Opel-Corsa-30aniversario-04A ARAN propôs ao ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, um desagravamento fiscal nos carros dos segmentos mais baixos e nos comerciais, compensado por aumentos nos segmentos mais elevados.

“Vimos propor que no Orçamento do Estado para 2013, o ISV dos automóveis dos segmentos A, B e, eventualmente, C, balizados pelo preço base, sofram uma diminuição deste imposto. Em contrapartida, o ISV dos segmentos mais elevados, que mais divisas obrigam a sair para o estrangeiro, poderia ser agravado”, refere a carta assinada pelo presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN), António Teixeira Lopes.

Para a ARAN, o agravamento dos impostos nos segmentos mais caros seria um mal menor, pois iria atingir um segmento cuja decisão de compra é menos influenciada pelo factor preço. Neste âmbito, a entidade lembrou que, de Janeiro a Setembro de 2012, as vendas de automóveis ligeiros de passageiros caíram 39,7%, com marcas Premium como a BMW, a Audi e a Mercedes-Benz a ficarem no “top 10” das vendas nacionais, registando quebras significativamente inferiores às do mercado.

RenaultTwingo2012-03 250“Estamos em crer que seriam vendidos mais automóveis, ajudando não só aqueles que se dedicam à sua comercialização, como permitindo aos portugueses adquirir viaturas novas, melhorando a segurança rodoviária. Também entendemos que as divisas que sairiam do país pouco ou nada aumentariam, pela diferença significativa dos preços bases dos dois primeiros segmentos, comparados com os das marcas premium”, acrescenta a nota enviada ao Governo.

Contrariamente ao que defende outra das mais importantes associações nacionais do sector automóvel, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), a ARAN não apela, no seu texto, à reintrodução do incentivo ao abate de viaturas em fim de vida em sede de ISV, com a justificação de que o incentivo ao abate não pode beneficiar quem não possui um veículo para abater. “Só beneficiaria quem tem um carro para a troca e não todos os que compram carro”, justifica o texto enviado ao Ministério das Finanças.

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