Qualidade, conforto no habitáculo por força das dimensões superiores, design renovado, exclusividade, muita tecnologia e uma “assistente de bordo”, assim se pode resumir este Mercedes-Benz Classe A introduzido no mercado luso no final do primeiro semestre do corrente ano...

Tido como o modelo de acesso à gama de produtos da germânica Mercedes-Benz, o Classe A continua a ser, também por isso, um caso sério de sucesso, situação ainda mais evidente em Portugal desde o passado mês de Maio quando o mercado luso recebeu a quarta geração de um modelo que continua a convencer, e por via disso, naturalmente, a vencer.

Construído sob uma nova plataforma designada MFA2, o novo Classe A praticamente não mexeu nas proporções da geração anterior, ainda que seja agora mais comprido em 13 centímetros para alcançar um comprimento efectivo de 4,42 metros. A distribuição desta medida resulta, por exemplo, em mais três centímetros entre eixos (2,73 metros), o que veio contribuir uma melhorada habitabilidade nos lugares traseiros para os quais a acessibilidade surge agora igualmente mais fácil.

Ainda por via das novas medidas do Mercedes-Benz Classe A, também a bagageira vâ agora a sua capacidade aumentar 29 litros para os 350 litros na configuração de cinco lugares, para um espaço cujo o acesso ficou melhorado, com a abertura do portão a ganhar 20 centímetros e o comprimento do piso 11,5 cm, beneficiando com isso o utilizador que consegue gerir o espaço de carga com maior facilidade e eficácia, sem que o automóvel saia em nada prejudicado nas suas linhas discretas e fluidas.

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O novo design deste quarto Mercedes-Benz Classe A acaba por convencer praticamente à primeira vista, porque não fugiu em demasia a uma imagem já conhecida, mas conseguiu ainda assim melhorar aproximando este modelo das linhas de outras propostas da marca de Estugarda até de segmentos superiores e porventura menos acessíveis até do ponto de vista financeiro.

Ficha Técnica (Classe A 180 d)

Motor

- Quatro cilindros em linha com injecção directa, turbocompressor de geometria variável e intercooler
- Cilindrada: 1.461 cc
- Potência máxima: 116/4.000 cv/rpm
- Binário máximo: 260/1.750-2.500 Nm/rpm
- Transmissão: Dianteira, com caixa automática 7G-DCT de sete velocidades

Prestações e consumos 
- Aceleração: 0-100 km/h: 10,5 s
- Velocidade máxima: 202 km/h
- Consumos urbano/extra-urb/misto: 4,7/3,9/4,5 l/100 km
- Emissões de CO2: 118 g/km

Dimensões e pesos

- Comprimento/Largura/Altura: 4,419/1,796/1,440 mm
- Distância entre eixos: 2,729 mm
- Largura das vias (fr/tr): 1.567/1.547 mm
- Peso: 1.375 kg
- Capacidade da bagageira: 370/1.200 litros
- Depósito de combustível: 43 litros

Preço: 32.450 €

Antes ainda de darmos conta das sensações ao volante, que podemos dizer desde já que foram particularmente agradáveis, será importante assinalar a boa impressão que a imagem deste Classe A permitiu, apresentando agora conjuntos ópticos dianteiros com faróis mais pequenos e rasgados, grandes entradas de ar e uma grelha mais larga na qual se evidencia ainda mais a estrela de três pontas. Na retaguarda, a separação dos farolins deixa uma sensação de maior largura, para todo um conjunto de indicadores que apontam no Classe A medidas maiores e habitabilidade melhorada. Aliás, quando entramos a bordo deste novo Mercedes-Benz Classe A damos conta de estarmos mesmo num modelo distinto, por força dos materiais e acabamentos com tratamento "premium". 

Nunca mais viaje sozinho!

A bordo do Mercedes-Benz Classe A, o grande destaque vai para a... Mercedes! Em termos práticos falamos do novo sistema MBUX (Mercedes-Benz User Experience), sem dúvida uma das novidades no interior do Classe A, que se destaca na presença de um painel digital táctil de grandes dimensões mas, mais do que isso, nas capacidades de interactividade que este sistema vem permitir entre condutor e automóvel, através de um diálogo que pode acontecer em português com a máquina a responder às solicitações que lhe forem feitas de viva voz. Em termos práticos, a condução deste novo Classe A passa a ser apoiada por uma assistente, a Mercedes, que responde gentilmente a um simples “olá Mercedes”, questionando sobre o que pretende o condutor ou quem solicite o apoio deste sistema MBUX.

Convém no entanto, a propósito deste sistema, chamar a atenção para a capacidade de resposta do mesmo, que nem sempre distingue o que possam ser pedidos de apoio de meras conversas mantidas a bordo do habitáculo, acabando este sistema MBUX por ser, por vezes, demasiado intrusivo. Com crianças a bordo, por exemplo, a presença desta “assistente de bordo” pode levar a que os mais pequenos apelem à sua intervenção por tudo e por nada, isto já para não falar do que pode acontecer se tiver mesmo a bordo do Classe A uma amiga chamada... Mercedes.

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Este sistema MBUX, que para já ainda não está presente na variada gama de produtos da Mercedes-Benz, chegará lentamente a todos os veículos desta marca de Estugarda, permitindo um novo patamar de interactividade entre o condutor e o automóvel através do diálogo, transformando esta “assistente de bordo” em uma companhia virtual do condutor com quem este pode manter conversas básicas, mas também efectuar pedidos de orientação para o destino, indicações de endereços, ligações telefónicas, escolhas de música e temperaturas a bordo, e até a luz ambiente que pode ser pretendida no habitáculo.

Será importante dar conta de que o MBUX revela-se capaz de tornar o novo Classe A mais inteligente, isto porque em cada dia aprende algo mais e, sobretudo, conhece melhor o seu condutor. Memoriza as suas canções favoritas e o caminho para o trabalho, reconhece as emissoras de rádio certas com base nos hábitos de quem conduz, ou indica um caminho mais rápido caso se depare com o congestionamento habitual. A par deste sistema MBUX, um amplo ecrã incorpora o painel de instrumentos e o "display" central, encontrando-se as mais recentes tecnologias disponíveis, de série ou em opção.

Motores partilhados

Para o novo Mercedes-Benz Classe A estão disponíveis dois blocos a gasolina, nomeadamente um motor de quatro cilindros com 1.4 litros e 163 cv, desenvolvido pela Mercedes e que pode ser encontrado também no Renault Scenic, um motor que equipa o A 200 dotado de um sistema que desactiva o segundo e terceiro cilindros para reduzir os consumos. Já o segundo motor a gasolina é um quatro cilindros de 2.0 litros (224 cv e 350 Nm) que vem equipar o Mercedes-Benz A 250.

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Ainda a propósito de motores, e porque o mercado português continua a ser dominado pelos blocos a gasóleo, também a Mercedes-Benz permite um motor diesel, nomeadamente para o Classe A 180 d, com um motor de origem Renault, o 1.5 DCi, capaz de permitir 116 cv para um binário máximo de 260 Nm, o motor que equipou a unidade por nós testada. A caixa de velocidades automática 7G-DCT de dupla embraiagem e sete relações que equipa este A 180 d revelou-se ajustada e sempre capaz, ajudando ao conforto para o condutor.

No horizonte médio da marca alemã, o Classe A deverá permitir à Mercedes-Benz a comercialização de uma variante híbrida, ainda uma versão totalmente eléctrica e uma variante AMG para emoções naturalmente mais fortes, tudo num modelo perfeitamente integrado na família de compactos da Mercedes-Benz, do qual o construtor comercializou desde Março de 1997 mais de três milhões de unidades em todo o mundo. O sucesso tem todos os ingredientes para se manter... e aumentar!

ensaio: Jorge Reis

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