas de pneus que resolvemos, estávamos rápidos e com um bom ritmo. Foi por isso frustrante sentir as questões técnicas que nos atrasaram, uma vez que penso que poderíamos terminar num excelente lugar”, comentou Álvaro Parente.

Apesar do resultado que ficou aquém do andamento evidenciado pelo McLaren 650S número 59, o português mostrou-se confiante de que a prova deste ano será determinante para o futuro: “Quando chegámos aqui, sabíamos que teríamos um andamento capaz de nos permitir lutar pelas posições cimeiras e foi isso que pudemos verificar desde a qualificação até ao final da corrida: passámos pelo comando e fomos rápidos em diversas condições de pista. O nosso objectivo passa sempre por discutir as primeiras posições, o resultado não reflecte o nosso potencial, mas retirámos muitos ensinamentos para o futuro e tenho confiança de que a McLaren GT e a Von Ryan Racing, com a nossa ajuda, a dos pilotos, vão encontrar as soluções para nos tornar ainda mais fortes”.

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