Leal dos Santos supera obstáculos em solo africanoO piloto português Ricardo Leal dos Santos (Nissan) viu-se obrigado, esta terça-feira, a superar diversos obstáculos durante a sétima etapa do Africa Eco Race , recordando assim momentos que caracterizaram as suas participações no velho Rali Dakar, disputado em solo africano.

A participação de Leal dos Santos nesta prova de todo-o-terreno está ser um verdadeiro regresso às origens. As suas duas últimas participações no Dakar que se disputou em África foram feitas a solo e com enormes aventuras à mistura. Embora desta vez conte com Maykel Justo como companhia, Ricardo Leal dos Santos reviveu muitas das contrariedades, emoções, sofrimentos e momentos de grande satisfação na etapa desta terça-feira do Africa Eco Race, onde temeu ver a sua participação terminar.

“Estamos de novo com o mesmo problema de embraiagem que já se tinha manifestado no início deste rali, mas agravada agora pelo facto de não ser uma avaria normal, nem identificável, pelo menos para já. Ficamos com a sensação que a embraiagem em grande esforço e temperaturas altas deixa de funcionar porque, depois de estarmos algum tempo parados, ela às vezes volta ao normal. Mas há situações muito estranhas no seu funcionamento”, relatou o piloto luso.

Leal dos Santos supera obstáculos em solo africano

“Hoje [terça-feira] foi um Dakar à moda antiga. Começamos por ter de cavar numa zona em que ficámos atascados, depois foram os constantes problemas de embraiagem em zonas de dunas onde isso é «proibido» acontecer. A última coisa que queríamos era ter de ficar no meio do nada. Até tivemos direito a escoltar militar e tudo! Também eles não queriam que nós lá ficássemos”, comentou Leal dos Santos.

“Desportivamente estamos afastados de uma boa classificação, pelo que temos de viver a aventura e nesse aspecto a relação com o Maykel tem sido fantástica. Temos funcionado na perfeição”, destacou Ricardo Leal dos Santos, à chegada a Azougi, depois de ter cumprido parte do percurso da especial por estrada.

A etapa desta quarta-feira leva a caravana do Africa Eco Race até Chinguetti, onde se inicia a oitava especial do rali. Nesta jornada, que liga aquela cidade a Amati, serão disputados 377 quilómetros ao cronómetro em pisos muito variados. Para o final da especial fica reservada a travessia de uma grande secção de dunas, enquanto o final do dia de competição ocorrerá não muito longe de Atar.

 

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