Kia-JoaoSeabra01Ao aproximar-se do fim a entrevista do LusoMotores a João Seabra, Director-Geral da Kia em Portugal, fica cada vez mais evidente o bom momento da marca no mercado global, e o caminho positivo que tem trilhado entre nós.

Começando por dar conta dos lançamentos imediatos de novos modelos da Kia no mercado nacional, com o destaque natural a ir para a nova geração do Kia Cee'd, João Seabra destacou a estabilidade que se prevê para a estrutura da marca em Portugal, antecipando ao mesmo tempo alguns problemas para as redes de retalho do sector automóvel em geral, que poderão passar uma contração por força da realidade económica adversa vivida actualmente em Portugal.

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Apontando para Outubro o lançamento do Kia Cee'd, a realizar de uma forma conjunta para as carroçarias de cinco portas e SW - a versão de três portas, que deverá manter a denominação S-Coupé -, João Seabra justifica "algum atraso" no lançamento do Cee'd pela necessidade de contenção de custos. Segundo este responsável da Kia Portugal, não se justificava fazer dois lançamentos quando a versão mais importante para o mercado português apenas chegará efectivamente só no final do ano, o que justificou o momento escolhido para a introdução do novo Cee'd em Portugal.

Ainda a propósito da nova geração do Kia Cee'd, e sobre a mais do que provável manutenção da denominação de S-Coupé para o novo Cee'd de três portas, João Seabra lembrou que pela dimensão e história da Kia, ainda é necessário associar determinados códigos aos modelos da marca coreana para que o público identifique as propostas do construtor coreano.

Partindo da análise à prestação da Kia em Portugal no corrente ano, que não hesita em apontar como um "ano de retoma", até porque a marca coreana está a conquistar quota de mercado, o nosso interlocutor defende que o mercado português em 2013 "não será muito diferente do que é este ano". "No próximo ano continuaremos a ter um produto fantástico, novo, mas continuaremos a lutar num mercado que é muito pequenino. Acredito, ainda assim, que a nossa quota de mercado, em viez de três, possa ser de quatro por cento", disse.

A crise económica no País não irá obrigar à contração da equipa da Kia Portugal, que se resume a 15 pessoas numa estrutura ponderada que está "nos mínimos, tanto para vender 3.000 carros como para vender seis ou sete mil". Ao nível da rede de retalho, João Seabra assume as dúvidas que diz ter sobre a capacidade de manutenção o número de pontos de venda: "Se o mercado português se mantiver nas 100 a 120 mil unidades - olhando para os mercados de ligeiros de passageiros e de comerciais ligeiros -, tenho dúvidas que as actuais redes de distribuição se aguentem todas, e terá que haver, no mínimo, uma redução de 30 por cento em todos os pontos de vendas e operadores das marcas todas".

"A diminuição do mercado é tão grande que haverá determinados pontos do País onde dificilmente se justificará haver concessões de qualquer marca. Haverá por isso operadores que terão que encerrar, e se calhar, daqui a três anos, não haverá condições para haver representantes de todas as marcas em todas as capitais de distrito", antecipou este responsável para quem a nova realidade económica poderá afectar os mais diversos sectores e não apenas o mercado automóvel: "A mudanças não afectarão apenas este ou aquele sector mas tudo... é em tudo!"

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A entrevista de João Seabra para o LusoMotores, aqui publicada no quarto e último bloco, e cuja divulgação começou esta terça-feira, será publicada no próximo sábado em versão integral.

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