A Jaguar desenvolveu dois F-Type Convertible na versão rally com pormenores herdados do F-Type Edição Especial “Chequered Flag”, como continuação das celebrações dos 70 anos da sua história desportiva que teve início com a apresentação do XK 120 em 1948. As versões exclusivas de rally do F-Type prestam homenagem ao lendário Jaguar XK 120 registrado como “NUB 1202 que, no início dos anos 50 e pela mão de Ian Appleyard, terminou três ralis Alpine sem qualquer penalização de pontos e venceu o RAC e o Tulip.

Estas duas versões do F-Type Convertible tem caraterísticas de rally e estão equipadas com o motor a gasolina Ingenium de 2.0 litros de quatro cilindros e 300CV da Jaguar. Com alterações supervisionadas e desenvolvidas pela Jaguar Design and Engineering, os dois modelos foram fabricados tendo em conta as especificações da FIA, com sistemas de travagem melhorados e suspensões adaptadas, além de uma jaula de proteção anti capotagem, bancos de competição com cintos de segurança de seis pontos de fixação, um módulo de faróis instalado no capot e um extintor de incêndios.

Ian Callum, Director de Design da Jaguar, referiu a propósito que “esta oportunidade para redesenhar uma versão de rally não costuma surgir muitas vezes”, afirmando ter ficado “encantado com a ideia de poder pensar como iriam desenvolver um desportivo actual mas com o caráter dos clássicos”. “Estas versões foram concebidas para prestar homenagem ao XK 120 e a todos os desportivos da Jaguar desde a sua apresentação há 70 anos, incluindo a última Edição Limitada F-TYPE Chequered Flag”, disse.

Os F-Type Rally Car apresentam melhorias nos travões, suspensões e transmissões, incluindo discos ventilados com maior dimensão e pinças com quatro pistões à frente e a atrás. Os amortecedores de competição foram feitos à mão e umas molas mais fortes garantem que estas versões de alto rendimento podem ser conduzidas a toda a velocidade nos troços mais duros de um rally.

Os amortecedores ajustáveis em três posições permitem que estas versões possam ser calibradas para várias superfícies e contam com rolamentos esféricos para uma maior precisão. Os pneus, jantes específicas para gravilha e o diferencial de deslizamento limitado melhoram a potência nas superfícies escorregadias, enquanto que o sistema hidráulico e os potentes travões ajudam os pilotos nas curvas mais fechadas.

Os modelos desta comemoração foram testados nos troços do rally de Walter Arena, no sul de Gales, ondem demonstraram a sua potência. Nos próximos meses irão participar em vários eventos organizados pela Jaguar. Já em relação ao design destas duas versões de rally foram inspiradas na nova Edição Especial do F-Type Chequered Flag, que apresentam ligeiros melhoramentos no exterior, como é o caso das jantes exclusivas de 20 polegadas em Gloss Black com acabamento em Diamond Turned e, no caso do Coupé, um tejadilho em Black Contrast.

No interior, surge a luxuosa pele Ebony Windsor e bancos desportivos com o anagrama da Chequered Flag nos apoios da cabeça, a juntar ao acabamento da consola central em Dark Brushed Aluminum. 

Uma nota para aquilo que determina muitas decisões de compra, naturalmente o preço, que neste caso, para a edição limitada do Jaguar F-Type “Chequered Flag” começa em 92.163 euros na versão Coupé e 98.607 euros na versão Convertible. As duas versões já estão disponíveis para encomenda na rede oficial de concessionários da Jaguar, podenso saber mais sobre este tema no sítio online do construtor em www.jaguar.com.

A herança dos 70 anos de veículos desportivos Jaguar

O fundador de Jaguar, Sir Wiliam Lyons, apresentou o XK 120 no Salão Automóvel de Earls Court em 1948. Era o veículo de produção em série mais rápido da altura e a reação à sua apresentação foi muito positiva graças ao seu excelente design, aos para-lamas revolucionários e às linhas compridas e fluídas.

O XK foi um êxito nas estradas e nos circuitos, terminando o dificílimo Rally Alpine sem qualquer penalização nos três anos em que participou a partir de 1950 nas mãos de Ian Appleyard e esposa Pat – filha do fundador da Jaguar, Sir Wiliam Lyons - tendo sido premiados com a muito desejada Coupe D’Or (Taça de Ouro). Em 1951, os Appleyards e o seu XK 120 também venceram o Rally Tulip, a corrida pan europeia com 3.400 quilómetros de distância, e em 1953 o Rally RAC do Reino Unido - a primeira vez que os vencedores foram declarados vencedores absolutos.

Animados pela estreia quase vencedora no Le Mans do XK 120 em 1950, a Jaguar investiu decididamente num programa de automobilismo desportivo e, no ano seguinte, o novíssimo C-Type venceu a corrida de resistência mais dura do mundo, as 24 Horas de Le Mans. Reconhecido como um dos desportivos mais bonitos da história, o C-Type foi projetado pelo especialista em aerodinâmica Malcom Sayer e, graças à sua figura estilizada e formas fluídas, passou a ser o primeiro vencedor de Le Mans a estabelecer uma velocidade média acima de 160 km/h.

Dois anos depois, o C-Type alcançou outro êxito ao utilizar travões de disco pela primeira vez, antes do D-Type ter assumido todo o controlo da situação. Vencedor durante três anos consecutivos, a partir de 1955, foi o primeiro veículo a utilizar um chassis monolugar inspirado na aviação, e partilhou muito do seu design com o C-Type, bem como a utilização dos travões de disco e o motor do XK.

Uma década mais tarde, as restrições impostas no tamanho dos motores deram por terminada a história dos êxitos da Jaguar em Le Mans e marcou o regresso ao desenvolvimento de veículos de produção em série com a apresentação do E-Type. Apresentado em 1961, o veículo destacava-se pela presença do elegante e longo capot de estilo desportivo, juntamente com o chassis monolugar onde sobressaía o motor de seis cilindros e 3.8 litros do XK, mantendo vivo o carácter apelativo do E-Type durante três gerações. Hoje, tantos anos depois, o departamento Jaguar Special Operations quis recuperá-lo e foi reinventado como veículo elétrico no E-Type Zero.

O XJ-S chegou a meados dos anos 70 e ajudou Tom Walkinshaw a vencer o European Touring Car Championship (Campeonato Europeu de Turismos) em 1984 e vendeu, durante os seus 21 anos de vida, mais de 100 mil unidades. El XJ220 foi apresentado em 1992 e conseguiu atingir uma velocidade máxima de 338 kms/h - o veículo de produção em série mais rápido dessa altura. Quatro anos mais tarde chegou o XK8 que rapidamente passou a ser o Jaguar desportivo que mais depressa se vendeu durante a seguinte década.

O seguinte passo foi a chegada do alumínio e Ian Callum redesenhou os XK e XKR em 2005 e 2006, respetivamente, antes da chegada do F-TYPE em 2012. Este desportivo por excelência da Jaguar é o sucessor espiritual do E-Type e oferece um design sedutor, um desempenho impressionante e uma excelente dinâmica.

©LusoMotores

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