Triumph Street Triple 675Em termos de marca a Triumph é das mais antigas no panorama mundial, e no Reino Unido em 2009, chegou mesmo a ser considerada como a mais rentável empresa do sector automóvel, tendo produzido mais de 50.000 unidades. É um facto que ao longo do historial de mais de um século, as coisas nem sempre foram fáceis, e nestas últimas décadas a fábrica chegou mesmo a fechar (1982) e mais tarde a arder...

Com a Street Triple não se corre esse risco. As linhas angulosas da moto, identificam de imediato alguma irreverência de quem a desenhou, e decerto agradam a um público que se identifique com os “designers”. É uma daquelas situações em que estamos a falar de uma moto jovem para gente nova, ou pelo menos para pessoas que não se importem de não ter protecção aerodinâmica, numa moto de 106 cv às 11.700 rpm. Triumph Street Triple 675E para os que pretendem usufruir desta mecânica de três cilindros e 675 cc, o importador concede uma campanha que durará até 31 de Março de 2010. Até essa data… ou até que acabem as ST, a campanha inclui a oferta de seguro de danos próprios, com um preço incomparável e seguro gratuito no primeiro ano com as seguintes coberturas: responsabilidade civil de 3.250.000 €, assistência em viagem, protecção jurídica, protecção ao condutor, furto ou roubo, fenómenos da natureza e  vandalismo, sendo a franquia de 20%.

Na mecânica encontramos um quadro em alumínio com duplo berço. Se por um lado o alumínio é garantia de leveza, é também sinónimo de rigidez, em especial nesta geometria. Nas suspensões, encontramos as Kayaba com garfo invertido na frente e amortecedor na traseira, onde se aloja o disco com êmbolo simples, enquanto na frente temos dois discos com êmbolos duplos. Triumph Street Triple 675O contacto ao solo é feito através de jantes de 17” com 120/70 na frente e 180/55 na traseira. Com dois metros de comprimento a Street Triple, concede uma posição alta e com o banco a 800 mm do solo, numa moto com a altura máxima de pouco mais de um metro (1.060 mm). Pronta a andar são 189 kg e um depósito de gasolina de 17,4 litros. O número mais importante: 8.310,56 €

Logo que nos sentamos na Street Triple, a primeira impressão que temos é a de estarmos perante uma moto leve. Sem motor para manobrar a moto, a única exigência é que haja pernas para chegar ao chão. Nos comandos - e neste capítulo a escolha do guiador pode marcar a diferença – sente-se de imediato que a moto é um pouco exigente para os pulsos e braços. No entanto, basta colocar o 675 a roncar, para perceber que a Street Triple não é tão exigente como parece. Apesar de o binário máximo se encontrar às 9.200 rpm a ST concede uma boa manobrabilidade logo no arranque, quer em termos de saída de motor e aceleração, como de equilíbrio dinâmico frente/trás. Triumph Street Triple 675Aliás, se tivéssemos duas balanças era capaz de apostar um café, em como a distribuição de peso, dianteira/traseira é capaz de estar próxima dos 50-50. 

Com um guiador que chega quase aos 800 mm e com os espelhos quase à altura dos aplicados aos “van” utilizados na distribuição urbana, a Street Triple permite ganhar confiança, mesmo quando o trânsito é de maior intensidade. A aceleração é boa e suave quanto baste, e a travagem é igualmente progressiva e potente, podendo a manete de comando do duplo disco ser ajustada na dureza (de 1 a 4) sem que a eficácia seja afectada. Como atrás já referimos o equilíbrio da moto é um dos pontos que nos deixou mais surpreendidos. E a surpresa, vem desde o equilíbrio estático como o que constatámos ao manobrar, como no equilíbrio dinâmico quando de forma arrojada nos serpenteamos entre automóveis.

Triumph Street Triple 675Com o entusiasmo natural de quem aprecia um painel que até nos indica a relação de caixa engrenada, saímos da cidade e fomos para estrada, e não resistimos a avaliar a Street Triple numas curvas e subidas. E desta vez, foi o três cilindros de 12 válvulas que nos surpreendeu. Por um lado, pela elasticidade que se reflecte em boas acelerações, estando as reprises condicionadas ao trabalho da ‘caixa’ de relações muito próximas, enquanto por outro a sonoridade e as sensações… mais parecem as de um kart, ou que de facto vamos a conduzir o motor. O que atrás nos parecia ser uma moto algo exigente para os braços e pulsos, não o é.

Em estrada aberta ou auto-estrada, encontrámos no entanto o calcanhar de Aquiles desta moto! Triumph Street Triple 675A ausência de protecção aerodinâmica ao nível do peito e cabeça, sendo elementar ter um bom capacete para quem se proponha fazer estrada, ou alguns quilómetros em auto-estrada.

Em resumo a Street Triple é uma moto muito reactiva, tanto nas acelerações como nas travagens, e concede boas reprises desde que se utilize a ‘caixa’ de seis relações muito próximas, a tal “close ratio”. Bem equilibrada, a ST torna-se fácil de conduzir, exigindo pernas para chegar ao chão quando se trata de manobrar. Uma boa linha de acessórios, complementa a escolha que pode ser alargada à versão ‘R’ cujas diferenças são essencialmente estéticas. Nesta gama, voltaremos a falar de estética e de mais 20 cv, mas sob uma diferente designação de código: Daytona.

Fausto Monteiro Grilo

Triumph Street Triple 675

Pin It