O piloto Mário Patrão apresentou hoje no edifício da Caixa Central do Crédito Agrícola, a sua participação naquela que é a prova rainha de todo-o-terreno. Patrão, natural de Seia, vai disputar o Rali Dakar aos comandos de uma KTM450 Rally integrando a equipa oficial da KTM Factory Racing, equipa que venceu a prova nas últimas 17 edições e com a qual o piloto cumprirá a sua sexta participação na prova sul-americana, a disputar de 6 a 17 de Janeiro, desta feita integralmente no Peru.

Para o piloto recordista em títulos nacionais de todo-o-terreno conquistados em moto, e que este ano se sagrou vice-campeão nacional da modalidade, disputar o Rali Dakar inserido na equipa de fábrica austríaca vencedora das últimas 17 edições “é uma honra, isto depois de, em 2018, ter vencido o Maroc Desert Challenge, tendo sido 2º classificado na Taça do Mundo de Bajas e Campeão Nacional de TT.

Mário Patrão viveu assim um ano de muito empenho, mas garante que depois de todas estas metas sente-se “física e psicologicamente preparado para este desafio” para o qual garante ter trabalhado todo o ano. “Sinto-me honrado em poder integrar a equipa oficial da KTM. A nível internacional venci o Marocco Desert Challenge, fui 2º na Taça do Mundo de Bajas e 2º no Panafrica Rally e disputei ainda, já na equipa KTM, o Rali de Marrocos. Em Portugal disputei os Campeonatos Nacionais de Todo-o-Terreno e de Rally Raid tendo sempre como grande objetivo preparar para o Dakar””, revela. 

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Mário Patrão venceu a Classe Maratona do Dakar 2016

Em 2016 Mário Patrão conquistou a classe maratona num Rali Dakar que completou no 13º lugar absoluto. Para este ano, “a sua missão a nível individual é melhorar essa classificação. “Temos noção que o Dakar é uma prova extremamente exigente e dura, mas quero ajudar a minha equipa a renovar o título que já conquistou por 17 vezes. Tenho os meus patrocinadores comigo. Houve novamente um investimento enorme de modo a poder estar o mais bem preparado possível para este grande desafio que é o Dakar. Foi difícil reunir todos os apoios e patrocínios de modo a conseguir estar à partida para a prova rainha do TT e poder integrá-los numa das maiores equipas do mundo, mas conseguimos. Sem os meus patrocinadores nada disto seria possível””, afirma o piloto de Seia. 

A edição 2019 do Rali Dakar terá a capital peruana, Lima, como cenário da partida e da chegada, para uma edição que vai contar com um total de 5.000 quilómetros, três mil dos quais cronometrados, de um percurso em que 70% será preenchido por dunas. ““Não estou em crer que por serem menos dias de competição que a corrida seja menos dura porque acredito que o objetivo da organização seja que os pilotos se mantenham em corrida”, afirma.

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“Acredito que a exigência se mantém elevada e vão continuar a ser muitas horas em cima da mota, muitas vezes em condições extremas e a necessidade de superação vai fazer-se sentir algumas vezes. Recordo-me que em 2013 as etapas do Peru foram muito difíceis. quero entrar com alguma cautela, sem arriscar demasiado, para terminar a prova com a mota em boas condições, estar bem fisicamente para poder dar o meu melhor como sempre tento fazer. Creio que se optar por cumprir estas ideias os resultados aparecerão””, conclui o piloto português.

A defender as cores da Caixa de Crédito Agrícola uma vez mais, numa associação desta entidade que uma vez mais se repete em redor do desporto e do todo-o-terreno em particular, Mário Patrão tem neste patrocinador um acérrimo impulsionador da ambição de um bom resultado. Isso mesmo, aliás, ficou claro pelo desejo expresso por Licínio Pina, presidente do grupo Crédito Agrícola: “Assim como o Crédito Agrícola quer ser o melhor nos seus mercados, desejamos que o Mário Patrão seja o melhor no motociclismo”!”

©LusoMotores / Jorge Reis

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