Hélder Rodrigues faz balanço positivo do DakarO piloto português Hélder Rodrigues (Yamaha) fez, esta terça-feira, um balanço positivo da sua participação na edição de 2016 do Rali Dakar , apesar de admitir que ambicionava, à partida, alcançar um resultado melhor.

"Tive que andar um dia e meio com uma luxação no ombro, não era muito grave, mas foi difícil atacar. A partir dali, comecei a recuperar. A mota nunca teve nenhum problema até ao final. É claro que não é o resultado que eu queria, queria melhor, mas temos de ser realistas, é um projecto no primeiro ano e não é fácil fazer melhor", afirmou o “motard” luso, à chegada ao Aeroporto de Lisboa.

Depois de já ter sido terceiro classificado da geral das motos em 2011 e 2012, Hélder Rodrigues venceu a 12.ª e penúltima etapa do Dakar 2016 e foi terceiro da tabela geral, tendo referido que, no final da primeira semana de prova, ainda tinha hipóteses de ganhar a competição.

"No final, foi bom fazer um quinto lugar, vencer uma etapa e fazer três terceiros foi um bom resultado para mim. Se as coisas na segunda semana corressem bem, podia ter passado para a frente do Dakar. Ia partir a 30 minutos do primeiro no dia em que fiz a luxação e podia ter passado para a frente, porque o Dakar é uma corrida imprevisível", comentou o piloto lusitano da equipa oficial da Yamaha, explicando que nem tudo correu de feição, nomeadamente as mudanças de temperatura, que acabaram por afectar as suas prestações.

Hélder Rodrigues faz balanço positivo do Dakar

"A minha forma física era boa, mas eu ao não ter o baço com o acidente há oito anos tenho sempre esse problema. Com uma mudança de temperatura sou mais frágil. Acontece-me sempre antes do Dakar, fico com gripe e isso é uma coisa onde tenho de melhorar, que tenho de alterar", sublinhou.

Abordando as críticas que têm sido feitas à organização do Rali Dakar 2016, Rodrigues apontou a desistência do Peru de ser um dos países organizadores da prova como uma das razões para os problemas registados este ano: "As coisas têm evoluído muito no Dakar em termos de equipas e patrocínios, em termos de tudo. A organização, este ano, teve alguma dificuldade, mas não podemos criticar porque, ao desistir o Peru a seis meses de começar, era difícil de organizar. Acho que a organização tentou fazer o melhor possível, tal como nós, que só tivemos nove meses para preparar a mota. Eles se calhar só tiveram seis ou sete meses para preparar o Dakar e isso não é possível".

Apesar de não ter alcançado o resultado ambicionado na edição de 2016 do Rali Dakar, Hélder Rodrigues deixou clara a ambição de conquistar o Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno ao serviço da Yamaha.

Hélder Rodrigues faz balanço positivo do Dakar

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