Leal dos Santos satisfeito na chegada a DacarO piloto português Ricardo Leal dos Santos (Nissan) terminou, este domingo, a etapa de consagração do Africa Eco Race na terceira posição, fechando a prova no 12.º  lugar da geral dos automóveis, que foi ganha pelo cazaque Kanat Shaginov. Na tabela conjunta com os camiões, o piloto luso concluiu este rali no 15.º posto, imediatamente atrás da compatriota Elisabete Jacinto (MAN), que foi terceira posicionada nos camiões.

Acompanhado pelo navegador brasileiro Maykel Justo e aos comandos da Nissan Navara V8 inscrita pela equipa BAMP, Leal dos Santos chegou a Dacar depois de ter percorrido os 24 quilómetros da mítica especial disputada em torno do Lago Rosa. Foi a quarta vez que o piloto luso alcançou a capital do Senegal no final de uma grande maratona de todo-o-terreno, depois de o ter feito em 2005, 2006 e 2007, sendo que em 2006 ali chegou como vencedor da Categoria Solo.

À chegada ao pódio, depois de cumprir a especial que arrancou na areia da praia banhada pelo Oceano Atlântico, Ricardo Leal dos Santos mostrou satisfeito por ter concluído a prova: “É uma enorme satisfação estar aqui neste lugar tão carismático para os apaixonados pelo todo-o-terreno e depois de ter cumprido uma das mais duras competições de todo-o-terreno, senão mesmo a mais dura de todas em que participei”.

“Esta prova teve para nós duas faces distintas. Uma menos positiva que aconteceu nos primeiros dias de corrida em que um problema no sistema de embraiagem motivado por lixo que entrou e que tornou a detecção do problema bastante complicada e que prejudicou definitivamente as nossas ambições desportivas. E outra muito positiva, que nos deu excelentes indicações, na medida em que, ultrapassado esse problema, passamos a ser regularmente dos carros mais rápidos em prova”, comentou o piloto da equipa BAMP.

A dureza extrema da prova mereceu ainda da parte de Ricardo Leal dos Santos uma referência final: “Na minha carreira desportiva, enfrentei sempre muitos e grandes desafios. Este foi mais um deles. Foi um Dakar à moda antiga, onde tivemos de nos superar para ultrapassar enormes dificuldades. Se por vezes isso nos impediu de sermos mais bem-sucedidos desportivamente, por outro lado deu-nos um enorme prazer já que, com a ajuda impecável do Maykel e o trabalho dedicado e muito eficaz de toda a nossa equipa de assistência, podemos juntar ao nosso palmarés mais uma participação plena numa grande maratona de todo-o-terreno”.

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